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Vorcaro articulou flagrante de drogas contra ex-marido da namorada, diz PF

Publicada em: 17/06/2026 09:57 -

 

O caso descrito no relatório da Polícia Federal é grave porque aponta, em tese, para uma tentativa de utilização de documentos falsos, denúncias fraudulentas e até a fabricação de um flagrante criminal contra uma pessoa específica.

Entre os elementos citados pela investigação estão:

  • A suposta mobilização de um grupo chamado "A Turma" para monitorar o DJ e ex-jogador da NBA Rony Seikaly.
  • Conversas que indicariam planos para criar um incidente envolvendo drogas, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
  • A menção a um suposto "amigo da Interpol", cuja identidade não teria sido identificada pela PF.
  • A elaboração de um documento falso atribuído ao Ministério Público Federal, com assinatura forjada de um procurador da República.
  • O uso de acusações falsas, incluindo estelionato e divulgação de pornografia infantil, para tentar justificar uma cooperação internacional contra Seikaly.
  • A constatação de que o número de inquérito mencionado no documento corresponderia, na verdade, a outro procedimento da Polícia Federal sem relação com o DJ.

Segundo a investigação, a motivação do plano estaria ligada a um conflito entre Seikaly e um filho do banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório também afirma que o grupo utilizaria documentos forjados para encaminhar pedidos a plataformas digitais e tentar derrubar perfis em redes sociais por meio de canais destinados a autoridades policiais.

É importante destacar que as conclusões divulgadas até o momento decorrem de uma investigação da Polícia Federal. Eventuais responsabilidades criminais dependerão da análise das provas, do contraditório e de decisões do Poder Judiciário. Até uma condenação definitiva, os investigados mantêm a presunção de inocência.

Sobre Seikaly, ele teve carreira de destaque na NBA, atuando por equipes como o Miami Heat e o Golden State Warriors antes de se tornar DJ e produtor musical.

Segundo informações da PF (Polícia Federal), o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria atuado para forjar um flagrante de porte de drogas contra o DJ libanês Ronald Fred Seikaly, ex-marido de Martha Graeff, então namorada de Vorcaro. Conhecido como Rony Seikaly, 61, o DJ e produtor musical é um ex-jogador da NBA (liga de basquete dos Estados Unidos) e teve passagens por times como Miami Heat e Golden State Warriors. O relacionamento do ex-jogador com a influenciadora brasileira deu fruto a uma menina de seis anos. De acordo com a PF, Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", acionou "A Turma", nome da milícia pessoal de Vorcaro, para verificar se o DJ visitaria o Brasil ou atrair o músico ao país para a realização de "uma possível abordagem ou simulação do 'incidente envolvendo droga'". A investigação também mostra a existência de um outro plano que consistia em contratar pessoas em solo americano para seguir Seikaly, promover algum incidente a fim de forjar com drogas para "prender/constranger o músico". "Prometeu contratar pessoas para seguir o DJ em solo estrangeiro (Miami), promover algum incidente a fim de forjar um flagrante com drogas para prender/constranger o músico, bem como acionar o “amigo da interpol” contra o DJ", diz trecho do relatório da PF. A ação seria motivada por uma desavença entre Seikaly e um filho de Vorcaro, com o banqueiro prometendo investir R$ 10 milhões na empreitada. No entanto, o levantamento não soube identificar quem seria o "amigo da Interpol" apontado nas conversas. Além do plano, "A Turma" também forjou um documento com o timbre do Ministério Público Federal com um pedido de cooperação com a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) em uma suposta investigação contra o DJ.

Segundo o ofício falso, que contava com a assinatura forjada de um procurador da República, Rony Seikaly seria investigado pela prática de estelionato e distribuição ou publicação de conteúdo pornográfico infantil. O texto segue informando que o músico vive em Miami, nos Estados Unidos, e se propõe a compartilhar o endereço dele. Além disso, ainda era apontado que o DJ usaria um perfil falso de Martha Graeff para a "prática de extorsão e disseminação de informações falsas". A PF também aponta que o número do inquérito apontado no falso ofício trata-se de outro processo instaurado em 01/08/2024 pela Superintendência Regional em Roraima da Polícia Federal, que apurava o uso de documentos falsos — que diverge das acusações do suposto caso do DJ. "Nessa linha de raciocínio, cabe registrar que foi percebido que 'A Turma' forja documentos, como se fossem oficiais, e os utilizam para o envio a plataformas digitais, visando inclusive, a derrubada de contas em redes sociais, por meio das plataformas oficiais de atendimento a agências de cumprimento da lei (Law Enforcement)", informa o relatório da PF.

 
 
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