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Municípios do Rio Grande do Sul já restringem serviços pela falta de diesel, diz federação

Municípios do Rio Grande do Sul já restringem serviços pela falta de diesel, diz federação

A situação no Rio Grande do Sul mostra um efeito típico de crises internacionais no dia a dia das cidades: quando o preço do petróleo dispara, o primeiro impacto aparece justamente nos serviços públicos mais básicos.

O que está acontecendo na prática é um “efeito dominó”:

  • Alta do petróleo no exterior → encarece o diesel no Brasil
  • Diesel mais caro e escasso → prefeituras reduzem consumo
  • Redução de consumo → cortes em serviços não essenciais

Segundo a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, muitos prefeitos já estão tendo que priorizar áreas críticas, principalmente:

  • transporte de pacientes (ambulâncias e viagens para tratamento)
  • serviços de saúde em geral

Enquanto isso, outras atividades começam a parar:

  • obras públicas
  • manutenção de estradas rurais
  • uso de máquinas pesadas (tratores, patrolas)

A presidente da entidade, Adriane Perin de Oliveira, alertou que o cenário pode piorar rapidamente. Se o abastecimento não for garantido, pode atingir até:

  • transporte escolar
  • deslocamento de pacientes entre cidades

Por que há risco de desabastecimento?

O problema não é só preço alto — é também falta de incentivo para importar diesel. Quando o valor no Brasil fica artificialmente mais baixo que o internacional, empresas deixam de trazer combustível, o que pode gerar escassez.

O que o governo está fazendo

O Ministério de Minas e Energia e a área econômica anunciaram algumas medidas:

  • MP nº 1.344/2026: crédito de R$ 10 bilhões para subsidiar o diesel
  • Zeragem de PIS e Cofins sobre o diesel
  • Proposta para estados reduzirem ou zerarem o ICMS na importação

Até agora, apenas o governador Rafael Fonteles sinalizou apoio imediato à redução do ICMS.

O ponto crítico

Mesmo com essas medidas, há preocupação de que:

  • a resposta seja lenta demais
  • ou insuficiente diante da alta global causada pela guerra no Oriente Médio

Em resumo

As cidades gaúchas já estão entrando em modo de contenção, priorizando o essencial. Se o diesel continuar caro ou faltar, o impacto pode sair da esfera econômica e atingir diretamente:

 

  • educação
  • saúde
  • mobilidade da população
  • Cidades do Rio Grande do Sul já enfrentam problemas por causa da alta no preço do petróleo Segundo a federação, prefeitos do RS estão precisando priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário começam a ser suspensas em razão da escassez de combustível. Adriane Perin de Oliveira, presidente da Famurs e prefeita da cidade de Nonoai, destaca que a situação tende a se agravar nos próximos dias, se não houver nenhuma medida para garantir o abastecimento de diesel. “Temos o risco de que isso afete o transporte escolar e o transporte de pacientes para outras cidades. Vamos levar esses dados ao governador e reforçar a necessidade de buscarmos alternativas para garantir o pleno funcionamento dos serviços. Precisamos de respostas efetivas, especialmente por parte do governo federal”, diz. Risco de desabastecimento A disparada do preço do petróleo no exterior desde a eclosão da guerra no Oriente Médio pressiona o custo do diesel e gera preocupação quanto ao desabastecimento de combustíveis em todo o País. O governo federal vem anunciando algumas medidas para conter o impacto, mas agentes de mercado avaliam que a implementação precisa ser imediata. E pode ser insuficiente diante do tamanho da crise no setor. A primeira delas é a Medida Provisória nº 1.344/2026, publicada na quinta-feira, 19, para conceder um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para o Ministério de Minas e Energia. A MP garante subvenção econômica à comercialização de óleo diesel por produtores e importadores de óleo diesel, segundo medida anunciada na semana passada. A outra medida principal foi zerar os dois impostos federais que incidem sobre o diesel: o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A Fazenda também propôs que Estados zerem o ICMS sobre a importação do diesel, com a União arcando com metade da perda de arrecadação. O objetivo, nesse caso, é impedir que haja desabastecimento pelo descasamento entre os preços do combustível no mercado doméstico e externo. Até a sexta-feira, 20, no entanto, apenas o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), sinalizou positivamente sobre a possibilidade de zerar o ICMS sobre o combustível no Estado.

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