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NOTICIAS DE MATO GROSSO DO SUL - MS

TRÊS LAGOAS E REGIÃO DO BOLSÃO = MS.

NOTICIAS DE MATO GROSSO DO SUL - MS

NOTICIA 01:CAMPO GRANDE " CIDADE MAIS MORENA DO BRASIL"

Obras de R$ 2,4 milhões começam de imediato para remodelar trânsito entre Euler e Tamandaré

Obras começam para melhorar trânsito no cruzamento das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré

Começaram nesta quarta-feira (9) as obras de infraestrutura para reorganizar o fluxo de veículos no cruzamento das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré, em Campo Grande. A intervenção busca melhorar a circulação entre a região central e a área norte da Capital.

A ordem de serviço foi assinada em conjunto pela Prefeitura de Campo Grande e pelo Governo de Mato Grosso do Sul. O investimento é de R$ 2,4 milhões, com prazo de execução de 12 meses.

Considerado um dos principais gargalos do trânsito da cidade, o cruzamento recebe cerca de 12 mil veículos nos horários de pico e conecta as regiões urbanas do Segredo, Imbirussu e Centro.

Intervenções previstas

Os trabalhos serão executados pela MENG Engenharia Comércio e Indústria Ltda., com supervisão da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e do Detran-MS.

Entre as principais intervenções estão:

  • abertura de novos trechos no canteiro central;
  • adequação das alças de retorno;
  • instalação e sincronização de novos semáforos;
  • implantação de melhorias na drenagem de águas pluviais;
  • recuperação do pavimento asfáltico;
  • reestruturação das calçadas para ampliar a acessibilidade;
  • reforço da sinalização horizontal e vertical.

Segundo a proposta, as mudanças na geometria das vias devem diminuir os pontos de conflito entre veículos e reduzir os congestionamentos nas proximidades do cruzamento.

Bairros terão impacto na rotina

A obra deve alterar temporariamente a circulação de motoristas e pedestres que utilizam diariamente uma das principais entradas de Campo Grande.

Entre os bairros diretamente impactados estão Vila Nasser, Vila Nossa Senhora das Graças, Santa Luzia, Vila Sobrinho e São Francisco.

 

Com o início dos serviços, os motoristas devem ficar atentos a possíveis desvios, estreitamento de pistas, mudanças na sinalização e movimentação de máquinas e trabalhadores no trecho.

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NOTICIA 02:TRÊS LAGOAS "CIDADE DAS ÁGUAS E CAPITAL MUNDIAL DA CELULOSE"

Celulose transforma carreiras e amplia oportunidades além das fábricas em Três Lagoas

Quando entrou em um processo seletivo do Senai, Eugênio Dias enxergava poucas possibilidades de construir uma carreira em Três Lagoas. O comércio parecia ser praticamente a única alternativa disponível. O curso técnico de seis meses mudou esse horizonte e abriu a porta para uma trajetória profissional que já dura 16 anos.

“Entrei na empresa em 2010, quando ainda era a antiga Fibria. Antes disso, participei de uma seleção no Senai, passei na prova e fiz um curso técnico de seis meses. Depois fui contratado para a área florestal e, mais tarde, passei em outro processo seletivo para a área industrial, onde estou até hoje”, relembra.

Atualmente, aos 42 anos, Eugênio trabalha como operador na área de secagem de celulose da Suzano. Foi em Três Lagoas que formou sua família: a esposa é do município e os dois filhos, um casal, nasceram na cidade.

“Estou neste ramo há 16 anos e, sem sombra de dúvida, foi uma das melhores escolhas que fiz na vida: entrar nessa empresa e fazer parte dessa história. Espero permanecer por mais 16 anos”, afirma.

A estabilidade conquistada no setor permitiu que ele planejasse a vida, ampliasse a renda e construísse uma carreira que não imaginava quando começou a procurar trabalho.

“O crescimento financeiro foi muito importante para mim. Não posso ser hipócrita e dizer que tudo o que tenho hoje não é devido ao ramo da celulose”, diz.

A experiência de Eugênio ajuda a traduzir uma transformação que já não cabe apenas dentro das grandes unidades industriais. Depois de mais de 15 anos de produção de celulose, Três Lagoas passou a reunir transportadoras, oficinas, empresas de engenharia, alimentação, tecnologia, automação, laboratórios e prestadores de serviços especializados.

A indústria alterou o perfil econômico do município e abriu novas possibilidades profissionais para trabalhadores que, como Eugênio, antes enxergavam um mercado mais restrito.

