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REGIÃO NORDESTE 7º TERESINA - PI.

Publicada em: 12/10/2025 14:41 -

Teresina é um município brasileiro e capital do estado do Piauí, sendo a única capital da Região Nordeste que não se localiza no litoral, distando 343 km do Oceano Atlântico. Sua população, segundo o Censo 2022, do IBGE, era de 866 300 habitantes,[3] o que a faz a cidade mais populosa do Piauí. Está conurbada com a cidade maranhense de Timon, formando assim a Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, que aglomera 1 250 488 habitantes, sendo a segunda RIDE mais populosa das três existentes no Brasil, ficando atrás apenas de Brasília. Teresina é a 19.ª cidade mais populosa do Brasil e a 16.ª maior capital estadual em população, sendo a 6.ª capital mais populosa e o 8.º maior PIB do Nordeste. Em âmbito nacional, possui o 49.º maior PIB entre os municípios.

Historicamente, Teresina desenvolveu-se por meio do Rio Parnaíba, através da navegação fluvial. Sendo a primeira capital planejada do Brasil, surgiu para substituir a então capital Oeiras, que isolada na região central do Piauí, não conseguia deter a influência comercial e industrial da cidade de Caxias, no estado vizinho do Maranhão, sob boa parte do oeste do estado. É conhecida por Cidade Verde, um codinome dado pelo escritor maranhense Coelho Neto, em virtude de ter ruas e avenidas entremeadas de árvores, além de grandes áreas verdes.[carece de fontes]

Com uma área de 1.673 km², sua economia baseia-se na indústria têxtil e de confecções. Segundo o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (2025), Teresina posiciona-se na 14.ª colocação entre as capitais brasileiras.[6] A cidade tem um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), figurando como a 9.° colocada entre as capitais do Nordeste.

História

Origens

A origem de Teresina é ligada diretamente ao Rio Poti. As primeiras povoações datam do século XVII, com um agrupamento de bandeirantes capitaneados por Domingos Jorge Velho, estabelecendo uma feitoria e um criatório de gado. Também foi habitada por pescadores e plantadores de fumo e mandioca.

O primeiro proprietário foi o seu sargento-mor Antônio Coelho Teixeira, cuja sesmaria foi confirmada, em Lisboa, no dia 1 de julho de 1744. Às margens desse rio havia um povoado, que depois seria elevado à condição de Nova Vila (do Poti ou Poti velho). Essencialmente formada por pescadores e pequenos comerciantes, era cortada por uma estrada que ligava Oeiras, então capital da Província do Piauí, a Parnaíba, um dos mais prósperos centros do atual Estado. Ainda por volta de 1740, o Padre Romualdo da Silva Bezerra possuía sesmaria na Região das Aldeias Altas, isto é, na Região norte da Capitania. Convém lembrar que havia diversos povoados ao longo dos rios e caminhos. A capital nasceu no que corresponde hoje ao bairro do Poti Velho, que embora tenha surgido mais de 100 anos antes da capital, só foi anexado por esta em meados do século XX. Apesar da grande e profunda mudança em sua paisagem, o bairro ainda preserva seus costumes e tradições, e é considerado o bairro mais velho da capital, porém o marco e a data de fundação da cidade são atribuídos a fundação do atual centro da capital.[7]

Capital piauiense

Igreja de Nossa Senhora do Amparo, uma das primeiras construções de Teresina

Com a criação da Capitania do Piauí, desmembrada do Estado do Maranhão em 1718, a Vila da Mocha (atual Oeiras), na região central, foi estabelecida como sede do governo da capitania. Ainda no período colonial, sua efetivação como capital foi questionada até mesmo pelo primeiro governador da capitania, Fernando Antônio de Noronha, que a considerava árida e infértil, imprópria para agricultura e isolada demais para integrar a capitania. Algumas elites e políticos do estado advogavam a mudança para a Vila da Parnaíba ou mesmo para a Vila do Poti, a primeira estando no litoral, tinha comércio intenso. Sob o governo de José Idelfonso de Sousa Ramos, contrariando as principais preferências, é sancionada a lei nº 174, de 27 de agosto de 1844, que garante a mudança de capital para uma cidade a ser construída, Regeneração, na confluência do Rio Parnaíba e do Rio Mulato.

