PF recebe pedido para investigar Flávio Bolsonaro em fraudes do INSS
PF recebe pedido para investigar possíveis conexões de Flávio Bolsonaro com esquema do INSS
A Polícia Federal recebeu uma representação para apurar possíveis ligações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu escritório de advocacia e pessoas investigadas na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
O pedido foi apresentado pelos deputados federais Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG), que solicitam o cruzamento de dados financeiros, bancários, fiscais e societários para verificar se recursos relacionados ao esquema chegaram, direta ou indiretamente, ao senador ou a pessoas próximas.
Um dos pontos citados é a relação entre integrantes do escritório de Flávio Bolsonaro e investigados pela PF. Segundo a representação, Letícia Caetano dos Reis, administradora da sociedade de advocacia do senador desde a criação da banca, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado em relatório policial como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e citado nas investigações como um dos operadores do esquema.
Os parlamentares também mencionam o advogado Willer Tomaz, a quem atribuem a indicação de Letícia para o escritório de Flávio. A documentação cita relatórios financeiros que apontariam cerca de R$ 45,5 milhões em movimentações ligadas a Willer, além de um pagamento de R$ 120 mil a um operador financeiro relacionado ao “Careca do INSS”.
A representação afirma ainda que requerimentos apresentados na CPMI do INSS para aprofundar essas conexões não chegaram a ser votados. Entre eles estavam pedidos para convocar Flávio Bolsonaro e obter informações financeiras relacionadas ao senador, ao escritório e a Letícia.
“Os aposentados que foram roubados têm o direito de saber quem participou do esquema, quem se beneficiou e para onde foi o dinheiro”, afirmaram Alencar Santana e Rogério Correia.
A Operação Sem Desconto investiga suspeitas de descontos associativos indevidos realizados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A representação, por si só, não comprova participação de Flávio Bolsonaro ou de seu escritório no esquema; trata-se de um pedido para que as possíveis conexões sejam investigadas.





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