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REGIÃO NORDESTE 4º SÃO LUIZ -MA.

Publicada em: 12/10/2025 14:31 -

São Luís, também chamado de São Luís do Maranhão, é um município brasileiro e a capital do estado do Maranhão. É a única capital brasileira fundada por franceses, no dia 8 de setembro de 1612,[5] posteriormente invadida por holandeses[6] e, por fim, colonizada pelos portugueses. Localiza-se na ilha de Upaon-Açu no Atlântico Sul, entre as baías de São Marcos e São José de Ribamar, no Golfão Maranhense. Em 1621, quando o Brasil foi dividido em duas unidades administrativas — Estado do Maranhão e Estado do Brasil —, São Luís foi a capital da primeira unidade administrativa. No ano de 1997, o Centro Histórico da cidade foi declarado patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO.

Com uma população estimada em 1 089 215 habitantes em 2025, São Luís é o município mais populoso do Maranhão e o quarto da Região Nordeste. Sua área é de 583 km²,[1] dos quais 166 km² estão em perímetro urbano (15ª maior área urbana do país).[2] O município é sede da Região de Planejamento da Ilha do Maranhão (composta pelos quatro municípios localizados na ilha de Upaon-Açu) e da Região Metropolitana de São Luís, composta por 13 municípios que totalizavam 1 726 262 habitantes em 2016.[7] O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de São Luís, segundo dados das Nações Unidas datados do ano 2010, é de 0,768, acima da média brasileira, o 3° melhor IDH entre as capitais da região Nordeste do Brasil e o 4° entre todos os 1 794 municípios da região.[8]

A capital maranhense tem um forte setor industrial por conta de grandes corporações e empresas de diversas áreas que se instalaram na cidade pela sua privilegiada posição geográfica entre as regiões Norte e Nordeste do país. Seu litoral estrategicamente localizado, bem mais próximo de grandes centros importadores de produtos brasileiros como Europa e Estados Unidos, permite economia de combustíveis e redução no prazo de entrega de mercadorias provenientes do Brasil pelo Porto do Itaqui,[9] que é o segundo mais profundo do mundo e um dos mais movimentados e bem estruturados para o comércio exterior no país.[10]

A cidade está ligada ao interior do estado e ao estado do Piauí pela ferrovia São Luís-Teresina, bem como aos estados vizinhos Pará e Tocantins por meio das ferrovias Estrada de Ferro Carajás e Ferrovia Norte-Sul, sendo que esta última conecta a cidade à Região Centro-Oeste, o que facilita e barateia o escoamento agrícola do interior do país para o Porto do Itaqui. Por rodovia, a capital maranhense é servida pela BR-135 (duplicada), que liga a ilha ao continente, e pelo transporte aéreo conta com o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado,[11] com capacidade de atender 5,1 milhões de passageiros por ano.[12] Também há um serviço de ferry-boats, realizando a Travessia São Luís-Alcântara.[13]

Etimologia

O nome da cidade é uma homenagem dada pelos franceses ao rei da França, Luís XIII, conforme registrou o cronista da França Equinocial, o Capuchinho Claude D'Abbeville. Posteriormente, o nome passou a referenciar Luís IX, chamado de "São Luís Rei de França". O rei Luís IX ficou popular, pois morreu numa Cruzada na Idade Média, sendo posteriormente canonizado pela Igreja Católica.

História

A capital maranhense, lembrada hoje pelo enorme casario de arquitetura portuguesa, no início abrigava apenas ocas de madeira e palha e uma paisagem quase intocada. Na ilha de Upaon-Açu, segundo cronistas franceses, viviam por volta de 12 000 indígenas tupinambás em 27 aldeias, liderados pelos morubixabas, praticando a agricultura de subsistência (pequenas plantações de mandioca e batata-doce), além das ofertas da natureza, caçando, pescando e coletando frutas.[14] Nos arredores da atual cidade de São Luís, habitava a etnia indígena dos potiguaras.[15][16]

Pré-história

Antes mesmo da chegada dos franceses, o lugar onde hoje está localizada a cidade de São Luís já era densamente habitado por povos indígenas. Atualmente, pesquisadores estão ä procura de objetos arqueológicos provavelmente enterrados no Sambaqui do Bacanga, localizado no Parque Estadual do Bacanga. Os pesquisadores criaram trincheiras à procura de vestígios de novos artefatos que poderiam pertencer a populações pré-históricas. Querem também saber o perfil sociocultural dos humanos que habitaram essa região. Esses objetos provavelmente pertenciam a populações pescadoras-coletoras-caçadoras-ceramistas pré-históricas que viviam no sambaqui do Bacanga. A descoberta poderá ser muito importante, pois acredita-se que as populações que viviam na Amazônia migraram para a Região Nordeste do Brasil.[17] O Sambaqui do Bacanga localiza-se no Norte do Maranhão, na região centro-oeste da ilha de São Luís. Suas coordenadas geográficas:2° 34' 41,8" S 44° 16' 50,4" O.[17]