Em 1850José Antônio Saraiva é nomeado presidente da já Província do Piauí. É em seu governo que o assunto de uma nova capital fica acalorado, e os principais passos são dados. O presidente da província alterou o assunto e incursa na mudança da sede do governo para a Vila do Poti, nas margens do Rio Parnaíba, planejando-a para evitar as costumeiras enchentes do rio. A nova capital resolveria um problema que ameaçava a integração do estado: a influência de um crescente polo comercial e industrial no vizinho MaranhãoCaxias.

A transferência efetiva da capital da Província do Piauí de Oeiras para Teresina foi efetivada em 16 de agosto de 1852, dirigindo circular a todos os presidentes de províncias do Brasil comunicando o fato, instituindo-a assim, como nova capital da província. Teresina integraria o estado por meio do Rio Parnaíba com a navegabilidade, facilitando o comércio de produtos pelo porto de Parnaíba, no litoral, além do restante do estado.

Assim como toda a maioria das cidades brasileiras, nasceu ao redor de uma igreja, a primeira construção edificada em Teresina foi a igreja de Nossa Senhora do Amparo, localizada no Centro da Capital. A cidade foi totalmente planejada pelo Conselheiro José Antônio Saraiva, sendo oficialmente a primeira capital planejada do Brasil.[8][9] A construção faz parte da atual Praça Marechal Deodoro, que na fundação da cidade concentrava toda a esfera política do estado, com o prédio da Justiça Federal e do Palácio do Governo, Atual museu do Piauí) e, também, destacava-se como centro econômico com a inauguração do Mercado Central São José. Hoje, marco zero da fundação da cidade, a praça ainda possuí o Palácio da Cidade (antiga Escola Normal) e o Mercado central (Mercado velho), conservados desde a fundação.

O nome da cidade-sede da nova capital piauiense remonta a imperatriz consorte do BrasilDona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias, mãe da Princesa Imperial do Brasil, Dona Isabel de Bragança. A imperatriz teria intermediado, junto ao imperador Dom Pedro II do Brasil, a mudança da capital da província, e em sua homenagem os piauienses puseram o novo nome da cidade, sendo a contração de seus dois primeiros nomes próprios pelos quais ela era conhecida, ou seja, a junção dos nomes Teresa e Cristina, formando Teresina. Tornada nova capital, Teresina passou por um crescimento populacional bastante acentuado, aumentando de 49 para cerca de 8 mil habitantes em duas décadas. Essa foi a primeira cidade do Brasil construída em traçado geométrico. Ela não nasceu de forma espontânea, mas artificialmente. Saraiva, pessoalmente, tomou as primeiras providências: planejou tudo, juntamente com o mestre de obras português João Isidoro França, com o cuidado de estabelecer logradouros em linhas paralelas, simetricamente dispostas, todas partindo do Rio Parnaíba rumo ao Rio Poti, principais fontes de água da cidade até hoje.[10]

Em 1860, a nova capital já contava com uma área urbanizada de um quilômetro de extensão na direção norte-sul, com os seguintes confrontos: de um lado o largo do quartel do Batalhão (atual Estádio Lindolfo Monteiro) e do outro o "Barrocão" (atual Avenida José dos Santos e Silva). Na direção leste-oeste o desenvolvimento não ganhou a mesma intensidade. Tomando-se como base o lado do Parnaíba, as ruas findavam a algumas dezenas de metros acima das duas principais praças, a da Constituição, atual Praça Marechal Deodoro da Fonseca (anteriormente Praça do Palácio e Largo do Amparo), e a do Largo do Saraiva (atualmente Praça Saraiva). Para o lado do Poti, nem todas as ruas chegavam ao rio. A Rua Grande (atual Rua Álvaro Mendes), uma das principais ruas da nova capital, teve um papel significante no desenvolvimento da nova cidade.[11]

Teresina foi a primeira capital do Brasil especificamente planejada para substituir outra já existente; as outras são Aracaju (1855), Belo Horizonte (1894), Goiânia (1933), Brasília (1960), e Palmas (1989). Todavia, convém ressaltar, que os núcleos fundacionais das cidades de Salvador (1549), São Luís (1612) e Recife (Mauritsstadt - 1637) também foram projetados. Ainda assim, os traçados de Salvador e Mauritsstadt tinham uma malha reticulada flexível e tais cidades não foram projetadas para substituir outras capitais já existentes.[12]

Consolidação

Duração: 2 minutos e 44 segundos.Legendas disponíveis.
Teresina, 1975. Arquivo Nacional.