“Com a vinda dessas indústrias de celulose para Três Lagoas, sem sombra de dúvida, tivemos uma perspectiva de vida muito melhor, tanto em relação aos salários quanto ao desenvolvimento profissional”, afirma.

“Antes, a única coisa que eu enxergava era trabalhar no comércio. Hoje existe uma mão de obra qualificada que atua nesse ramo, e isso mudou completamente a realidade da cidade.”

É essa economia formada ao redor das fábricas que o Governo de Mato Grosso do Sul, sob a gestão de Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, busca aprofundar.

Mais do que atrair grandes investimentos, o desafio agora é fazer com que os trabalhadores locais ocupem as vagas mais qualificadas e que empresas sul-mato-grossenses participem dos contratos gerados pela atividade industrial.

Quando a indústria ultrapassa os portões

A primeira unidade da atual Suzano entrou em operação em Três Lagoas em 2009. A Eldorado Brasil iniciou a produção em 2012, e a segunda linha da Suzano foi inaugurada em 2017.

Juntas, as plantas instaladas no município têm capacidade para produzir mais de cinco milhões de toneladas de celulose por ano.

A escala da produção ajuda a explicar por que o setor influencia atividades que estão fora do chão de fábrica. As unidades industriais precisam de manutenção, segurança, limpeza, transporte, recursos humanos, tecnologia, alimentação, peças e serviços ambientais.

Quanto maior a participação de empresas locais nesses contratos, maior a parcela da riqueza que permanece circulando em Três Lagoas.

Em 2025, 532 pequenas e médias empresas sediadas no município forneceram produtos ou serviços à Suzano. Segundo a companhia, os negócios movimentaram R$ 1,7 bilhão.

O volume demonstra a dimensão alcançada pela cadeia. Seu impacto concreto, porém, aparece quando um contrato permite que uma oficina contrate funcionários, uma empresa de alimentação amplie a cozinha ou um prestador de serviço conquiste receita suficiente para investir e planejar os próximos anos.

Para uma pequena empresa, tornar-se fornecedora de uma grande indústria pode significar mais do que conquistar um cliente. As exigências de segurança, qualidade, regularidade fiscal e cumprimento de prazos obrigam o negócio a se profissionalizar e podem abrir portas para novos contratos.

O caminho, entretanto, não é simples. Falta de capital, documentação, estrutura administrativa e orientação ainda impede que parte dos empreendedores locais dispute essas oportunidades. Sem apoio, empresas instaladas no município podem perder espaço para fornecedores de outros estados.

“O papel do Estado, nesse ponto, não se limita à atração das grandes fábricas. Inclui criar condições para que empresas locais se formalizem, ampliem sua capacidade e disputem parte dos contratos gerados pela industrialização”, afirma Riedel.

Segundo o governador, os resultados precisam ser avaliados para além dos valores produzidos e exportados.

“O resultado precisa ser medido não apenas pelo valor exportado, mas pelo número de fornecedores locais, pelos postos mantidos e pela renda que permanece circulando no município.”

(Foto: Empresa do Romulo Ogeda Diogo - Imagem: Divulgação)

(Foto: Empresa do Romulo Ogeda Diogo - Imagem: Divulgação)

O crescimento visto do pequeno negócio

O empresário Romulo Ojeda Diogo acompanha a transformação econômica de Três Lagoas desde 2011. Há mais de sete anos à frente de uma empresa instalada no município, ele também mantém uma filial em Inocência.

Seu negócio atua no comércio varejista e possui um centro de distribuição de utensílios para bares, lanchonetes e alojamentos. Esse tipo de atividade cresce junto com o aumento da população, das obras e da demanda por alimentação e hospedagem.

Segundo Romulo, a chegada da Eldorado Brasil e de outras empresas ao Distrito Industrial marcou o início de um novo ciclo.

“A gente acompanha esse crescimento desde 2011, com a implantação da Eldorado e de outras empresas. Foi quando começou esse grande desenvolvimento do setor de celulose, e desde então Três Lagoas segue evoluindo”, afirma.

Para o empresário, o crescimento industrial abriu espaço para novos empreendimentos e ampliou a circulação de renda.

“Praticamente todo ano a gente vê que Três Lagoas é o município que mais cresce dentro do Estado. É um desenvolvimento que vem acontecendo há bastante tempo e que cria novas oportunidades para quem empreende”, ressalta.

Romulo também relaciona a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados, a UFN3, à continuidade desse processo.

“A volta desse projeto vem ao encontro do que o município já oferece hoje. O crescimento gera demanda por moradias, comércio e serviços, fortalecendo toda a economia local”, afirma.

