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IPCA: inflação recua para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês em 27 anos

Publicada em: 11/11/2025 10:09 -

Resumo do IPCA de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no Brasil, registrou alta de 0,09% em outubro. Esse resultado mostra desaceleração em relação a setembro, quando o índice havia subido 0,48%. O valor também ficou abaixo da expectativa do mercado, que esperava inflação entre 0,10% e 0,16%.

Esse foi o menor resultado para o mês de outubro desde 1998.
No acumulado de 2025, a inflação chega a 3,73%, e no acumulado dos últimos 12 meses, está em 4,68%.

Principais influências no mês

 

  • Alta: Vestuário (+0,51%), contribuindo com +0,02 ponto percentual no índice.

  • Queda: Energia elétrica, principalmente residencial, que caiu 2,39% e puxou o índice para baixo em -0,10 p.p.

IPCA desacelera para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,09% em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. A taxa representa uma desaceleração de 0,39 ponto percentual em relação a setembro, quando o índice havia subido 0,48% impulsionado principalmente pelo reajuste na conta de luz.

O resultado de outubro veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta entre 0,10% e 0,16%. Além disso, é a menor variação para o mês desde 1998, quando o índice foi de 0,02%.

Com o resultado, a inflação oficial acumula alta de 3,73% em 2025 e de 4,68% nos últimos 12 meses. Em outubro do ano passado, o IPCA havia registrado avanço de 0,56%.


Principais influências do mês

 

  • Vestuário teve a maior alta entre os grupos pesquisados, com avanço de 0,51%, contribuindo com 0,02 ponto percentual para o índice geral. Em setembro, esse grupo já havia subido 0,63%, mantendo tendência de preços mais elevados.

  • Energia elétrica residencial, por outro lado, puxou o índice para baixo. O item registrou queda de 2,39%, tornando-se o principal fator de desaceleração do IPCA em outubro, com impacto negativo de -0,10 ponto percentual. A queda ocorre após o fim dos efeitos da alta ocorrida no mês anterior, ligada ao fim do Bônus de Itaipu.

Aqui está uma forma clara e organizada de apresentar os resultados dos grupos do IPCA em outubro:

Variação por grupo (IPCA – Outubro):

 

Grupo Variação (%)
Alimentação e bebidas 0,01%
Habitação -0,30%
Artigos de residência -0,34%
Vestuário 0,51%
Transportes 0,11%
Saúde e cuidados pessoais 0,41%
Despesas pessoais 0,45%
Educação 0,06%
Comunicação -0,16%

 

Conta de luz volta a cair e ajuda a segurar a inflação em outubro; calçados ficam mais caros

Depois de pressionar o bolso dos consumidores em setembro, quando subiu 10,31% com o fim do Bônus de Itaipu, a energia elétrica residencial voltou a ficar mais barata em outubro. Segundo o IBGE, a conta de luz caiu 2,39% no mês e foi o principal fator para a desaceleração da inflação.

De acordo com Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a redução está ligada à mudança na bandeira tarifária: a cobrança passou da vermelha patamar 2 — que adicionava R$ 7,87 a cada 100 kWh — para a vermelha patamar 1, cuja taxa extra é menor, de R$ 4,46.

Além da energia, outros itens que contribuíram para conter a inflação foram os aparelhos telefônicos (-2,54%) e o seguro de veículos (-2,13%).

Alimentação praticamente estável

O grupo Alimentação e bebidas, o de maior peso no índice, registrou alta leve de 0,01%, o menor resultado para outubro desde 2017.

  • Alimentação em casa: -0,16%

    • Arroz: -2,49%

    • Leite longa vida: -1,88%

    • Batata-inglesa: +8,56%

    • Óleo de soja: +4,64%

  • Alimentação fora de casa: +0,46%

    • Lanches: +0,75%

    • Refeições: +0,38%

Vestuário lidera altas

O grupo Vestuário teve a maior elevação no mês, com avanço de 0,51%, puxado por:

  • Calçados e acessórios: +0,89%

  • Roupa feminina: +0,56%

Em Despesas pessoais (+0,45%), destaque para:

  • Empregado doméstico: +0,52%

  • Pacote turístico: +1,97%

Saúde e Transportes também influenciam

O grupo Saúde e cuidados pessoais subiu 0,41%, com aumentos em:

  • Produtos de higiene: +0,57%

  • Planos de saúde: +0,50%

Nos Transportes, houve alta de 0,11%, influenciada pelas passagens aéreas (+4,48%) e pelos combustíveis (+0,32%). Entre os combustíveis:

 

  • Etanol: +0,85%

  • Gás veicular: +0,42%

  • Gasolina: +0,29%

  • Diesel foi o único a cair: -0,46%

 

 
 
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