Golpe? Ministros do STF já avaliam contestar resultado da eleição
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) estaria preparando terreno para uma eventual contestação do resultado das eleições caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença o pleito, segundo avaliação atribuída a ministros da Corte ouvidos reservadamente pela Revista Oeste.
De acordo com a publicação, os magistrados consultados identificam a construção de uma narrativa destinada a colocar em dúvida a neutralidade de decisões judiciais, investigações e vazamentos relacionados ao processo eleitoral.
Um dos pontos citados nessa avaliação envolve o ministro André Mendonça, relator no STF do processo relacionado ao Banco Master. Segundo os ministros ouvidos pela revista, a atuação do magistrado estaria sendo alvo de questionamentos sob a alegação de uma suposta parcialidade.
A avaliação relatada à Revista Oeste é de que estaria sendo construída a narrativa de que decisões judiciais, investigações e vazamentos poderiam estar contaminados por “interesses político-eleitorais”. Um dos magistrados teria afirmado que “estão criando clima para isso”. Outro integrante da Corte teria avaliado que esse ambiente poderia ser utilizado para “sustentar dúvidas” sobre a neutralidade das instituições envolvidas no processo eleitoral.
As discussões ocorrem em meio às repercussões de um relatório da Polícia Federal que reúne informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O documento contém mensagens enviadas pelo empresário ao ministro Alexandre de Moraes e registros relacionados a encontros entre os dois.
Entre os materiais recuperados pela investigação estão pedidos de ajuda enviados por Vorcaro a Moraes enquanto o Banco Master era alvo de investigações. As respostas do ministro às mensagens, porém, não aparecem no material periciado pela Polícia Federal.
A avaliação sobre uma possível contestação de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro foi apresentada de forma reservada por ministros consultados pela Revista Oeste. A publicação não relata qualquer decisão institucional do STF nesse sentido e também não identifica os integrantes da Corte que, segundo os magistrados ouvidos, estariam promovendo essa movimentação.
Assim, até o momento, trata-se de uma avaliação atribuída a integrantes do STF ouvidos sob reserva, e não de uma decisão ou posição oficial da Corte sobre o resultado de uma futura eleição.





Comentários