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General Heleno articula de prisão domiciliar comandos militares para eventual governo de Flávio Bolsonaro

General Heleno articula de prisão domiciliar comandos militares para eventual governo de Flávio Bolsonaro

Augusto Heleno articula nomes para Forças Armadas em eventual governo de Flávio Bolsonaro, diz reportagem

Segundo o ICL Notícias, general da reserva também discutiria anistia para condenados pela trama golpista; ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e executivo do setor de defesa são citados nas articulações.

O general da reserva Augusto Heleno, condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista, estaria articulando nomes para ocupar cargos de comando nas Forças Armadas em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada pelo ICL Notícias, em reportagem assinada por Alice Maciel, Juliana Dal Piva, Flávio VM Costa, Paulo Motoryn, Igor Mello e André Uzêda.

De acordo com a publicação, Heleno estaria conduzindo as articulações durante o cumprimento de prisão domiciliar. Entre os nomes mencionados nas conversas estaria o do atual comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro de 2023.

Fontes militares ouvidas pelo veículo afirmaram que as conversas também envolveriam uma possível anistia aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado.

Ramagem é citado para a Polícia Federal

A reportagem também aponta que Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), seria cotado para assumir a direção-geral da Polícia Federal (PF) em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão no processo relacionado à trama golpista e está nos Estados Unidos, segundo o ICL Notícias. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), ele esteve à frente da Abin.

Reunião na cúpula da Aeronáutica

Ainda segundo o portal, uma reunião com integrantes da cúpula da FAB ocorreu na terça-feira (20) para discutir nomes que teriam sido indicados por Heleno para cargos nas instituições militares.

Uma fonte ouvida pela reportagem relatou que os participantes teriam destacado a lealdade ao general. O objetivo da movimentação, conforme o relato divulgado, seria “ajeitar a casa”.

A publicação acrescenta que Heleno consideraria possível uma vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial prevista para domingo (25) e esperaria obter benefícios com uma eventual anistia aos condenados pela trama golpista.

Executivo do setor de defesa é cotado para ministério

Outro nome citado nas articulações é o de Marcos Degaut, executivo do grupo Edge na América Latina. A empresa, sediada nos Emirados Árabes Unidos, atua no setor de defesa e armamentos.

Segundo o ICL Notícias, Degaut seria um dos nomes considerados para o Ministério da Defesa em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Ele ocupou cargos na Secretaria de Assuntos Estratégicos durante o governo de Michel Temer (MDB) e na Secretaria de Produtos de Defesa na gestão de Jair Bolsonaro. A reportagem também aponta que o executivo mantém proximidade com o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

As informações sobre as articulações, os nomes cogitados e as possíveis negociações foram atribuídas pelo ICL Notícias a fontes militares e a relatos obtidos pela equipe de reportagem.

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