Lula defende responsabilidade fiscal para reduzir juros e critica influência da Faria Lima
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (5), uma política fiscal responsável como caminho para reduzir a taxa básica de juros. Durante entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, o chefe do Executivo afirmou que o governo precisa manter seriedade nas contas públicas para criar condições favoráveis à queda dos juros, ao mesmo tempo em que criticou regras que, segundo ele, limitam a capacidade de investimento do Estado.
Ao comentar a atuação do Banco Central do Brasil, Lula reconheceu a autonomia da instituição, mas ressaltou que a política fiscal do governo tem papel importante no cenário econômico.
"Nós temos que cuidar para que, do ponto de vista econômico, a gente tenha bastante seriedade fiscal para não gastar aquilo que a gente não tem e, ao mesmo tempo, trabalhar para reduzir a taxa de juros", afirmou.
A declaração foi feita poucas horas antes da divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic.
Juros da dívida e investimentos
Lula também afirmou que o maior gasto do governo é o pagamento dos juros da dívida pública, estimado por ele em R$ 1,2 trilhão.
"O único gasto que a gente faz de verdade é pagar R$ 1,2 trilhão de dívida de juros", declarou.
O presidente defendeu ainda que o Estado possa recorrer ao endividamento para financiar obras de infraestrutura e projetos estratégicos. Segundo ele, investimentos públicos devem ser tratados de forma diferente das despesas correntes, por terem potencial de gerar desenvolvimento econômico e benefícios sociais.
"Se eu quiser construir uma obra importante, que signifique trazer benefício para o País, isso é gasto ou investimento? É investimento. Então, se o Estado tiver que fazer uma dívida por isso, pode fazer", afirmou.
Crítica à Faria Lima
Durante a entrevista, Lula também criticou a influência do mercado financeiro nas decisões econômicas do país. Na avaliação do presidente, o Estado brasileiro está excessivamente limitado por uma visão fiscal voltada para a contenção dos gastos.
"Aqui no Brasil, o Estado foi aprisionado pela Faria Lima", disse.
Para o presidente, a capacidade de investir em infraestrutura e em projetos considerados estratégicos é essencial para estimular o crescimento econômico e ampliar o desenvolvimento do p