Nos primeiros anos após a sua fundação, Teresina experimentou um crescimento – principalmente populacional e estrutural – em um ritmo acelerado. A população passou de 49 habitantes para um número próximo de 20 mil em apenas 20 anos. O principal motivo do desenvolvimento acelerado foi a extração da borracha de maniçoba e da cera de carnaúba. Teresina também começou a ganhar postura estrutural de uma capital. Além da entrega da igreja matriz de Nossa Senhora do Amparo, ainda no mesmo ano da fundação da cidade, a cidade ganhou o teatro “Santa Teresinha” em 1858. Em 1867, a Igreja de Nossa Senhora das Dores – depois elevada a Catedral – é concluída e, no mesmo ano, a cidade ganhou seu primeiro sistema de iluminação pública, dispondo de seis combustores de querosene sobre postes de madeira, ampliado em 1882. Em 1886, é inaugurada a Igreja de São Benedito.[11]

Entre 1937 e 1941, ocorreram uma série de incêndios criminosos para expandir as áreas nobres da cidade. Esses incêndios atingiram barracos e desabrigaram centenas de pessoas. O julgamento sobre os incêndios criminosos e as torturas a populares foi julgado e sentenciado pelo Tribunal de Segurança Nacional: a Polícia Militar do Estado foi responsabilizada e o Estado condenado. Não houve nomes divulgados oficialmente nas sentenças.[13] Diversos livros, como o romance Palha de Arroz, de Fontes Ibiapina, abordam a temática dos incêndios criminosos em Teresina. Ao longo dos anos, a cidade se recuperou e iniciou uma constante expansão para o leste.

Geografia

Teresina vista a partir da EEI pelo astronauta Chris Hadfield
Fotografia aérea de Teresina, com destaque para o rio Poti

Com uma latitude de 05°05'20 sul e longitude de 42°48'07 oeste, localiza-se próximo à divisa com o Maranhão, ao oeste do estado, em uma altitude de 72 metros de elevação em relação ao nível do mar. A cidade é separada da cidade de Timon (Maranhão) pelo Rio Parnaíba. A parte central da cidade está situada entre o Rio Parnaíba e o Rio Poti, pertencentes à bacia hidrográfica do Rio Parnaíba. Por essa característica, há quem chame a capital piauiense de Mesopotâmia do Nordeste.[14]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[15] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Teresina. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Teresina, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro-Norte Piauiense.[16]

O centro da cidade se localiza em uma depressão, e na maior parte da área do município, o relevo é bastante plano, com destaque para a região do bairro Monte Castelo (zona Sul), onde se verificam as maiores altitudes, e as adjacências dos bairros Satélite e Vila Bandeirante (ambos na zona Leste), onde existem muitos morros.[17]

Hidrografia

A cidade é banhada por dois grandes rios: Parnaíba e o Poti, sendo o primeiro maior e principal rio do estado do Piauí e o maior rio puramente nordestino, e onde está situada a barragem de Boa Esperança, de grande potencial hídrico para agricultura, pecuária, abastecimento humano além de atividades como a piscicultura e o turismo.

O rio Poti é o terceiro maior do estado e forma um cânion no seu médio curso, de grande interesse ecológico, cultural e econômico na região. Drena uma grande área de clima semiárido onde predominam a caatinga e o cerrado. No seu baixo curso de clima tropical predominam a mata de cocais e as florestas estacionais. O rio se torna mais caudaloso até se encontra com o Parnaíba que tem águas barrentas que não se misturam com as águas escuras do rio Poti por longo percurso.[14]

Clima

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Teresina por meses (INMET)[18][19]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 167,1 mm 19/01/1979 Julho 54,3 mm 30/07/1939
Fevereiro 150 mm 04/02/1951 Agosto 52 mm 10/08/2000
Março 178,9 mm 27/03/1950 Setembro 46,3 mm 05/09/2002
Abril 130,8 mm 17/04/1965 Outubro 69,2 mm 03/10/1996
Maio 109,7 mm 16/05/1979 Novembro 138,2 mm 24/11/1966
Junho 39,8 mm 11/06/1939 Dezembro 120,5 mm 16/12/1952
Período: 1931 a 1968 (29/02), 1976 (01/04)-presente

Teresina possui clima tropical semiúmido com duas estações características: o período das chuvas (que ocorrem no verão e outono) e o período seco (que ocorre no inverno e primavera). De janeiro a maio, devido às chuvas, o clima é quente e úmido (porém, há possibilidade de ocorrer neblina nas manhãs); de junho a agosto o clima começa a ficar mais seco com noites relativamente frias; de setembro a dezembro o clima se torna mais quente e abafado, podendo começar a ocorrer algumas pancadas de chuva a partir de novembro.