Os efeitos do ciclo industrial também aparecem em Inocência, onde o empresário abriu uma filial em 2023. A construção da fábrica de celulose da Arauco acelerou a movimentação econômica do município.

“Inocência também sente um impacto muito grande. A gente acompanha de perto essa evolução e percebe como os investimentos estão movimentando toda a região”, diz.

A trajetória da empresa mostra como a industrialização de Três Lagoas se conecta a outros municípios do chamado Vale da Celulose. A expansão não fica restrita às fábricas, mas alcança atividades comerciais, logísticas e de prestação de serviços distribuídas pelo leste de Mato Grosso do Sul.

Emprego precisa se transformar em carreira

Três Lagoas encerrou 2025 com 44.972 empregos formais e saldo positivo de 1.272 vagas. O setor de serviços respondeu por parte importante das oportunidades, reflexo de uma indústria que movimenta atividades muito além da produção direta de celulose.

Os dados também revelam um desafio para quem depende do salário para organizar a vida familiar. A taxa de rotatividade chegou a 66,4%, e o tempo médio de permanência no emprego ficou em 13,9 meses.

Para uma família, um vínculo curto pode dificultar a contratação de um financiamento, a organização das despesas domésticas e o planejamento da educação dos filhos.

Por isso, abrir vagas representa apenas a primeira etapa. O passo seguinte é criar condições para que o trabalhador permaneça empregado, se qualifique e avance para funções com melhores salários e maior estabilidade.

A trajetória de Eugênio mostra o que essa continuidade pode significar. Ele começou na área florestal, passou por outro processo seletivo e ingressou na operação industrial, onde permanece até hoje.

Na cadeia da celulose, as oportunidades envolvem operações florestais, transporte, química, mecânica, eletrotécnica, automação, logística, segurança do trabalho e controle de qualidade.

“É aí que entra a importância da qualificação profissional”, reforça Riedel.

O Senai ofereceu no município cursos técnicos em Mecânica, Automação Industrial, Celulose e Papel, Eletrotécnica, Logística e Química.

O MS Qualifica também levou formações relacionadas à produção de papel e às operações florestais. Em todo o Estado, o programa anunciou 88 turmas para 1.420 trabalhadores, com investimento próximo de R$ 3 milhões.

A oferta de cursos, no entanto, precisa funcionar como passagem para o emprego, e não apenas como entrega de certificados. Para medir o impacto, será necessário acompanhar quantos alunos foram contratados, em quais funções ingressaram e quantos permaneceram trabalhando depois de seis meses ou um ano.

Na estratégia conduzida pelo Governo estadual, a indústria cria a demanda, enquanto a política pública precisa preparar quem já vive em Mato Grosso do Sul para ocupar as oportunidades.

Sem essa ponte, a economia pode crescer e, ainda assim, manter as vagas mais qualificadas fora do alcance de parte dos moradores locais.

Uma cidade ligada ao mercado mundial

Em 2025, Três Lagoas exportou US$ 3,05 bilhões. Mais de 90% desse valor veio da celulose, enviada principalmente para a China, além de mercados como Estados Unidos, Holanda, Itália e Argentina.

A força exportadora mostra a dimensão internacional alcançada pela atividade. Ao mesmo tempo, revela uma dependência elevada de um único produto.

Oscilações no preço internacional da celulose, no câmbio ou na demanda externa podem afetar uma parcela importante da economia local.

A saída não está em abandonar uma cadeia já consolidada, mas em aprofundá-la. Isso significa produzir no Estado uma parte maior das peças, dos equipamentos, dos componentes e dos serviços utilizados pelas fábricas.

Em maio, o Governo estadual assinou um protocolo de intenções com o grupo chinês Broad Wire, que estuda instalar em Três Lagoas uma fábrica de arames usados no enfardamento da celulose.

O projeto ainda precisa cumprir as etapas necessárias para se transformar em investimento efetivo, mas exemplifica a tentativa de atrair para perto das produtoras fornecedores que atualmente operam em outros estados ou países.

“A lógica é reduzir custos de transporte para as fábricas e, ao mesmo tempo, gerar novos empregos e atividades industriais no Estado”, afirma Riedel.

A instalação de empresas fornecedoras pode ampliar a variedade de vagas disponíveis e diminuir a dependência de um único tipo de operação.

Para o trabalhador, isso significa a possibilidade de mudar de emprego sem precisar deixar a cidade. Para o pequeno negócio, representa novos clientes e menor dependência de uma única companhia.

Crescimento também pressiona a cidade

Três Lagoas representa a etapa mais madura do Vale da Celulose, região formada por 12 municípios ligados à produção florestal, à indústria e à logística.

