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Empresários financiaram conclusão de Dark Horse após interrupção de repasses de Daniel Vorcaro

Publicada em: 26/06/2026 06:14 -

Empresários ligados a Bolsonaro buscam recursos para concluir filme após saída de Vorcaro

Um grupo de empresários próximo à família Bolsonaro foi mobilizado para financiar, em caráter emergencial, a conclusão da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse. Segundo reportagem do SBT News, a busca por novos investidores começou após o banqueiro Daniel Vorcaro interromper os repasses destinados ao projeto no fim de 2025.

Sem a entrada dos recursos previstos, a produção enfrentou dificuldades para custear despesas essenciais, colocando em risco a finalização e o lançamento do longa-metragem.

De acordo com a reportagem, Vorcaro havia firmado um acordo com o senador Flávio Bolsonaro para investir US$ 24 milhões na produção, tornando-se o único financiador do filme.

Após a deflagração da Operação Compliance Zero, porém, o banqueiro passou a enfrentar dificuldades financeiras e deixou de cumprir o cronograma de pagamentos. Conforme informações publicadas pelo The Intercept e reproduzidas pelo SBT News, foram transferidos US$ 10,6 milhões por meio da empresa Entrepay, valor inferior ao previsto inicialmente.

Diante desse cenário, interlocutores ligados a Flávio Bolsonaro e ao deputado federal Mário Frias iniciaram a busca por novos investidores para cobrir a diferença de aproximadamente US$ 13,4 milhões. Segundo a reportagem, foram oferecidas cinco cotas de investimento com valores distintos, acompanhadas da promessa de devolução do capital acrescida de 20% da arrecadação obtida nas bilheterias.

Mário Frias, que atua como produtor executivo do filme, também promoveu cortes no planejamento para reduzir custos, incluindo o cancelamento de algumas locações.

"O Mário Frias disse que tinha ido até a Argentina para tentar fazer as locações lá, mas desistiu da ideia pelo risco de bitributação", afirmou um empresário ouvido pelo SBT News.

Uma perícia privada apresentada pela produtora Go Up aponta que o custo efetivo da produção foi de US$ 13,39 milhões, cerca de US$ 10,6 milhões abaixo do valor inicialmente previsto no acordo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

O laudo foi elaborado no contexto de uma auditoria que apura repasses da Prefeitura de São Paulo ao projeto. Segundo o documento, aproximadamente US$ 3,7 milhões foram destinados às etapas realizadas no Brasil, enquanto cerca de US$ 9,64 milhões corresponderam às despesas de produção nos Estados Unidos.

A reportagem informa ainda que um orçamento preliminar elaborado antes do início das gravações estimava um custo total entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões, incluindo aproximadamente US$ 6,29 milhões em impostos, taxas e despesas administrativas.

 

Ao SBT News, a proprietária da Go Up, Karina Gama, afirmou que "o investimento do filme já foi amplamente discutido" e citou o laudo pericial apresentado. As assessorias de Mário Frias e Flávio Bolsonaro também foram procuradas pelo veículo, que informou aguardar manifestação dos parlamentares.

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