Colonização portuguesa

Em 1535, a divisão do Brasil pelos portugueses em capitanias hereditárias deu, ao tesoureiro João de Barros, a primeira oportunidade de colonização europeia da região. Na década de 1550, foi fundada a cidade de Nazaré, provavelmente onde hoje é São Luís, que acabou, no entanto, sendo abandonada devido à resistência dos indígenas e à dificuldade de acesso à ilha.[14]

Se, desde o final do século XVII, novos elementos da civilização europeia já chegavam a São Luís por vias marítimas (com destaque para os religiosos carmelitasjesuítas e franciscanos, que também passaram a educar a população), este processo de modernização aumentou no novo ciclo econômico, trazendo benefícios urbanos para a cidade. Além da catequese, as ordens religiosas fundaram escolas e desenvolveram práticas agrícolas nas missões, influenciando a cultura e a organização urbana local. Os jesuítas, por exemplo, estabeleceram colégios onde se ensinava gramática, retórica e filosofia aos filhos da elite colonial. Durante o período pombalino (1755-1777), aconteceu a canalização da rede de água e esgotos e a construção de fontes pela cidade.[18][19]

Os filhos dos senhores eram enviados para estudar no exterior, enquanto, na periferia da cidade, longe da repressão da polícia e das elites, os escravos fermentavam uma das culturas negras mais ricas do país. Essa herança cultural se manifesta até hoje em expressões como o Tambor de Crioula, que têm origens ligadas às práticas religiosas e sociais desenvolvidas pelos africanos escravizados no Maranhão colonial. Entre as abastadas famílias de comerciantes, estava a senhora Ana Jansen,[20] conhecida por maltratar, torturar e até matar seus escravos.

Além de dar nome a uma lagoa (Parque Ecológico da Lagoa da Jansen), que fica na parte nova da cidade, Ana Jansen é também lembrada através de uma lenda: sua carruagem, puxada por cavalos brancos sem cabeça, estaria circulando ainda hoje pelas ruas escuras de São Luís.[21]

Ocupação francesa

Luís IX da França, retratado em pintura de El Greco.

Daniel de La Touche,[22][23] conhecido como Senhor de La Ravardière, acompanhado de cerca de 500 homens vindos das cidades francesas de CancaleGranville e Saint-Malo,[24] chegou à região em 1612 para fundar a França Equinocial e realizar o sonho francês de se instalar na região dos trópicos. Uma missa rezada por capuchinhos e a construção de um forte nomeado de Saint-Louis ("São Luís"), em homenagem prestada a Luís IX patrono da França, e ao rei francês da época Luís XIII,[25] marcaram a data de fundação da nova cidade: 8 de Setembro. Logo se aliaram aos indígenas, que foram fiéis companheiros na batalha contra portugueses vindos de Pernambuco decididos a reconquistar o território, o que acabou por acontecer alguns anos depois.[26][27]

Os padres capuchinhos presentes entre os colonos eram Claude d'Abbeville e Yves d'Évreux, que produziram importantes relatos sobre a presença francesa no Maranhão. Abbeville enumera 27 aldeias na Ilha Grande onde viviam cerca de 12 mil tupinambás, como: Maracana-pisip (Maracanã), Araçui Jeuve (Araçagi), Maioba, Turoup (Turu), Pindotube (Pindoba), Euaive (Iguaíba), Meurutieuve (Miritiua), Juniparã (Jeniparana), a maior da ilha e liderada pelo morubixaba Japiaçu.[16][28][29]

Em novembro de 1614, os portugueses venceram os franceses na Batalha de Guaxenduba, na Baía de São José. Em 1615, a tropa da Capitania de Pernambuco comandada por Alexandre de Moura expulsou os franceses do Maranhão, e o militar olindense Jerônimo de Albuquerque foi destacado para comandar a cidade.[30] Açorianos chegaram a São Luís em 1620 e a plantação da cana-de-açúcar para a produção de açúcar e aguardente tornou-se, então, a principal atividade econômica na região. Os indígenas foram usados como mão de obra na lavoura. A produção foi pequena durante todo o século XVII e como, praticamente, não circulava dinheiro na região, os excedentes eram trocados por produtos vindos do ParáAmazônia e Portugal. Rolos de pano eram um dos objetos valorizados na época, constando inclusive nos testamentos dos senhores mais abastados.[26][27]

Ocupação holandesa

São Luís do Maranhão em mapa de 1629 por Albernaz I.

