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Derrotado, Flávio Bolsonaro perderá foro privilegiado a partir de janeiro; veja as investigações contra o senador

Derrotado, Flávio Bolsonaro perderá foro privilegiado a partir de janeiro; veja as investigações contra o senador

Derrotado nas urnas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno deste domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro deve permanecer no cargo legislativo até o final de janeiro de 2027, quando ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos. Depois disso, ele também perde sua prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado. O foro, previsto na Constituição Federal, determina que certas autoridades públicas sejam julgadas por tribunais superiores em vez da primeira instância da Justiça, e se aplica a infrações relacionadas ao exercício do cargo.

Flávio é, hoje, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso Dark Horse, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e em uma apuração sobre possíveis vínculos financeiros com o advogado Willer Tomaz, que inclui suspeitas de lavagem de dinheiro.

Há também um inquérito por suposta calúnia contra Lula e o caso das rachadinhas, que envolveu o gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e foi encerrado após a anulação de provas, mas pode ser reaberto com base em fatos novos. Entenda abaixo.

Investigações no STF

  1. O caso Dark Horse
    A investigação mais avançada contra o senador é a que envolve o financiamento do filme biográfico sobre o ex-presidente e pai do candidato derrotado, Jair Bolsonaro (PL).

Em julho de 2026, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para apurar repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, destinados à produção do longa-metragem. A medida foi solicitada pela PF e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Partes dos documentos da investigação tiveram o sigilo retirado em setembro, a pedido da PF. O site The Intercept Brasil divulgou, em maio deste ano, informações sobre as negociações entre Flávio e Daniel Vorcaro. Segundo as reportagens, Flávio havia pedido US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões, para financiar a produção.

Documentos e um áudio analisados pela Polícia Federal indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no escândalo do Banco Master, teria repassado cerca de R$ 61 milhões à produtora entre fevereiro e maio de 2025, por meio de fundos e empresas no exterior, inclusive a Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz. A PF busca esclarecer a origem e o destino dos recursos, a regularidade das operações e a eventual existência de contrapartidas indevidas. Há, ainda, divergências contábeis entre o valor enviado para o exterior e o que de fato entrou no orçamento da produtora do filme, a Go Up, no Brasil.

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