A experiência do município mostra que o crescimento econômico não resolve automaticamente todos os problemas urbanos.

A expansão aumenta a procura por moradia, pressiona o valor dos aluguéis, movimenta o trânsito e amplia a demanda sobre os serviços de saúde, educação e formação profissional.

Também demonstra que gerar empregos não significa, por si só, garantir estabilidade. Os dados de rotatividade indicam que muitos trabalhadores ainda permanecem pouco tempo nos postos ocupados.

Pequenos fornecedores precisam de apoio para ingressar na cadeia. Trabalhadores necessitam de cursos relacionados às vagas efetivamente existentes. O município precisa crescer sem transformar a oportunidade econômica em aumento descontrolado do custo de vida ou sobrecarga dos serviços públicos.

Para Riedel, o próximo passo é aprofundar os vínculos entre as grandes indústrias e a economia estadual, ampliando as compras locais, atraindo fornecedores e qualificando trabalhadores para funções mais especializadas.

A estratégia reconhece que os números das exportações e dos investimentos privados não bastam para demonstrar desenvolvimento. É necessário observar quanto da renda permanece na cidade, quantos empregos se tornam carreiras e quantos negócios locais conseguem crescer junto com a cadeia industrial.

Fazer a riqueza circular

Em Três Lagoas, a celulose já não é uma atividade restrita aos portões das fábricas. Ela está presente na oficina que realiza manutenção, no caminhão que transporta matéria-prima, no laboratório que analisa a produção, na sala de aula que forma técnicos e no pequeno comércio que atende trabalhadores e empresas.

A trajetória de Eugênio representa uma das possibilidades abertas por esse processo. O curso técnico conduziu ao primeiro emprego no setor, a experiência permitiu uma mudança de área e a permanência na indústria trouxe estabilidade para construir a família e planejar o futuro.

“Foi aqui que construí minha família”, afirma.

O desafio do próximo ciclo é fazer com que histórias como a dele deixem de ser exceção e se tornem parte de uma estrutura econômica capaz de oferecer qualificação, estabilidade e perspectivas duradouras.

Isso exige acompanhar não apenas o número de empresas atraídas ou o volume exportado, mas a participação dos fornecedores locais, a permanência dos trabalhadores nos empregos e a capacidade da cidade de responder às pressões provocadas pelo crescimento.

 

Depois de mais de 15 anos de industrialização, Três Lagoas já demonstrou que uma grande fábrica pode transformar a economia de um município. A próxima etapa é garantir que essa transformação se aprofunde e chegue, com maior estabilidade, a quem trabalha, empreende, paga aluguel e sustenta a família. .

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NOTICIA 03:

APARECIDA DO TABOADO "CIDADE DOS 60 DIAS APAIXONADOS"

Partidos em Aparecida do Taboado perdem Fundo Partidário após não prestarem contas

 

Partidos de Aparecida do Taboado têm repasses públicos suspensos por falta de prestação de contas

Dois diretórios partidários de Aparecida do Taboado tiveram suspenso o direito de receber recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) por não apresentarem à Justiça Eleitoral a prestação de contas referente ao exercício financeiro de 2025.

As decisões foram publicadas no Diário da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul (DJEMS) nesta quarta-feira (9). Os diretórios municipais do União Brasil e do MDB foram notificados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), mas não regularizaram a situação dentro do prazo estabelecido.

Com a decisão, as duas siglas ficam impedidas de receber os recursos públicos até que apresentem e regularizem suas prestações de contas perante a Justiça Eleitoral.

A medida atinge os diretórios partidários do município de Aparecida do Taboado, localizado a 442 quilômetros de Campo Grande.

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NOTICIA 04:

PARANAIBA "CIDADE RICA EM HISTORIA"

Famasul ouve demandas e destaca desafio de qualificar mão de obra na Costa Leste

 

Famasul aponta qualificação profissional como desafio diante do crescimento da Costa Leste de MS

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, destacou, durante agenda em Paranaíba, a transformação econômica da Costa Leste de Mato Grosso do Sul e apontou a qualificação profissional como um dos principais desafios para acompanhar o avanço da região.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (9), durante encontro com lideranças dos Sindicatos Rurais. Na ocasião, Bertoni ouviu demandas do setor produtivo e apresentou mudanças na Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), serviço que oferece acompanhamento técnico diretamente nas propriedades rurais.

Segundo o dirigente, a economia da Costa Leste é impulsionada pela pecuária, agricultura, florestas plantadas e pela chegada de novos empreendimentos industriais. A citricultura também começa a ganhar espaço, com a implantação de novos pomares.

