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Moro faz parceria com Tarcísio e quer copiar programa do governador de SP para saúde

Publicada em: 22/06/2026 05:53 -

 

Principais pontos

  • Moro estuda implementar no Paraná um modelo semelhante ao adotado em São Paulo para aumentar os repasses a procedimentos realizados pelo SUS.
  • A proposta busca ampliar a oferta de cirurgias, exames e consultas na rede pública de saúde.
  • Segundo o governo paulista, a política teria contribuído para elevar o número de atendimentos, incluindo um aumento nas cirurgias de mama em comparação com anos anteriores.
  • A saúde deve se tornar um dos temas centrais da pré-campanha de Moro, ao lado da segurança pública.
  • O senador pretende reforçar sua proximidade política com Tarcísio, inclusive com a possibilidade de agendas conjuntas durante o período eleitoral.
  • Moro também conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro, com quem tem colaborado na formulação de propostas para a área de segurança pública.

Contexto político

A estratégia busca associar a candidatura de Moro a experiências de gestão implementadas em São Paulo, apresentando ao eleitorado paranaense propostas voltadas para saúde, segurança e administração pública, ao mesmo tempo em que fortalece alianças dentro do campo político da direita.

O senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná, pretende incorporar à sua plataforma eleitoral medidas adotadas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), especialmente na área da saúde pública. A ideia central é defender uma versão paranaense da Tabela SUS Paulista.

Segundo a coluna Painel da Folha de S.Paulo, Moro também deve explorar na campanha o discurso de integração política e administrativa entre Paraná e São Paulo. O senador avalia reforçar a parceria com Tarcísio e cogita até propor agendas conjuntas durante o período eleitoral, como forma de associar sua candidatura a iniciativas implantadas pelo governo paulista.

 A principal proposta em estudo por Moro é adaptar ao Paraná o modelo da Tabela SUS Paulista. Em São Paulo, a política elevou os repasses para procedimentos realizados pelo sistema público, com o objetivo de ampliar a oferta de cirurgias, exames e consultas.

 De acordo com o governo paulista, a medida contribuiu para aumentar o volume de atendimentos no estado. Um dos exemplos citados é o crescimento de 30% no número de cirurgias de mama em 2025, na comparação com 2022.

Ao defender uma proposta semelhante para o Paraná, Moro busca inserir a saúde entre os eixos centrais de sua pré-campanha. O movimento também aproxima sua candidatura da gestão de Tarcísio, nome influente no campo político da direita e aliado estratégico em disputas regionais e nacionais.

Moro disputará o governo paranaense com apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Recentemente, o ex-juiz também colaborou na formulação do plano de Flávio para a área da segurança pública, tema historicamente associado à sua trajetória política.

A aproximação com Tarcísio deve ser usada por Moro para apresentar ao eleitorado paranaense propostas inspiradas em experiências administrativas de São Paulo. A estratégia busca consolidar uma agenda de campanha voltada a segurança, saúde e gestão pública, sem se distanciar do campo político que sustenta sua pré-candidatura.

Os critérios que definem a divisão dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública entre os estados foram estabelecidos pela Portaria nº 631, publicada no Diário Oficial da União em julho de 2019. O documento foi assinado pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Os dados mostram diferenças significativas na distribuição dos valores quando considerados os repasses por habitante. Sergipe liderou o ranking proporcional, com cerca de R$ 14 por morador. Em seguida aparecem Mato Grosso do Sul, com aproximadamente R$ 10,50 por habitante, e Amazonas, com cerca de R$ 8 por pessoa.

Já o Paraná recebeu aproximadamente R$ 2,80 por habitante, índice consideravelmente inferior ao registrado nos estados que concentraram os maiores valores proporcionais do fundo. A diferença evidencia o impacto dos critérios de distribuição definidos pela portaria na destinação dos recursos federais para a segurança pública.

 
 
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