Uma peculiar característica das chuvas da cidade é por serem rápidas e muito intensas, havendo vendavais, grande força das águas e trovões impressionantes. A incidência de raios também é muito comum, por isso, o local onde está situada Teresina é conhecido como Chapada do Corisco. A precipitação pluviométrica anual situa-se em torno de 1.300 mm. Quente na maior parte do ano, Teresina possui uma temperatura média em torno dos 27 °C, tendo mínimas de 22 °C e máximas de 40 °C. Estas oscilações são amenizadas pela contribuição dos ventos que tornam o clima mais agradável. A qualidade do ar de Teresina é considerada boa, exceto no período mais seco, quando a umidade relativa do ar cai, e há ocorrências de queimadas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1931 a 1968 e a partir de 1976, a menor temperatura registrada em Teresina foi de 13,8 °C em 21 de julho de 1991 e a maior atingiu 41,6 °C em 24 de outubro de 2012. O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas chegou a 178,9 mm em 27 de março de 1950.[18][19]

[Esconder]Dados climatológicos para Teresina
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 41 38 39,6 35,1 35,8 36,9 37,7 39,5 40,5 41,6 40,9 40,8 41,6
Temperatura máxima média (°C) 32,5 32 31,9 31,8 32,2 32,5 33,6 35,4 36,6 37,2 36,2 34,8 33,9
Temperatura média compensada (°C) 26,8 26,4 26,3 26,4 26,6 26,3 26,6 27,5 28,8 29,6 29,4 28,4 27,4
Temperatura mínima média (°C) 22,8 22,6 22,8 22,8 22,6 21,5 20,8 21,1 22,1 23,2 23,6 23,4 22,4
Temperatura mínima recorde (°C) 19,7 19,1 18,5 19 18,8 15,5 13,8 14,7 15,4 18 19,4 19,6 13,8
Precipitação (mm) 205,9 233,6 292 264,9 114,7 20,7 12,6 7,6 11,3 22,2 44,8 99 1 329,3
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 12 14 18 16 9 3 2 1 2 2 4 7 90
Umidade relativa compensada (%) 80,2 83,6 85,1 85,4 83,4 76,9 69,4 61,8 56,6 56,2 61,8 69,8 72,5
Insolação (h) 191 169,1 189,4 198,7 239,7 262,2 284 305,3 286,9 287,5 249,8 226,3 2 889,9
FonteINMET (precipitação e horas de sol: normal climatológica de 1991-2020; temperatura e umidade: normal 1981-2010;[20] recordes de temperatura: 1931-1968 e 1976-presente)[18][19][21]

Biodiversidade

Arborizado canteiro central da avenida Frei Serafim
Louro Pardo (Cordia trichotoma (Vell.) Arrab. ex Steud) em período de floração
Destaque da espécie Caneleiro - Cenostigma macrophyllum Tul., em período de floração

Situada numa zona de transição entre o Semiárido Nordestino e a Amazônia conhecida por Meio-Norte, a vegetação do município de Teresina é composta pela Floresta Estacional Semídecidual, o Cerrado e a mata de cocais,[22][23] a floresta estacional semidecidual é um tipo de floresta em que grande parte dos vegetais perdem as folhas no período seco e de outras que se mantém verdes o ano todo, e é encontrada em grandes áreas associada com a mata de cocais. Dentre as espécies está a Cenostigma macrophyllum Tul, da família Fabaceae-Leguminosae, conhecida popularmente pelo nome de Caneleiro ou Canela-de-velho,[24] que se tornou a árvore-símbolo do município através do decreto municipal nº 2.407, de 13 de agosto de 1993. Ocupa grandes áreas tanto na zona urbana e rural do município (ver Zona Rural de Teresina).[25][26]

