Veja quanto cada político faturou com Vorcaro e seu dinheiro ilícito, segundo a Polícia Federal
O caso envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro reúne diferentes nomes da política e do Judiciário em documentos, relatórios e investigações que analisam as relações financeiras mantidas pelo banco. Entre os citados estão autoridades e pessoas ligadas a elas, com valores que aparecem em contratos de escritórios de advocacia, empréstimos, pagamentos, investimentos e outras operações. As investigações da Polícia Federal ainda analisam a natureza dessas relações. Davi Alcolumbre: Uma proposta de delação de Daniel Vorcaro mencionou um suposto repasse de R$ 155 milhões a Davi Alcolumbre, que nega ter recebido o valor. Alexandre de Moraes: O escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. O contrato citado nas investigações tinha valor de R$ 131 milhões. Hugo Motta: A empresa da cunhada de Hugo Motta aparece relacionada a um empréstimo de R$ 22 milhões concedido pelo Banco Master. Ciro Nogueira: A Polícia Federal aponta pagamentos de ao menos R$ 6 milhões de Daniel Vorcaro para Ciro Nogueira entre 2024 e 2025. Ricardo Lewandowski: A Lewandowski Advocacia, que tem a mulher e o filho do ex-ministro como sócios, recebeu ao menos R$ 6,1 milhões do Banco Master. Jaques Wagner: O nome de Jaques Wagner aparece relacionado a operações e valores investigados no caso Master, incluindo uma referência de R$ 5,95 milhões na documentação apresentada. Cláudio Castro: Investigações apontam que o Rioprevidência realizou aportes de cerca de R$ 3 bilhões em fundos ligados ao Banco Master durante a gestão de Cláudio Castro. Dias Toffoli: Relatórios da Polícia Federal apontam uma operação de R$ 35 milhões envolvendo um fundo ligado ao resort associado a familiares de Dias Toffoli.
Os principais ajustes são:
- Davi Alcolumbre: a cifra de R$ 155 milhões aparece em uma proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, posteriormente rejeitada pela PF. Segundo o relato atribuído a Vorcaro, seriam US$ 30 milhões. Alcolumbre nega ter recebido qualquer valor e classificou a acusação como falsa.
- Alexandre de Moraes: o contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com o Banco Master previa R$ 131 milhões. Documentos fiscais apontam R$ 80,2 milhões em pagamentos declarados entre 2024 e 2025. Isso deve ser descrito como relação contratual do escritório da esposa do ministro com o banco, e não como dinheiro recebido pessoalmente por Moraes.
- Hugo Motta: a cunhada do presidente da Câmara, Bianca Medeiros, obteve empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões do Banco Master em 2024 para a aquisição de um terreno em João Pessoa. A operação foi apresentada por ela como realizada em condições usuais de mercado.
- Ciro Nogueira: a PF aponta pagamentos de pelo menos R$ 6 milhões feitos por Vorcaro entre 2024 e 2025. Trata-se de uma alegação investigativa, não de uma condenação.
- Ricardo Lewandowski: a Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões do Master. O escritório tinha como sócios a mulher e o filho do ex-ministro; Lewandowski deixou a sociedade em janeiro de 2024 e afirmou que o escritório prestou consultoria jurídica ao banco.
- Jaques Wagner: aqui há uma importante correção. R$ 5,95 milhões não corresponde a um pagamento recebido por Wagner. Esse foi o limite global de uma medida de bloqueio patrimonial envolvendo um grupo de investigados. Entre os elementos relacionados ao senador estão um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e uma transferência de R$ 3,5 milhões para uma empresa ligada ao núcleo familiar. A defesa contesta as acusações.
- Cláudio Castro: a PF investiga cerca de R$ 3 bilhões destinados ao Banco Master por meio do Rioprevidência durante sua gestão, em operações envolvendo letras financeiras e fundos. A cifra, portanto, refere-se a recursos do sistema previdenciário estadual, não a um pagamento pessoal a Castro.
- Dias Toffoli: documentos e mensagens analisados pela PF apontam R$ 35 milhões em aportes relacionados ao resort Tayayá, empreendimento no qual uma empresa ligada à família do ministro tinha participação. As reportagens não demonstram que Toffoli tenha recebido pessoalmente R$ 35 milhões; o ministro nega irregularidades e afirma não ter relação financeira pessoal com Vorcaro.





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