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As reações no mundo político à decisão de Dino sobre recondução de Andrei Rodrigues na PF

As reações no mundo político à decisão de Dino sobre recondução de Andrei Rodrigues na PF

 

Crise no STF se aprofunda após Dino devolver comando da PF a Andrei Rodrigues

A crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos nesta quarta-feira (9), após o ministro Flávio Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência da corporação.

Os dois haviam sido afastados na véspera por decisão do ministro André Mendonça, posteriormente referendada pela maioria da Segunda Turma do STF. Dino, porém, suspendeu os efeitos da medida ao analisar um pedido apresentado por Andrei em processo sob sua relatoria, relacionado a investigações sobre recursos de emendas destinados a empresas ligadas ao filme Dark Horse.

Na decisão, Dino afirmou que o afastamento poderia prejudicar investigações em andamento e classificou a determinação de Mendonça como uma possível “decisão em causa própria”. O ministro também sustentou que o Partido Novo não teria legitimidade para pedir o afastamento de Andrei e que a controvérsia deveria ser analisada pelo plenário do Supremo, e não pela Segunda Turma.

A decisão provocou forte reação entre integrantes da oposição e pré-candidatos à Presidência. O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o país “virou várzea” e cobrou uma solução imediata. Romeu Zema (Novo) disse que o episódio representa “o Brasil dos intocáveis” e reiterou apoio a Mendonça.

Ronaldo Caiado (PSD) acusou Dino de ter se transformado em “imperador do Brasil” e classificou o episódio como “ditadura da toga”. Sergio Moro (PL), por sua vez, afirmou que Dino “atropelou” a decisão de Mendonça, a maioria formada na Segunda Turma e o recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU).

No Congresso, o senador Carlos Viana (PSD-MG) defendeu uma reação do Senado e cobrou do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, a convocação de uma sessão para discutir um eventual processo de impeachment. Esperidião Amin (PP-SC) chamou a decisão de “cambalacho”, enquanto o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o episódio como “lambança”.

Lula cobra transparência no caso Banco Master

Em meio à disputa entre ministros do STF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao caso Banco Master.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o país precisa de “mais transparência” e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” capazes de interferir na disputa eleitoral.

O presidente defendeu que todas as informações sobre os envolvidos sejam tornadas públicas, “seja quem for, doa a quem doer”, e afirmou que o Brasil precisa conhecer a verdade sobre o caso.

Integrantes do governo também saíram em defesa da decisão de Dino. O ministro Guilherme Boulos afirmou que a medida restabelece a autonomia entre os Poderes e criticou qualquer interferência no processo eleitoral.

A deputada Gleisi Hoffmann (PT) também defendeu a abertura do sigilo das investigações envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

O episódio coloca novamente o STF no centro de uma disputa política e institucional, com decisões de ministros produzindo efeitos cruzados e provocando reações no Executivo, no Congresso e entre os principais nomes que devem disputar as eleições de 2026.

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