Para Bertoni, o cenário amplia as oportunidades de emprego, mas aumenta a necessidade de preparar trabalhadores para as novas atividades.

“Vaga de emprego tem, serviço tem, e a gente precisa só qualificar essa mão de obra nova que está aprendendo esses novos cenários.”

Ele citou cursos oferecidos pelo Senar voltados à produção de florestas plantadas, bovinocultura de corte e leite e, mais recentemente, à citricultura. A expectativa é que a expansão dos pomares contribua para diversificar a produção e criar novas oportunidades de trabalho no Estado.

Tecnologia e gestão no campo

Durante o encontro, Bertoni também apresentou o Agrotec, programa desenvolvido em parceria com a Embrapa, Fundação MS e Fundação Chapadão para levar novas tecnologias aos produtores rurais.

A iniciativa parte de um diagnóstico técnico das propriedades e busca transformar conhecimento científico em orientações práticas para melhorar a produtividade e a gestão.

“O objetivo final é que ele feche o ano com lucro, não no prejuízo”, afirmou.

A atuação da Famasul e do Senar também inclui programas sociais realizados no interior, como Saúde do Homem, Saúde da Mulher e Sorrindo no Campo, com ações preventivas e atendimento odontológico.

Além da assistência técnica e da capacitação, Bertoni destacou a atuação institucional da Famasul na defesa dos interesses do setor produtivo. A entidade acompanha projetos no Senado e na Câmara dos Deputados, além de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) que podem ter impacto sobre o agronegócio.

Entre os temas acompanhados estão segurança jurídica no campo, marco temporal, regularização fundiária e Funrural.

Lideranças apresentam demandas

O encontro reuniu o presidente do Sindicato Rural de Paranaíba, Gilmar Macedo, o vice-presidente Egmar Dutra e representantes dos Sindicatos Rurais de Aparecida do Taboado, Cassilândia, Inocência, Água Clara, Chapadão do Sul e Três Lagoas.

As principais reivindicações apresentadas, especialmente relacionadas à infraestrutura, energia e qualificação profissional, serão reunidas em um documento que a Famasul pretende entregar aos candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul.

Bertoni afirmou que diversas demandas apresentadas em Paranaíba também aparecem em outras regiões do Estado. Na avaliação dele, a repetição dos problemas reforça a necessidade de transformar as reivindicações do setor produtivo em compromissos para os próximos governos.

Atualmente, a Famasul reúne 69 sindicatos e atua em 75 municípios de Mato Grosso do Sul por meio de extensões de base. A entidade também mantém parcerias com prefeituras para oferecer cursos e ações de qualificação profissional.

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NOTICIA 05:

INOCÊNCIA " CIDADE DO ROMANCE"

 

Arauco inicia instalação das vigas de ponte ferroviária em Inocência (MS)

 

Arauco inicia içamento de vigas de ponte ferroviária em Inocência

A Arauco iniciou o içamento das 18 vigas que vão sustentar a ponte ferroviária sobre o córrego São Mateus, em Inocência, na região Costa Leste de Mato Grosso do Sul. A estrutura faz parte do ramal ferroviário que será utilizado para o escoamento da produção de celulose do Projeto Sucuriú.

A ponte já alcançou 70% de execução, enquanto as obras da ferrovia chegaram a 50,8% de avanço. Construída em concreto armado, a estrutura terá 270 metros de comprimento e seis metros de largura, com 132 estacas do tipo raiz, cerca de 9 mil metros cúbicos de concreto e 500 toneladas de aço.

Cada uma das 18 vigas possui aproximadamente 30 metros de comprimento, três metros de altura e 92 toneladas. O içamento deve ser concluído até o fim de setembro. Sobre o tabuleiro da ponte será instalada a superestrutura ferroviária, composta por lastro, dormentes e trilhos.

Segundo a Arauco, a etapa exige planejamento rigoroso devido à complexidade técnica e à necessidade de execução dentro da janela de menor ocorrência de chuvas.

O Projeto Sucuriú, primeira operação da divisão de celulose da Arauco no Brasil, prevê investimento de US$ 4,6 bilhões e uma fábrica com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano.

Localizado a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, o empreendimento ocupa uma área de 3.500 hectares. A terraplanagem começou em 2024 e a entrada em operação está prevista para o final de 2027.

Durante a implantação, a empresa estima gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho, além de capacitação profissional. Após o início da operação, a expectativa é de aproximadamente 6 mil empregos nas áreas industrial, florestal e de logística.

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