“Intervenção grave e ilegal”: a reação à decisão de Mendonça
O PT acusa Mendonça de extrapolar sua função, interferir politicamente na PF e favorecer o campo bolsonarista, defendendo que o STF reverta a decisão para garantir a independência da instituição.
O ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. A bancada do PT na Câmara classificou a medida como uma intervenção grave e ilegal, alegando que invade atribuições do Executivo e ultrapassa os limites da jurisdição.
Os deputados destacaram que a legislação prevê que o diretor-geral da PF é nomeado pelo presidente da República, e não pode ser afastado por decisão individual de um ministro.
A decisão ocorre enquanto a PF conduz investigações de grande repercussão, incluindo o caso do Banco Master, que envolve pessoas próximas à família Bolsonaro. O PT afirma que o afastamento beneficia politicamente esse grupo sec7sec19sec20.
Mendonça alegou ter sido vítima de monitoramento da PF, o que, segundo os deputados, compromete sua imparcialidade e levanta suspeitas de impedimento. O PT lembra que Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro e que sua decisão é celebrada por setores ligados ao bolsonarismo.
A bancada declarou apoio ao recurso que será apresentado pela Advocacia-Geral da União e defendeu que o STF reveja a decisão para preservar a autonomia da PF e as prerrogativas do Executivo.
Os deputados enfatizam que a PF deve conduzir suas investigações sem interferências, especialmente durante o processo eleitoral.
“A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados manifesta seu repúdio à decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada. Trata-se de uma intervenção grave e ilegal na autonomia administrativa e funcional da Polícia Federal, que invade atribuições do Poder Executivo com fins político-eleitorais“, diz o início da nota.
PT critica decisão de Mendonça que afastou cúpula da PF
A bancada do PT na Câmara dos Deputados criticou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada.
Em nota, os deputados classificaram a medida como uma “intervenção grave e ilegal” e afirmaram que Mendonça teria ultrapassado os limites de sua atuação ao interferir na estrutura administrativa da PF, cuja direção-geral é de livre nomeação e exoneração pelo presidente da República.
Para o partido, a decisão invade competências do Poder Executivo e representa uma ameaça à autonomia administrativa e funcional da Polícia Federal. A bancada também manifestou apoio ao recurso que será apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para tentar reverter o afastamento.
A controvérsia ocorre em meio a investigações de grande repercussão conduzidas pela PF, entre elas o caso envolvendo o Banco Master, que também alcança pessoas próximas ao campo político ligado à família Bolsonaro. Na avaliação do PT, a decisão de Mendonça pode produzir efeitos políticos favoráveis ao bolsonarismo.
Os deputados também questionaram a imparcialidade do ministro. Mendonça afirmou ter sido alvo de monitoramento pela Polícia Federal, circunstância que, segundo o PT, deveria ser considerada na análise de eventual impedimento ou suspeição.
A bancada ainda ressaltou que Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e que a decisão foi recebida positivamente por setores do bolsonarismo. Para os petistas, o contexto reforça a necessidade de o Supremo revisar a medida.
O partido defendeu que a Polícia Federal tenha liberdade para conduzir suas investigações sem interferências externas, principalmente durante o período eleitoral.
“Trata-se de uma intervenção grave e ilegal na autonomia administrativa e funcional da Polícia Federal, que invade atribuições do Poder Executivo com fins político-eleitorais”, afirmou a bancada do PT no início da nota.





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