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Lula reage à missão dos EUA e diz que quem tentar interferir nas eleições brasileiras vai apanhar muito

Publicada em: 26/07/2026 09:37 -

Lula diz que Brasil não aceitará interferência externa nas eleições e critica missão dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (25) que o Brasil não aceitará interferências estrangeiras no processo eleitoral. A declaração foi feita durante a convenção estadual do PT, em Campinas (SP), onde foi oficializada a candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista.

Ao comentar a informação divulgada pelo Washington Post de que dois altos funcionários dos Estados Unidos planejavam viajar ao Brasil para questionar a credibilidade do sistema eleitoral, Lula enviou um recado direto a governos estrangeiros.

“E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. [...] Quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores”, afirmou.

O presidente reforçou o discurso em defesa da soberania nacional e destacou que o Brasil busca manter boas relações diplomáticas, mas sem abrir mão da autonomia de suas instituições.

“O aviso está dado: o Brasil é soberano. O Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz. O Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor. O Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar”, declarou.

Itamaraty teria negado vistos

Após a publicação da reportagem do Washington Post, o Blog do Valdo Cruz, no G1, informou que o Ministério das Relações Exteriores recusou os vistos diplomáticos solicitados pelos representantes norte-americanos.

A viagem estava prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais brasileiras, marcadas para 4 de outubro.

Nos bastidores, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam classificado a iniciativa como "escandalosa" e "inusitada", avaliando que a missão representaria uma tentativa de interferência em um assunto de competência exclusiva das instituições brasileiras. Integrantes da Corte também defendem um posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo assessores do Palácio do Planalto, a iniciativa também foi interpretada como uma tentativa de reforçar questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, em meio à retomada de críticas ao sistema eleitoral por integrantes da família Bolsonaro.

 

Até o momento, não houve manifestação oficial do governo dos Estados Unidos sobre o caso.

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