Por volta de 1641, aportou, em São Luís, uma esquadra holandesa[31] formada por 18 embarcações, com mais de mil militares, sob o comando do almirante Jan Cornelisz Lichthart e pelo coronel Koin Handerson. O principal objetivo dos holandeses seria a expansão da indústria açucareira na região. Antes da invasão em São Luís, os holandeses já haviam invadido grande parte do nordeste brasileiro e tomado outras cidades como SalvadorNatalRecife e Olinda.[31]

Os holandeses investiram contra São Luís e amedrontaram os moradores, o que fez a cidade ficar deserta. Foi feito prisioneiro o governador da cidade, o fidalgo português Bento Maciel Parente, e também foi hasteada a bandeira holandesa. A cidade toda foi saqueada, igrejas e templos foram roubados, cerca de cinco mil arrobas de açúcar foram roubados. Isso tudo resultou numa paralisação da economia maranhense. A produção da capitania era baseada na comercialização de tabacocravoalgodãoaguardenteaçúcarsalazeitecourofarinha de mandioca e baunilha, entre outros produtos.[31]

Após a expansão dos holandeses para o interior além da ilha de São Luís, foram em busca do controle sobre outros engenhos maranhenses. Os portugueses, insatisfeitos, iniciaram em 1642 os movimentos de revolta e de mobilização para tentar expulsar os holandeses das terras maranhenses. Começou, então, uma guerrilha que durou cerca de três anos e que, em consequência, causou a destruição da cidade de São Luís. Finalmente, após uma violenta batalha que levou à morte de muitas pessoas, em 1644 os holandeses desocuparam a cidade de São Luís.[31][32]

Expansão econômica

Cartão-postal da Praça João Lisboa editado por volta de 1910

A criação da Companhia do Comércio do Maranhão,[33] em 1682, integrou a região ao grande sistema comercial mantido por Portugal. As plantações de cana-de-açúcarcacau e tabaco eram, agora, voltadas para a exportação, tornando viável a compra de escravos africanos, grande parte deles oriunda da região da atual Guiné-Bissau.[34] A Companhia, de gestão privada, passou a administrar os negócios na região em substituição à Câmara Municipal. O alto preço fixado para produtos importados e discordâncias quanto ao modelo de produção geraram conflitos internos na elite que culminaram na Revolta de Beckman,[35] considerada a primeira insurreição da colônia contra Portugal. O movimento foi prontamente reprimido pelas forças governistas.

Na segunda metade do século XVIII, devido à Guerra de Independência, os Estados Unidos interromperam sua produção de algodão e abriram espaço para que o Maranhão passasse a fornecer a matéria-prima demandada pela Inglaterra.[36] Em 1755, foi fundada a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão[37] e o porto de São Luís ganhou enorme movimento de chegada e saída de produtos. Com a proibição do uso de escravos indígenas e o aumento das plantações, subiu muito o número de escravos negros.[carece de fontes]

São Luís em 1931

Em 1780, foi construída a Praça do Comércio,[38] na Praia Grande, que se tornou centro da ebulição econômica e cultural de São Luís. Tecidos, móveis, livros e produtos alimentícios, como o azeite português e a cerveja da Inglaterra, eram algumas das novidades vindas do velho continente.[carece de fontes]

fluxo comercial de algodão entrou em decadência no fim do século XIX, devido à recuperação da produção norte-americana e à abolição da escravatura. A produção agrícola foi, aos poucos, sendo suplantada pela indústria têxtil que, além de matéria-prima, encontrou mão de obra e mercado consumidor na região. A nova atividade colaborou para a expansão geográfica da cidade e o surgimento de novos bairros na periferia.[carece de fontes]

Com a decadência da indústria têxtil, São Luís ficou isolada do resto do país, só voltando a se recuperar após a primeira metade do século XX, com a aplicação de grandes investimentos, como a construção da Estrada de Ferro Carajás e dos portos do Itaqui e Ponta da Madeira. Este último, de propriedade da Vale S.A, é o segundo terminal portuário mais profundo do mundo e pode lidar com navios que possuem calado de mais de 20 metros.[39]

