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Lula defende reduzir juros e diz que Estado foi 'aprisionado pela Faria Lima'

Publicada em: 06/08/2026 06:03 -

Lula defende responsabilidade fiscal para reduzir juros e critica influência da Faria Lima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (5), uma política fiscal responsável como caminho para reduzir a taxa básica de juros. Durante entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, o chefe do Executivo afirmou que o governo precisa manter seriedade nas contas públicas para criar condições favoráveis à queda dos juros, ao mesmo tempo em que criticou regras que, segundo ele, limitam a capacidade de investimento do Estado.

Ao comentar a atuação do Banco Central do Brasil, Lula reconheceu a autonomia da instituição, mas ressaltou que a política fiscal do governo tem papel importante no cenário econômico.

"Nós temos que cuidar para que, do ponto de vista econômico, a gente tenha bastante seriedade fiscal para não gastar aquilo que a gente não tem e, ao mesmo tempo, trabalhar para reduzir a taxa de juros", afirmou.

A declaração foi feita poucas horas antes da divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic.

Juros da dívida e investimentos

Lula também afirmou que o maior gasto do governo é o pagamento dos juros da dívida pública, estimado por ele em R$ 1,2 trilhão.

"O único gasto que a gente faz de verdade é pagar R$ 1,2 trilhão de dívida de juros", declarou.

O presidente defendeu ainda que o Estado possa recorrer ao endividamento para financiar obras de infraestrutura e projetos estratégicos. Segundo ele, investimentos públicos devem ser tratados de forma diferente das despesas correntes, por terem potencial de gerar desenvolvimento econômico e benefícios sociais.

"Se eu quiser construir uma obra importante, que signifique trazer benefício para o País, isso é gasto ou investimento? É investimento. Então, se o Estado tiver que fazer uma dívida por isso, pode fazer", afirmou.

Crítica à Faria Lima

Durante a entrevista, Lula também criticou a influência do mercado financeiro nas decisões econômicas do país. Na avaliação do presidente, o Estado brasileiro está excessivamente limitado por uma visão fiscal voltada para a contenção dos gastos.

"Aqui no Brasil, o Estado foi aprisionado pela Faria Lima", disse.

 

Para o presidente, a capacidade de investir em infraestrutura e em projetos considerados estratégicos é essencial para estimular o crescimento econômico e ampliar o desenvolvimento do p

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