O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um conjunto de medidas ambientais para fortalecer a proteção dos biomas brasileiros e preparar o país para os impactos das mudanças climáticas.
Principais medidas anunciadas
- Criação de novas unidades de conservação, incluindo o Parque Nacional do Tanaru e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins.
- Ampliação dos parques nacionais Parque Nacional da Serra das Confusões e Parque Nacional de Sete Cidades.
- Sanção da Política Nacional para Recuperação da Caatinga.
- Simplificação dos repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para ações de prevenção e combate a incêndios florestais.
- Preparação antecipada para possíveis eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño.
Resultados apresentados
Segundo dados do MapBiomas, o Brasil registrou em 2025 menos de 1 milhão de hectares desmatados (984,7 mil hectares), algo considerado inédito.
O ministro João Paulo Capobianco destacou as reduções:
- Amazônia: queda de 50%
- Cerrado: queda de 32%
- Pantanal: queda de 63%
Investimentos anunciados
- R$ 2 bilhões para ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
- R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de restauração da vegetação nativa, administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
- A expectativa é que esses recursos mobilizem cerca de R$ 3 bilhões com a participação de empresas privadas.
Contexto
O anúncio ocorreu em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela Organização das Nações Unidas em 1972 durante a Conferência de Estocolmo, realizada na Suécia.
Em resumo, o governo apresentou ações voltadas para:
- Redução do desmatamento;
- Ampliação de áreas protegidas;
- Recuperação de vegetação nativa;
- Fortalecimento de órgãos ambientais;
- Prevenção de incêndios e adaptação às mudanças climáticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, em Brasília, um pacote de iniciativas para a preservação e proteção dos biomas brasileiros e enfrentamento dos impactos causados pelas mudanças climáticas. A cerimônia marca a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Entre as medidas, o presidente da República assinou decreto criando novas unidades de conservação e ampliando antigas áreas protegidas; sancionou a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga; e o decreto que simplifica e agiliza os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, tendo em perspectiva a prevenção e combate a incêndios florestais. Brasília (DF), 10/06/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anuncio do conjunto de ações para fortalecer a preservação e proteção dos biomas e o enfrentamento das mudanças climáticas e seus impactos, em alusão do Dia Mundial do Meio Ambiente (celebrado em 5 de junho), no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil “Pela primeira vez, a gente está saindo na frente, na luta para combater as possíveis queimadas que virão, porque a perspectiva é de que o El Niño vai ser muito violento, e de que a gente pode ter mais desastres climáticos. Pela primeira vez, nós estamos preparados antecipadamente para enfrentar essa situação”, frisou Lula. Para o presidente, o evento no Palácio do Planalto mostra que “o Brasil passa a ser um país com mais credibilidade no mundo para cuidar da questão ambiental.” O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo MapBiomas, registrou que, em 2025, o país conseguiu ficar abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados (984,7 mil hectares), fato também inédito. Novas unidades de conservação poderão ajudar a conter o desmatamento. Lula assinou decretos para a criação de como o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará. Além das novas unidades, foram ampliados os parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí. As medidas ampliam a proteção de ecossistemas estratégicos e fortalecem o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Queda no desmatamento De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a queda no desmatamento ocorreu em diferentes biomas. Segundo ele, “na Amazônia, a diminuição foi de 50% e segue caindo. No Cerrado, foi de 32%; e no Pantanal, 63%.” O ministro avalia que, desde 2023, “o Brasil retomou a governança ambiental e colocou a questão climática e ambiental no centro das políticas públicas nacionais.” “Saímos de um período de desestruturação institucional para reconstruir as capacidades do Estado, fortalecer os órgãos ambientais, recuperar instrumentos de planejamento e restabelecer a coordenação entre o Governo Federal, os estados, os municípios e a sociedade. Mas fizemos mais do que reconstruir a estrutura do Estado. Consolidamos a compreensão de que a política ambiental não pode ser tratada como tema do lado”, disse Capobianco. Mais investimentos Durante o evento, foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Também foram assinados atos que destinam o financiamento de R$ 834 milhões do Fundo Clima para empresas e organizações da sociedade civil que propuseram projetos de restauração da vegetação nativa. Os recursos reembolsáveis são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, o financiamento é um marco. “Além de enfrentar o desmatamento, nós estamos reconstruindo as nossas florestas. E isso é uma coisa que ninguém está fazendo no mundo como nós estamos fazendo. Esses R$ 834 milhões vão gerar R$ 3 bilhões, porque tem dinheiro das empresas que está entrando também para restaurar, para reconstruir nossas florestas”, assinalou a diretora. O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela Organização das Nações Unidas durante a Conferência de Estocolmo (Suécia), considerado o primeiro grande evento da ONU sobre o meio ambiente.