Geografia

Imagem de satélite da ilha de São Luís.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[40] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de São Luís.[41] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião da Aglomeração Urbana de São Luís, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Norte Maranhense.[42]

O município de São Luís ocupa uma área de 582,974 km²[1] (0,1769% do território maranhense), dos quais 165,9574 km² formam a área urbana.[2] Localiza-se na ilha de Upaon-Açu (palavra indígena que significa "Ilha Grande"), separada do continente pelo Estreito dos Mosquitos.[43] Por terra, limita-se apenas com São José de Ribamar. Embora também se localizem na ilha e façam parte da região metropolitana, os municípios de Paço do Lumiar e Raposa não fazem divisa com São Luís.[44]

Há outras ilhas localizadas no município de São Luís. São elas:[45] Tauá-Mirim, localizada entre os estreito dos Coqueiros e a Baía de São Marcos;[43][46] Tauá-Redondo,[43] localizada ao sul da ilha de Tauá-Mirim; Ilha do Medo, localizada a noroeste de São Luís, próxima à Praia do Amor;[43] Duas irmãs,[43] duas ilhas localizadas ao sul da ilha do Medo;[45] Ilha das Pombinhas, localizada a leste da ilha do Medo;[45] e Guarapirá, localizada em frente ao Porto do Itaqui, servindo de referência de acesso ao porto.[45]

Parque Ecológico da Lagoa da Jansen

A capital maranhense encontra-se a altitude de quatro metros acima do nível do mar. Existem baixadas alagadas, praias extensas, manguezais e dunas que formam a planície litorânea.[47] A bacia de São Luís é composta por rochas sedimentares com formação na era cenozoica e apresenta vários tipos de minerais; o calcário é um encontrado em abundância.[48]

Os principais rios que cortam São Luís são o Bacanga e o Anil, que fluem para a Baía de São Marcos, tendo em seus estuários áreas cobertas de mangues. O rio Bacanga, com 233,84 km de extensão,[49] atravessa o Parque Estadual do Bacanga,[50][51] enquanto o rio Anil divide a cidade moderna e o centro histórico, possuindo 12,63 km de extensão.[49] O rio Itapecuru abastece[52] a cidade, embora não passe pela ilha. Também formam a hidrografia local os rios TibiriPaciênciaMaracanãCalhauPimenta, Coqueiro e Cachorros, todos de pequena extensão e que deságuam em diversas direções abrangendo dunas e praias. A laguna da Jansen[53] (laguna, por existirem saídas para o mar) é a principal e maior laguna da ilha, com seis mil metros quadrados de área.[53]

Clima

clima de São Luís é tropical, quente e úmido. A temperatura mínima na maior parte do ano fica entre 22 e 24 graus e a máxima geralmente entre 30 e 34 graus.[54] Apresenta dois períodos distintos: um chuvoso, de dezembro a julho, e outro seco, de agosto a novembro. A média pluviométrica é de 2117 mm/ano, concentrados entre fevereiro e maio. Os meses com maior média de pluviosidade são março e abril, enquanto os menores são setembro e outubro.[55]

As primeiras chuvas normalmente começam a cair entre o final de dezembro e o início de janeiro. Durante estes dois meses é comum alguns dias serem nublados, outros chuvosos e outros ensolarados, caracterizando assim o período de transição entre o período de estiagem e o chuvoso. Nos meses de fevereiro a maio, a zona de convergência intertropical fica mais ativa no município e por isso os dias desses meses são marcados por poucos ou nenhum período de sol, fortes temporais, temperaturas amenas e algumas vezes ocorrência de neblina pela manhã, caracterizando o período chuvoso.[carece de fontes]

Recordes mensais de precipitação acumulada
em 24 horas registrados em São Luís (INMET)[56][57][58]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 196,6 mm 14/01/2025 Julho 85,1 mm 01/07/1990
Fevereiro 210 mm 06/02/1980 Agosto 63,6 mm 07/08/1940
Março 234,4 mm 24/03/2019 Setembro 62,8 mm 15/09/1975
Abril 251,1 mm 25/04/1933 Outubro 40 mm 22/10/1973
Maio 181,6 mm 11/05/2014 Novembro 159,2 mm 30/11/2018
Junho 133 mm 05/06/2008 Dezembro 159,7 mm 28/12/1993
Período: 1931-1960 e 1971-presente

