Casares aciona São Paulo na Justiça após ser expulso do clube
Julio Casares durante entrevista após sua expulsão do São Paulo
O ex-presidente Julio Casares entrou com uma ação judicial contra o São Paulo após ter sido expulso do clube na quinta-feira (10.set.2026). Na petição, ele nega as acusações de gestão temerária e outras irregularidades que justificaram sua exclusão, afirmando ter sido vítima de uma “trama política”. Segundo informações divulgadas por Diego Garcia e Francisco De Laurentiis, da ESPN, o processo foi protocolado recentemente. Casares comandou a agremiação de janeiro de 2021 a janeiro de 2026 e atualmente sofre investigações da Polícia Civil e do Ministério Público. Em sua defesa, ele busca comprovar que não praticou atos danosos nem agiu com dolo ou culpa grave durante seu mandato. Na ação, a defesa apresentou três pedidos principais: o reconhecimento de que não houve gestão temerária, fundamento central para a expulsão; o uso das aprovações das contas de 2021 a 2024 para afastar sua responsabilidade; e a consideração da devolução de valores gastos no cartão corporativo como prova de boa-fé e ausência de intenção lesiva. A decisão de expulsar Casares foi tomada pelo Conselho Deliberativo do clube, com base em investigações internas que o enquadraram no artigo 34 do Estatuto Social. O conselho apontou que o ex-presidente teria cometido falta grave, justificando Um relatório da Comissão de Ética, elaborado pelo relator Luiz Braga, indicou cerca de R$ 7 milhões em saques sem documentação suficiente para comprovar origem, finalidade e destino dos valores. No período de cinco anos, as retiradas somaram R$ 11,05 milhões: R$ 9,3 milhões entre 2021 e 2024 e R$ 1,7 milhão em 2025. Casares afirma não ter sido responsável por prestar esclarecimentos contábeis sobre esses saques e que nunca foi questionado pelo então diretor de compliance, Roberto Armelin. Para a defesa, os montantes representam apenas entre 0,3% e 1% do total movimentado pelo clube no período e teriam sido destinados a “pagamento de bicho” a atletas, prestadores de serviço e despesas promocionais. O mesmo relatório apontou gastos de cartão corporativo em estabelecimentos de luxo, restaurantes, charutarias, salões de beleza, despesas médicas, medicamentos pessoais e pet shops. Segundo reportagem do GE em julho de 2026, esses dispêndios chegaram a R$ 1 milhão, incluindo 71 visitas ao Esch Café e 53 ao Gero. A defesa ressalta ainda que Casares devolveu voluntariamente R$ 560.401,74 ao clube para afastar qualquer caracterização de dolo. A reportagem enviou mensagem via WhatsApp ao São Paulo na quarta-feira (30.set.2026) solicitando um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação. O texto será atualizado caso o clube se manifeste.





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