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Você é um escolhido e ungido do Senhor, diz Michelle sobre Mendonça

Você é um escolhido e ungido do Senhor, diz Michelle sobre Mendonça

Michelle Bolsonaro manifesta apoio a André Mendonça em meio à crise no STF

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, publicou uma mensagem de apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio ao conflito envolvendo integrantes da Corte.

Em uma publicação nas redes sociais na noite deste sábado (5), acompanhada de uma fotografia em que aparece segurando a mão de Mendonça, Michelle relembrou o período que antecedeu a indicação do magistrado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a ex-primeira-dama, ela teria recebido uma revelação religiosa sobre a futura indicação de Mendonça. Na mensagem, afirmou que, durante um momento de oração, visualizou o ministro entrando no tribunal e interpretou a experiência como um sinal de que aquela seria a trajetória destinada a ele.

Michelle também fez uma defesa enfática do magistrado e afirmou que Mendonça deveria permanecer firme diante das atuais circunstâncias. Ao final da publicação, declarou que ele seria um “escolhido e ungido do Senhor”.

Conflito entre ministros

A manifestação ocorre em meio ao agravamento da crise envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes.

Na terça-feira (1º), Mendonça determinou a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e registros de contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e fundador do Banco Master. Segundo os documentos, Vorcaro teria solicitado ao ministro que atuasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tentar conter o avanço das investigações envolvendo a instituição financeira.

Dois dias depois, na quinta-feira (3), Moraes reagiu e apresentou acusações contra Mendonça no âmbito do chamado inquérito das fake news. O ministro também solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de uma investigação contra o colega.

Moraes apontou suspeitas relacionadas à suposta usurpação da condução de investigações, à condução irregular de tratativas de colaboração premiada e ao direcionamento de apurações contra ele próprio.

De acordo com Moraes, os documentos indicariam três possíveis condutas atribuídas a Mendonça: interferência na condução de investigações da Polícia Federal, participação considerada irregular em negociações de delação premiada e direcionamento de investigados por supostos “motivos pessoais e políticos”. Entre os citados nas apurações estão o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

As suspeitas mencionadas por Moraes têm como base relatórios de inteligência da Polícia Federal relacionados à atuação de Mendonça nas operações Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo descontos indevidos no INSS, e Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Na sexta-feira (4), Fachin determinou que as apurações solicitadas por Moraes contra Mendonça fossem retiradas do inquérito das fake news e encaminhadas para outro procedimento sob sua relatoria.

Com a decisão, as acusações apresentadas pelos dois ministros passaram a tramitar no mesmo processo, reunindo também as decisões tomadas por Mendonça relacionadas a Moraes.

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