As principais espécies florestais[17][27][28] encontradas são o Angico Branco (Albizia niopoides)[29], Angico Preto (Anadenanthera macrocarpa), Caneleiro (Cenostigma macrophyllum), Embaúba (Cecropia pachystachya), Pau d'arco Amarelo (Handroanthus serratifolius), Ipê-Amarelo (Handroanthus vellosoi), Ipê-Roxo (Handroanthus impetiginosus), Ipê-Branco (Tabebuia roseo-alba), Jatobá (Hymenaea courbaril), Juazeiro (Ziziphus joazeiro), Pitombeira (Talisia esculenta), Tamboril (Enterolobium contorsiliquum), Unha-de-Gato ou Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia), Violeta (Machaerium villosum), Cajazeira (Spondias mombin), Fava de Arara (Martiodendron mediterraneum), Jacarandá (Swartzia oblata), Gonçalo Alves (Astronium fraxinifolium), Cedro (Cedrela fissilis), Aroeira (Myracrodruon urundeuva), Pau-de-Rato (Fabaceae), Canafistula (Cassia ferruginea), Tuturubá (Pouteria bullata), Copaíba (Copaifera langsdorfii), Sapucaia (Lecythis pisonis), Chichá Sterculia striata, Quina-Quina (Aspidosperma discolor), Pau d'arco Sete Folhas (Godmania dardanoi), Jenipapo Genipa americana, Jucá ou Pau-Ferro Caesalpinia ferrea, Louro Pardo Cordia trichotoma, Sombreiro (Trigynaea duckei)[30], e outras espécies de plantas de pequeno, médio e grande porte.[31]

Em áreas do município de Teresina que predomina o Cerrado, que é um tipo de vegetação com árvores distantes uma das outras, casca grossa, galhos retorcidos e de espécies resistentes as queimadas, predominam árvores como a Faveira-de-Bolota (Parkia platycephala), o Cajuí (Anacardium humile), Pau-Mocó (Luetzelburgia auriculata), Fava-Danta (Dimorphandra gardneriana), Barbatimão (Stryphnodendron adstringens), Folha-Larga (Salvertia convallariodora) e Sambaíba ou Lixeira (Curatella americana), além de plantas herbáceas, cactáceas e entre outras. Na Mata de Cocais tem-se a predominância de palmeiras, o Babaçu (Attalea speciosa), e a Carnaúba (Copernicia prunifera), que são de relevante importância no extrativismo vegetal e na economia local, e o Buriti (Mauritia flexuosa), Tucum (Bactris setosa), Macaúba (Acrocomia aculeata), Pati (Syagrus) etc.[32][33]

Na fauna, que corresponde ao conjunto de animais nativos de uma região, são encontrados alguns animais que habitam as áreas que ainda estão preservadas. Nas Florestas e Cerrados do município são encontrados a Cotia (Dasyprocta aguti), o Porco-do-Mato (Tayassu pecari), o Macaco Prego (Cebus apella), o Soim (Callithrix jacchus), o Quandu (Coendou prehensilis), o Xexéu (Cacicus cela), o Sábia (Turdus rufiventris), o Bem-Te-Vi (Pitangus sulphuratus), e a Alma-de-Gato (Piaya cayana); e os maiores riscos a manutenção das espécies de plantas e animais são a alteração do habitat natural, o desmatamento, a agricultura, a pecuária, a caça de animais silvestres e as queimadas que ocorrem na vegetação. Na região do município de Teresina há também remanescentes de Mata Atlântica[34], o que dá a paisagem uma cobertura florestal rica e muito variada.

Parques e áreas de lazer

Teresina conta com uma grande variedade de parques e praças, geralmente grandes áreas verdes com alguma infraestrutura e equipamentos de lazer como o Parque do Mocambinho. No centro da cidade, o Parque Estação da Cidadania, integra o conjunto da Estação Ferroviária de Teresina a uma galeria de arte santeira[35] na antiga casa de máquinas da ferrovia, um anfiteatro, skatepark, lago artificial e um espelho d'água. É um importante espaço de lazer e socialização da cidade, situado à margem da Avenida Frei Serafim, uma das principais vias da cidade.[35] O Parque Zoobotânico de Teresina ocupa um espaço de 137 hectares e possui uma grande variedade e quantidade de répteis, devendo-se isso por estar situado próximo do rio poti, que passa ao lado, e também por três lagoas em sua extensão. O parque é coberto pela floresta estacional semidecidual, sendo a fauna e a flora muito ricas e favoráveis à criação e reprodução destes animais, principalmente cobras. O parque possui o menor lagarto do Brasil – Coleodactylus Meridionales – encontrado com frequência, além de muitas outras espécies de animais do Brasil, da África e de outros lugares, que torna o parque um grande atrativo e repositório ambiental e ecológico.[36]

