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Eduardo Bolsonaro volta a atacar Michelle, provoca reação de irmão e acirra crise na direita

Publicada em: 22/07/2026 05:39 -

Eduardo Bolsonaro chama vídeo de Michelle de “imaturidade” e crise no clã bolsonarista ganha novo capítulo

A crise interna envolvendo a família Bolsonaro e aliados do PL ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (21). O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou publicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, classificando como "imaturidade" a decisão dela de divulgar um vídeo em que acusava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de desrespeitá-la. A declaração provocou reação imediata de Eduardo Torres, irmão de Michelle, que respondeu com ironias nas redes sociais e ampliou o desgaste entre os dois grupos.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Eduardo Bolsonaro afirmou que Michelle não deveria ter tornado pública a divergência.

"Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. Eu acredito que esses assuntos, e eu não vou mais comentar para não dar pano para manga, acho que internamente a gente resolve esse tipo de coisa", declarou.

Apesar das críticas, Eduardo procurou minimizar os impactos da disputa sobre a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, eventuais oscilações nas pesquisas estariam mais relacionadas ao desgaste provocado pelas revelações sobre a ligação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, do que ao conflito familiar. O ex-deputado também classificou como "natural" a disputa por um espaço político tão relevante quanto a Presidência da República.

Vídeo de Michelle deu início ao racha

O episódio teve início em 24 de junho, quando Michelle Bolsonaro publicou um vídeo afirmando ter sido tratada de forma desrespeitosa por Flávio Bolsonaro durante uma conversa telefônica.

Na gravação, Michelle afirmou que o senador foi ríspido e a desrespeitou, mesmo sem que ela tivesse feito qualquer ataque contra ele.

Flávio negou ter ofendido a ex-primeira-dama e publicou um pedido de desculpas, afirmando que nunca teve intenção de desrespeitá-la.

O atrito ocorreu durante as articulações políticas do PL no Ceará. Michelle defendia a candidatura da vereadora Priscila Costa, vice-presidente nacional do PL Mulher, ao Senado. Já Flávio articulou o apoio da legenda a Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes.

Michelle também criticou a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará, posição que aprofundou as divergências dentro do partido.

Dias depois da polêmica, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, alegando que pretendia dedicar mais tempo ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à filha Laura. Nos bastidores, contudo, aliados reconhecem que a crise acelerou seu afastamento da função e evidenciou sua pouca participação na pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Irmão de Michelle reage nas redes sociais

As declarações de Eduardo Bolsonaro provocaram uma resposta pública de Eduardo Torres, irmão de Michelle.

Sem citar diretamente o ex-deputado, Torres publicou uma sequência de mensagens ironizando as críticas dirigidas à irmã.

Entre elas, escreveu:

  • "Michelle, você não deveria ter feito um vídeo falando que Ciro Gomes não apoia a direita e nem o Bolsonaro."
  • "Michelle, você não deveria falar, nem opinar sobre política partidária, mesmo criando o maior movimento partidário feminino."
  • "Ei, Michelle! Por que você não fala o que 'eu' quero na política?"

Ao final da publicação, resumiu a crítica em uma única palavra, escrita em letras maiúsculas:

"IMATURA!"

Em outra postagem, reforçou a ironia ao escrever:

"Michelle, NÃO SE META!"

Crise expõe disputas internas

 

O novo embate evidencia o aprofundamento das divergências dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro em um momento de intensas articulações para as eleições de 2026. Embora aliados afirmem que Bolsonaro defenda uma pacificação entre os diferentes grupos do PL, as manifestações públicas de Michelle, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e agora de Eduardo Torres demonstram que as disputas por espaço político e influência permanecem abertas nos bastidores da direita brasileira.

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