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Dólar cai após duas novas pesquisas eleitorais mostrarem Flávio à frente de Lula

Dólar cai após duas novas pesquisas eleitorais mostrarem Flávio à frente de Lula

Dólar cai para R$ 5,00 após pesquisas apontarem Flávio Bolsonaro à frente de Lula

O dólar iniciou a sexta-feira (9) em queda frente ao real, influenciado por novas pesquisas eleitorais que apontaram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial de 2026. O movimento também acompanhou a desvalorização da moeda norte-americana frente a outras divisas de países emergentes.

Às 9h40, o dólar à vista recuava 0,40%, cotado a R$ 5,0040. Já o contrato futuro para novembro, o mais negociado no mercado brasileiro, registrava queda de 0,43%, a R$ 5,0185.

A movimentação ocorreu após a divulgação de duas pesquisas eleitorais que indicaram vantagem de Flávio Bolsonaro na disputa pelo segundo turno. Levantamento do Datafolha divulgado na noite de quinta-feira (8) mostrou o senador com 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico no limite da margem.

Segundo a pesquisa, 1% dos entrevistados ainda está indeciso, enquanto 5% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos.

Já o levantamento Atlas/Bloomberg, divulgado na manhã de sexta-feira, apontou Flávio com 51,1% das intenções de voto, ante 45,7% de Lula. Com margem de erro de um ponto percentual, a vantagem do senador supera a faixa de empate técnico. O percentual de indecisos e eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto caiu de 5% para 3,2%.

Expectativa sobre as contas públicas influencia o mercado

No mercado financeiro, parte dos investidores avalia que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia aumentar as perspectivas de maior controle das contas públicas. Essa avaliação contribuiu para pressionar o dólar para baixo, embora o senador ainda não tenha apresentado propostas concretas de ajuste fiscal.

Além do cenário eleitoral brasileiro, a queda da moeda norte-americana também refletiu o desempenho negativo do dólar no exterior, especialmente frente ao peso chileno, ao rand sul-africano e ao peso mexicano.

No mercado internacional de commodities, o petróleo Brent apresentava recuo, mas permanecia em nível elevado, na faixa de US$ 102 por barril, em meio às tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio.

Inflação acima das expectativas

Outro destaque da manhã foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços subiram 0,82% em setembro, acima da projeção de 0,73% dos economistas consultados pela Reuters.

No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,58%, também acima da expectativa do mercado, de 4,50%.

O resultado reforça a atenção dos investidores sobre a trajetória dos preços e os próximos passos da política monetária brasileira.

Banco Central realiza leilão de swap cambial

Ainda nesta sexta-feira, às 11h30, o Banco Central realiza um leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50 mil contratos para vencimento em 3 de novembro.

A operação faz parte dos instrumentos utilizados pela autoridade monetária para administrar a exposição cambial do mercado e contribuir para o funcionamento do mercado de câmbio.

No cenário internacional, as tensões envolvendo o Irã também permaneciam no radar dos investidores. Na quinta-feira (8), o chefe da Organização de Energia Atômica iraniana, Mohammad Eslami, afirmou que o país não abandonará o enriquecimento de urânio nem entregará suas reservas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, declarou que não atacará o Irã antes das eleições legislativas norte-americanas de meio de mandato, previstas para novembro.

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