Parque Zoobotânico de Teresina
Floresta Fóssil de Teresina
Parque Potycabana

Parque Municipal Floresta Fóssil é um sítio paleontológico de grande importância para pesquisadores, devido a valiosas descobertas de afloramentos de troncos fossilizados – vegetais das espécies Psaronius sp. e Teresinoxylon eusebioi – datados da Era Paleozoica (aproximadamente 270 milhões de anos atrás). Foram catalogados até o momento 60 unidades de vegetais fossilizados. A Floresta Fóssil de Teresina tem como originalidade o grande número de troncos fósseis em posição de vida, sendo também o único sítio paleontológico brasileiro localizado dentro de uma capital. No parque também podem ser observados dois olhos-d'água subterrâneos que alimentam o Rio Poti mesmo durante o período mais seco.[37][38]

Parque Potycabana é um imenso complexo de lazer com bastante áreas verdes, localizado as margens do Rio Poti na área nobre de Teresina. A Potycabana conta com oito quadras para esportes como futebol society, vôlei de praia, tênis, badminton, pista de skate, pista de ciclismo e de cooper, lanchonetes, palco para shows e pontos de internet gratuita (wi-fi).[38]

Jardim Botânico de Teresina possui uma área de 38 hectares de floresta estacional mista e compreende a maior área de preservação permanente da cidade. No parque são desenvolvidas pesquisas com elementos da natureza, contando para isso com um laboratório, além de um herbário com vegetais secos para estudos de botânica. Destacam-se também trilhas educativas para os visitantes e um auditório para cursos, seminários e treinamentos com capacidade de até 50 pessoas.[39]

Parque da Cidade foi inaugurado em 9 de maio de 1982 com uma área de 17 hectares e é considerado área de preservação ambiental. Foram identificadas mais de 120 espécies vegetais entre árvores arbustos e ervas agrupadas em 48 famílias. A diversidade faunística encontrada no Parque mostra uma grande quantidade de invertebrados além de alguns vertebrados bem como várias espécies de peixes do Rio Poti. No interior do Parque o visitante encontra banheiros públicos pontos de descanso e de observação. As trilhas levam o visitante a um passeio por toda a área do Parque.[38]

Parque Ambiental Encontro dos Rios possui um centro de recepção ao turista, espaço para exposição e comercialização de produtos artesanais, monumento ao Cabeça-de-Cuia, algumas palhoças, dois mirantes, um restaurante flutuante, trilhas, áreas para pesca, esportes aquáticos e toda beleza natural da região. É uma área de preservação permanente que promove o turismo ecológico e resgata a cultura popular, através da lenda do Cabeça-de-Cuia.[37][38]

O Parque Ambiental Poti I foi criado através do Decreto nº 2.642 de 24 de maio de 1994. Com 2.700 metros de extensão, o parque está situado às margens do Rio Poti na Avenida Marechal Castelo Branco, sendo um espaço de visitação pública com quadras poliesportivas, passeios para prática de cooper, um box da PM e um monumento em homenagem ao motorista Gregório, local de peregrinação de muitos devotos. Nele também situam-se as sedes do Conselho Municipal do Meio Ambiente, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, da Secretaria Municipal do Turismo, o Centro de Convenções – sede do Piauí Turismo (PIEMTUR) e da Assembleia Legislativa.[37]

O Parque Municipal Parnaíba I localiza-se à margem direita do Rio Parnaíba na Avenida Maranhão, com uma área de 12 hectares de extensão entre as Avenidas Joaquim Ribeiro e Getúlio Vargas, estendendo-se por três quilômetros entre a Avenida Maranhão e o Rio Parnaíba. É um espaço aberto a visitação da população para a prática de cooper e ginástica.[38]

Além dos já citados, Teresina também conta com seguintes parques: Parque Municipal do Acarape; Parque Vale do Gavião; Parque Ambiental Boa Vista; Parque Mini-horto das Samambaias; Parque Ambiental da Macaúba; Parque Ambiental Porto Alegre; Parque Ambiental São João; Parque Ambiental Beira Rio; Parque Prainha; Parque Vila do Porto; Parque São Paulo; Parque Marina; Parque do Caneleiro; e Parque Nossa Senhora do Livramento.

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