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Dino intensifica contra Mendonça e cita contratos de R$3 milhões

Dino intensifica contra Mendonça e cita contratos de R$3 milhões

PF investiga deputado Cezinha de Madureira por suposto tráfico de influência no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou a Operação Transparência 3, conduzida pela Polícia Federal, que teve como alvo o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), aliado do ministro André Mendonça. A investigação apura um suposto esquema de tráfico de influência junto a tribunais superiores, com suspeitas de intermediação de interesses em processos que tramitam no STF.

As informações são da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Segundo a decisão judicial, Cezinha teria atuado em parceria com as advogadas Valéria Rodrigues Linhares e Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, para interceder em favor de clientes envolvidos em processos de interesse nos tribunais superiores.

Os contratos analisados pela investigação previam honorários de até R$ 1 milhão, com cláusulas de êxito que poderiam elevar os pagamentos para R$ 2 milhões caso decisões favoráveis fossem obtidas.

Embora não seja advogado, Cezinha teria se apresentado como alguém com capacidade de despachar diretamente com ministros do STF. Entre os nomes mencionados na investigação estão Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Edson Fachin.

Para a Polícia Federal, a atuação poderia indicar uma tentativa de influenciar decisões judiciais por meio de relações pessoais e políticas. A investigação, porém, ainda busca esclarecer a extensão dos contatos e se houve efetivamente interferência ilegal nos julgamentos.

De acordo com o material da PF, o suposto esquema teria uma divisão de funções. Mariângela Fialek seria responsável pelo encaminhamento de petições e peças jurídicas; Cezinha confirmaria contatos e reuniões com ministros, reforçando a alegação de acesso privilegiado; e Valéria Linhares formalizaria os contratos de honorários, vinculando parte dos pagamentos ao resultado dos processos.

Um dos casos analisados teria ocorrido em julho de 2025, quando foi firmado contrato com previsão de R$ 1 milhão em honorários para a sociedade de Valéria. Posteriormente, um aditivo estabeleceu que o valor poderia chegar a R$ 2 milhões caso fosse concedida liberdade ao cliente.

Em agosto de 2026, a Polícia Federal teria apreendido R$ 510 mil em dinheiro vivo com Valéria, fato que passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores.

Cezinha de Madureira nega qualquer irregularidade. Em nota, o deputado afirmou confiar na Justiça e declarou que os fatos serão esclarecidos no decorrer do devido processo legal.

A investigação ocorre em um momento de forte tensão institucional envolvendo o STF, com divergências entre integrantes da Corte e crescente pressão política em torno de decisões judiciais. O envolvimento de nomes ligados ao tribunal pode ampliar a repercussão do caso e alimentar o debate sobre possíveis conflitos entre relações políticas, advocacia e atuação perante ministros da Suprema Corte.

O ministro do STF Flávio Dino autorizou a Operação Transparência 3, conduzida pela Polícia Federal, que teve como alvo o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), aliado de Mendonça. A investigação apura um suposto esquema de tráfico de influência junto a tribunais superiores, envolvendo contatos diretos com ministros do Supremo. Informações de Mônica Bergamo da Folha de S.Paulo. A decisão aponta que Cezinha, em parceria com as advogadas Valéria Rodrigues Linhares e Mariângela Fialek (“Tuca”), teria atuado para interceder em favor de clientes em processos relevantes. Os contratos firmados previam honorários de até R$ 1 milhão, com cláusulas de êxito que poderiam elevar o valor para R$ 2 milhões caso as decisões fossem favoráveis. O papel de Cezinha seria particularmente delicado: embora não seja advogado, ele teria se apresentado como alguém capaz de despachar diretamente com ministros do STF, incluindo nomes como Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Essa prática, segundo a PF, configuraria uma tentativa de influenciar julgamentos por meio de relações pessoais e políticas. A Polícia Federal descreve um modus operandi estruturado: Mariângela Fialek encaminhava petições e peças jurídicas. Cezinha de Madureira confirmava contatos e reuniões com ministros, reforçando a ideia de acesso privilegiado. Valéria Linhares formalizava contratos de honorários, vinculando os pagamentos ao resultado dos julgamentos. Um exemplo citado ocorreu em julho de 2025, quando foi firmado contrato prevendo R$ 1 milhão em honorários para a sociedade de Valéria. Um aditivo posterior estabeleceu que, caso fosse concedida liberdade ao cliente, o valor subiria para R$ 2 milhões. Em agosto de 2026, a PF já havia apreendido R$ 510 mil em dinheiro vivo com Valéria, reforçando as suspeitas sobre a origem e finalidade dos recursos. Em sua defesa, Cezinha divulgou nota negando qualquer irregularidade, afirmando confiar na Justiça e garantindo que os fatos serão esclarecidos no devido processo legal. O episódio ocorre em meio a um ambiente já tenso no STF, marcado por divergências internas e pressões políticas. A operação pode intensificar a crise institucional, especialmente porque envolve ministros como André Mendonça e Alexandre de Moraes, que já protagonizam embates públicos e jurídicos.  

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