Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou que pretende adotar uma nova regra fiscal com um mecanismo automático para conter gastos públicos quando a dívida bruta do governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) atingir um determinado patamar. No entanto, ele não informou qual seria esse limite.
Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o senador criticou o atual nível de endividamento do país, que, segundo dados divulgados pelo Banco Central na última semana, alcançou 81,9% do PIB — o maior percentual registrado em mais de cinco anos. Para o parlamentar, esse cenário reflete uma gestão fiscal "gastadora e irresponsável", com impactos diretos sobre a inflação e o custo de vida da população.
Como medidas para reduzir despesas, Flávio defendeu o combate à corrupção, a diminuição da estrutura administrativa do governo e a redução do número de ministérios, atualmente em 39. Segundo ele, um eventual governo também utilizaria Inteligência Artificial (IA) para aprimorar a gestão pública.
Na área econômica, o candidato criticou a estratégia de aumentar a arrecadação por meio de impostos e afirmou que a exploração da Margem Equatorial poderia gerar novas receitas para o país, ao citar o potencial da região para a produção de petróleo.
Flávio Bolsonaro também declarou que pretende manter o programa Bolsa Família e afirmou que é necessário discutir o papel do Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que decisões da Corte influenciam a economia e a segurança jurídica.
Sobre uma eventual reforma da Previdência, o candidato disse que não pretende promover ajustes que reduzam benefícios dos aposentados. Segundo ele, sua proposta passa pela criação de diferentes fundos de lastreamento para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário, sem congelar aposentadorias.
O candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou que seu governo terá uma regra fiscal com uma espécie de gatilho para cortar despesas quando a dívida pelo PIB atingir determinado patamar — sem especificar, contudo, qual seria esse nível.Em entrevista ao Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio Bolsonaro disse que um governo que chega a uma dívida de 81% do Produto Interno Bruto (PIB) é “gastador e irresponsável” e que a população sente o problema na prateleira do mercado, via inflação. Nesse sentido, defendeu que, com o Brasil endividado a uma taxa de juros “altíssima”, não há outro mecanismo que não fazer um corte de gastos.
Na semana passada, o Banco Central (BC) informou que a dívida bruta do setor público consolidado (que inclui o governo federal, os Estados e municípios) alcançou o equivalente a 81,9% do PIB, o maior nível em mais de cinco anos. Segundo Flávio, é possível cortar despesas ao combater a corrupção e fazendo o governo ser mais enxuto. “Temos 39 ministérios, podemos enxugar os ministérios”, afirmou, acrescentando que irá fazer uso de Inteligência Artificial (IA) para fazer a governança. O senador afirmou ainda que é preciso mudar a lógica de que aumentar a arrecadação via impostos, dizendo que a Margem Equatorial que, segundo ele, “tem uma reserva gigantesca e centenas de bilhões de reais para arrecadar”, poderia conseguir mais receitas. O filho 01 de Jair Bolsonaro também disse que o Bolsa Família tem de ser mantido e defendeu que “é preciso rever o papel do STF, que impacta a economia e a segurança jurídica”.
Quanto a uma possível reforma da Previdência, o candidato do PL afirmou que não fará economia em cima de aposentado, mencionando que não congelará aposentadorias e defendendo “diferentes fundos de lastreamento”. A entrevista foi exibida na íntegra a partir das 20h na BandNews TV.