Os meses de junho e julho também são meses de transição, mas da estação chuvosa para a estiagem. Este período é caracterizado por dias com chuvas, outros com sol forte, calor e umidade baixa e outros com tempo abafado, sem ventos e com muita nebulosidade, conhecido popularmente como calmaria. Em raras ocasiões, é também neste período de transição que se formam as trombas ď água pela orla marítima. Uma peculiar característica das chuvas de junho e julho em São Luís é por serem muito intensas, repentinas e rápidas (normalmente não ultrapassando os 30 minutos) e geralmente acompanhadas de muito vento. Após este período de transição chega o período de estiagem que corresponde aos meses de agosto a novembro. Neste período os dias são ensolarados e com temperaturas elevadas, as chuvas diminuem drasticamente, a umidade durante a tarde cai e os ventos vão se tornando mais fortes chegando a 50 km/h, principalmente entre os meses de setembro e outubro, contribuindo para o surgimento de focos de incêndio.[carece de fontes]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1931 a 1960 e a partir de 1971, a menor temperatura registrada em São Luís foi de 17,9 °C em 26 de março de 1987. Temperaturas mínimas abaixo dos 20 °C também ocorreram em 5 de julho de 1974 (18,1 °C), 4 de julho de 1974 (18,2 °C), 13 de março de 1987 (18,9 °C), 12 de março de 1987 (19 °C) e 3 de julho de 1974 (19,5 °C). A máxima absoluta atingiu 37,2 °C em 4 de outubro de 1997. O maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu 251,1 milímetros (mm) em 25 de abril de 1933, seguido por 234,4 mm em 24 de março de 2019 e 210 mm em 6 de fevereiro de 1980. Desde 1971 o recorde mensal de precipitação chegou a 849,2 mm em abril de 1985.[56][57][58]

[Esconder]Dados climatológicos para São Luís (OMM: 82280)
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 34,7 35,4 34,5 34,4 34,6 33,9 34,1 35,5 35,4 37,2 35,2 35 37,2
Temperatura máxima média (°C) 31,1 30,6 30,3 30,6 31,3 31,5 31,5 32 32,3 32,5 32,5 32,2 31,5
Temperatura mínima média (°C) 24,2 24 23,8 23,8 23,9 23,5 23,4 23,7 24,4 24,7 24,9 25 24,1
Temperatura mínima recorde (°C) 20 20 17,9 20 20 20 18,1 20,3 21 21,2 20,6 20 17,9
Precipitação (mm) 235,4 308 452,8 431,4 312 174,3 110,8 22,5 2,9 2,8 9,7 54,5 2 117,1
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 13 17 22 22 18 13 10 3 1 0 1 4 124
Umidade relativa compensada (%) 82,5 84,8 86,6 87,7 86,4 84,3 84,1 80,5 77,6 76,2 76,6 77,6 82,1
Insolação (h) 155,9 119,2 115,3 120,2 163,5 201,6 233,3 267,5 258,3 264,2 235,1 215 2 349,1
FonteINMET (normal climatológica de 1991-2020;[59] recordes de temperatura: 1931-1960 e 1971-presente)[56][57][58]

Fauna e flora

Parque Estadual do Bacanga

A cidade de São Luís está localizada numa área de encontro de duas floras: a flora da Amazônia e a flora nordestina. Isso faz com que a ilha de São Luís tenha uma flora muito diversa e rica em espécies. Na região litorânea da cidade (compreendendo quase toda ela) foram catalogadas 260 espécies de plantas adentradas em 76 famílias, sendo que a família das fabaceae (leguminosas) possui o maior número de espécies, sendo mais de 26 catalogadas. Dentre todas as regiões pesquisadas do Brasil, 125 espécies são exclusivas de São Luís.[60]

A vegetação da cidade é diversificada e, em sua maior parte, litorânea. Com grande número de coqueiros, São Luís conta também com uma quantidade considerável de manguezais. A cobertura vegetal original do município é um misto de floresta latifoliadababaçualvegetação de dunasrestinga e manguezal. Encontram-se parques ambientais por toda a capital maranhense, entre os quais o Parque Estadual do BacangaÁrea de Proteção Ambiental da Região do Maracanã, a Área de Proteção Ambiental do Itapiracó e o Parque Estadual Sítio do Rangedor, que guardam resquícios de vegetação da Floresta Amazônica.[61]

Uma pesquisa de 2007 comprovou a existência de mais de 28 espécies de Flebotomíneos, que são mosquitos transmissores da Leishmaniose na região metropolitana de São Luís principalmente nas áreas de preservação ambiental. Com a ocupação desordenada da região, podem ocorrer surtos de leishmaniose na população.[61]

