Em 2024, Luiz Henrique tinha sobre a mesa propostas do Fluminense, clube que o revelou, e do Flamengo, apontado como o mais poderoso do futebol brasileiro. Ainda assim, o atacante — apelidado de Pantera Negra — optou pelo Botafogo. A escolha se mostrou acertada: no Mais Tradicional, ele conquistou a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro.
Neste sábado (20), em entrevista ao Charla Podcast, Luiz Henrique explicou os motivos que o levaram a vestir a camisa alvinegra, e não a de seus rivais cariocas.
“Fernando Diniz, que era o técnico do Fluminense, falou que eu era o único jogador que ele desejava. Também tinha o Flamengo, que veio forte, mas me queria por empréstimo. O Betis, porém, queria vender. Aí o papai John Textor veio forte. Veio com o malote. Não teve jeito. Mas também já estava escrito que eu tinha que vir para o Botafogo. Quando Deus quer uma coisa, não tem nada que impeça”, afirmou o atacante, hoje no Zenit, da Rússia.
Textor, o “cara gente boa” do Botafogo
Sócio majoritário da SAF do Botafogo, John Textor foi decisivo para superar a concorrência e garantir a contratação do então Rei da América. Sobre o dirigente, Luiz Henrique só guarda boas lembranças.
“Muito família e gente boa. Ele pergunta se a nossa família está bem, se precisa de algo. É um cara que é gente da gente: humilde, tranquilo, gosta da resenha, gosta de tomar uma Brahma. Quando toma uma Brahma, quer dançar. Mas é um cara muito sério e que gosta de trabalho”, contou.
Um ano para a história
Por fim, Luiz Henrique avaliou sua passagem marcante de quase um ano pelo clube de General Severiano, destacando a relação com a torcida e o significado das conquistas.
“No começo, me lesionei. E a torcida do Botafogo estava precisando muito que a gente pudesse estar ali dentro de campo. O clube merecia ganhar alguma coisa. Foi, então, um ano excepcional, com jogadores e torcida unidos. Não tinha cenário melhor do que esse”, concluiu o ídolo alvinegro.
