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Zema volta a defender 'privatizar tudo' e diz que pretende baixar IVA para 25% em 10 anos

Publicada em: 16/06/2026 07:57 -

Os principais pontos das declarações de Romeu Zema foram:

  • Privatizações amplas: Zema afirmou que pretende “privatizar tudo” e usar os recursos para reduzir a dívida pública. Segundo ele, a elevada dívida aumenta os gastos do governo com juros.
  • Possível venda de estatais: Embora não tenha citado empresas específicas no evento, o economista Carlos da Costa já mencionou anteriormente a inclusão da Petrobras e do Banco do Brasil no plano de privatizações.
  • Críticas aos gastos públicos: O pré-candidato criticou o crescimento das emendas parlamentares e defendeu maior controle na concessão de benefícios sociais.
  • Proposta tributária: Disse que pretende reduzir gradualmente a alíquota-padrão do IVA de 28% para 25% ao longo de dez anos, buscando estimular investimentos.
  • Caso Banco Master: Voltou a criticar a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de questionar a atuação de órgãos de controle como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e a Receita Federal.
  • Combate ao crime organizado: Defendeu classificar facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas e mobilizar estruturas federais para enfrentá-las.
  • Mudanças na legislação penal: Propôs maior rigor para reincidentes, sugerindo que criminosos presos pela terceira vez não sejam colocados em liberdade, além de punições mais duras para quem rompe tornozeleiras eletrônicas.
  • Reforma do STF: Defendeu idade mínima para ingresso no Supremo Tribunal Federal e criticou a forma como presidentes escolhem ministros.
  • Críticas a indicações ao Supremo: Classificou como “aberração” a indicação do ministro Cristiano Zanin pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando que Zanin havia sido advogado de Lula.

 

Em síntese, o discurso de Zema combinou uma agenda liberal na economia (privatizações, redução de impostos e ajuste fiscal) com propostas de endurecimento na segurança pública e críticas ao funcionamento de instituições políticas e judiciais.

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, voltou a defender nesta segunda-feira, 15, a agenda de privatizações no País. Durante participação em painel do Fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja, ele disse que pretende “privatizar tudo” e que essas receitas seriam direcionadas para reduzir a dívida pública. Zema não citou nominalmente quais empresas pretende privatizar, mas, em evento na última semana, em São Paulo, o coordenador para a área econômica do Novo nestas eleições, Carlos da Costa, disse que a Petrobras e o Banco do Brasil estariam incluídos nesse plano de privatizações. Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República Foto: Tiago Queiroz/Estadão “Se privatizar, o dinheiro vai para abater dívida. Só nisso teremos uma economia gigantesca. A dívida pública está caminhando para R$ 10 trilhões e, com essa taxa de juros, o governo está gastando R$ 1,5 trilhão por ano de juros”, disse Zema. O ex-governador de Minas também criticou o nível de gastos que as emendas parlamentares tomaram do Orçamento e defendeu um maior controle na concessão de benefícios sociais. Entre suas propostas em um eventual futuro governo, Zema mencionou ainda a necessidade de redução de impostos para atrair investimentos em áreas estratégicas, como a transformação digital. Nesse sentido, ela disse que pretende reduzir a alíquota-padrão do futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 28% para 25% em até dez anos. Ex-governador voltou a fazer críticas a Flávio Bolsonaro O pré-candidato do Novo também afirmou que todos os nomes da direita estarão contra Lula no segundo turno, mas voltou a afirmar discordar da ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. Ele também afirmou não acreditar em um rompimento do PL com o Novo no nível estadual por conta das críticas.

O pré-candidato voltou a afirmar que “assombração sabe para quem aparecer” ao destacar não ter se encontrado com Daniel Vorcaro mesmo morando em Belo Horizonte, cidade do banqueiro. Para Zema, a ocorrência do escândalo envolvendo o Master mostrou a ineficiência de instituições de controle, como Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Receita Federal no País. O ex-governador de Minas ainda disse que é favorável à definição das organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, em referência à decisão tomada pelos Estados Unidos. Ele disse ser a favor de cooperação internacional para o combate ao crime, mas frisou que o País também tem pessoas capazes para fazer isso. “Eu enquadraria as facções, organizações criminosas como organizações terroristas, e colocaria toda a estrutura, todo o aparato de segurança nacional que o governo federal tem. Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícia Federal, Coaf, Receita Federal. O Brasil precisa de uma força-tarefa para combater o crime que colocou tentáculos em todos os lugares”, detalhou.

Entre suas propostas de combate ao crime, o ex-governador mineiro mencionou a proposta de que criminosos que sejam detidos por uma terceira vez não poderiam mais ser colocados em liberdade. “Virou uma repetição e um modo de vida”, disse. Zema também defende que haja maior rigidez com criminosos que tentam romper tornozeleira eletrônica. Questionado sobre sua agenda pela moralização do Poder Judiciário e o combate “aos intocáveis”, Zema disse se tratar de um grande desafio, mas que pode ser alcançado porque ele não tem “rabo preso” com ninguém. Pré-candidato defende mudanças no STF Sobre o Supremo Tribunal Federal, Zema disse que defende que haja uma idade mínima para ser indicado à Corte. “Ir para o Supremo é a mesma coisa que ser papa. A gente não vê ninguém chegar lá no Vaticano para ser papa com 35 anos, como acontece aqui no Supremo. Seria o coroamento de uma longa carreira como um jurista, ou no mundo acadêmico, para alguém que realmente merece”, disse o pré-candidato.

  Ele também pontuou que o presidente da República tem muita liberdade para fazer indicações aos tribunais no País. Nesse sentido, ele disse que foi uma “aberração” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar para o STF o seu antigo advogado, em referência ao ministro Cristiano Zanin. “Você precisa eliminar essas aberrações do presidente colocar lá o advogado dele, o ministro dele, o advogado do PT, que é o que tem acontecido. Faltou colocar a mulher e o filho só”, reclamou.

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