No Parque Botânico de São Luís encontram-se muitas espécies de vegetais e alguns animais como o bicho-preguiçamacaco-prego, o macaco-capijuba, o gato-maracajá, a cutia, o tatupeba, a paca e o tamanduá-mirim.[62]

As áreas protegidas da região de São Luís foram mapeadas por satélites de geoprocessamento (Imagem do Satélite Ikonos – 0,5 cm) e são ao total sete, divididas em: Parque do Bom MeninoParque do DiamanteParque do Rio das Bicas, Parque Ambiental e Recreativo do Itaqui/Bacanga e a Zona de Reserva Florestal do Sacavém.[63]

Parque Estadual da Lagoa da Jansen destaca-se pela infraestrutura adaptada à prática de esportes, contendo uma grande quantidade de bares e restaurantes para todos os tipos e gostos.[53][64]

Praias

Vista noturna do bairro Ponta d'Areia com a Lagoa da Jansen ao fundo
Monumento aos Pescadores, na praia de São Marcos
Por do Sol na Praia do Calhau

As praias são um dos pontos turísticos mais procuradas pelos turistas que visitam a cidade. Destacam-se:[carece de fontes]

  • Praia da Guia: uma das mais belas praias da Ilha, onde os visitantes podem aproveitar os finais de semana de muito sol e lazer na área Itaqui Bacanga. Centenas de pessoas aproveitam o domingo de sol para se bronzear e se refrescar nas praias da orla marítima do eixo Itaqui Bacanga. A Praia da Guia tornou-se uma das mais conhecidas e visitadas praias da região, banhistas e vendedores ambulantes atravessam o canal em canoas para chegar até à sua orla paradisíaca.
  • Prainha: outro local muito visitado é a Prainha, que fica do lado direito da Praia da Guia, seguindo depois da comunidade do Bonfim. A Prainha é bem aconchegante e dispõe de bares e restaurantes. Um dos atrativos singulares da Prainha é a vista de São Luís. Localizada do outro lado da Rampa Campos Melo, o visitante tem a vista de toda a cidade, do Palácio dos Leões, Convento das Mercês e de todo o Centro Histórico. Muitos ficam encantados com a visão panorâmica do centro de São Luís. É perto do centro, sendo possível ver-se o São Francisco e toda a cidade nova.
  • Praia do Cajueiro: a praia do Cajueiro fica no bairro de mesmo nome na zona rural da cidade, próximo a Vila Maranhão, na área Itaqui-Bacanga. A praia é deserta e cercada de natureza e é de lá que os moradores da comunidade retiram o sustento da família diariamente. O acesso é feito pela BR-135, seguindo pela estrada que dá acesso ao bairro e à praia.
  • Praia do Caolho: esta praia tem um longo trecho de areia que permite uma caminhada ao longo da orla marítima. A razão do nome é sua localização entre Calhau e Olho d’Água, sendo uma junção dos nomes.
  • Praia do Amor: a Praia do Amor, que fica em área de Marinha, tem acesso mais difícil. Distante aproximadamente seis quilômetros do bairro Anjo da Guarda, o caminho também é pela BR-135, seguindo pela estrada que dá acesso à Ponta da Espera.
  • Praia Ponta d’Areia: é a mais visitada pela população e pelos turistas, devido ao fácil acesso. Encontra-se a apenas três quilômetros do centro da cidade. Nessa praia, foi construído o Espigão Costeiro da Ponta D'Areia, para proteger a costa da ação das ondas do mar, mas que se tornou importante ponto turístico e de lazer da capital.[65][66]
  • Praia de São Marcos: destaca-se por suas fortes ondas, e é bastante procurada por surfistas.[65]
  • Praia do Calhau: é uma das praias mais conhecidas da capital maranhense. Apresenta ondas fracas e dunas cobertas por vegetação.[65]
  • Praia Olho d’Água: localiza-se a 13 quilômetros do centro da cidade. É cercada por dunas e vegetação rasteira.[65]
  • Praia do Meio: localizada entre as praias de Olho d'Água e Araçagi, possui águas límpidas e próprias para prática de kitesurf.[67]

Com exceção de alguns trechos da praia do Araçagi, nenhuma outra - Ponta d’Areia, Calhau, São Marcos e Olho d’Água - está em condições para banho. Em junho de 2009 as praias que estavam impróprias para o banho foram marcadas com placas de alerta, avisando os banhistas sobre a condição da qualidade da água em cada trecho.

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