As declarações da delegada Maria Corsato, da Polícia Civil de São Paulo, repercutiram após entrevista ao podcast Café com Pires. No entanto, é importante separar o que foi efetivamente dito do que já está comprovado pelas investigações.
Segundo a delegada, ao receber os policiais para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, Deolane Bezerra teria perguntado: "Ah, é por causa do homicídio?". Corsato afirmou que respondeu negativamente e entregou o mandado. Ainda de acordo com ela, após saber que a operação tratava de outra investigação, Deolane teria se mostrado mais tranquila.
A delegada também declarou que sabe a qual homicídio a influenciadora estaria se referindo, mas não revelou detalhes nem afirmou que Deolane seja formalmente investigada ou denunciada por homicídio. A operação em questão tinha como foco suspeitas de lavagem de dinheiro.
Na mesma entrevista, Maria Corsato afirmou que durante a busca:
- não foi encontrado dinheiro em espécie na residência;
- relógios e joias apreendidos seriam falsificados;
- foram apreendidos celulares, um computador e, posteriormente, veículos vinculados ao mandado.
Quanto às acusações envolvendo o PCC, Deolane responde a uma investigação relacionada a suposta organização criminosa e lavagem de dinheiro, mas isso é distinto de uma acusação por homicídio. Até o momento, não há confirmação pública de que ela tenha sido denunciada ou indiciada por esse tipo de crime. A defesa da influenciadora nega as acusações e sustenta que sua atuação sempre foi legal.
A delegada Maria Corsato, da Polícia Civil de São Paulo, voltou a dar detalhes da prisão de Deolane Bezerra. Em suma, as autoridades acusam a influenciadora de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a policial, a viúva de MC Kevin também estaria envolvida em um homicídio. Frase dita por Deolane Bezerra no momento da operação chama atenção Desse modo, em entrevista ao podcast “Café com Pires”, Maria detalhou como a polícia abordou Deolane em sua mansão. Segundo Corsato, a ex-A Fazenda perguntou se a visita dos policiais era decorrente de um “homicídio”: “Ela abriu a porta e ela falou: ‘O que é?’. Busca e apreensão. Ela falou assim: ‘Ah, é por causa do homicídio?’. Eu escutei essa frase dela.“, afirmou logo a princípio.
Na sequência, a policial continuou narrando o momento: “Eu até sei de tal homicídio que ela está falando… Aí eu falei ‘Não’. Ela perguntou: ‘Por que vocês estão aqui?’. Entreguei o mandado e eu percebi que ela relaxou, ela se tranquilizou. Até sorriu. Pegou um cigarro e começou a fumar.“, completou a delegada. Joias falsificadas Posteriormente, ainda durante o bate-papo, a delegada falou sobre as joias falsificadas encontradas na casa da influenciadora: “Não tinha nada, não tinha dinheiro. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso. Mesmo sendo falso, a gente trouxe. Tinha um computador pequenininho e o celular dela, que foram trazidos.”, contou.
Em seguida, Maria completou: “Não foi pego nada da família, ela assinou o que tinha que assinar. Eu coloquei tudo na mesa da sala dela, foi filmado. Depois cumprimos outro mandado e os carros foram trazidos.”, afirmou por fim.
