- O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, afirmou que se reunirá nos próximos dias com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, para discutir o cronograma de análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
- Os dois já conversaram por telefone após Teresa Leitão se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar do tema.
- Antes de começar a tramitação na CCJ, a PEC precisa ser oficialmente encaminhada por Alcolumbre à comissão.
- Segundo aliados, Alcolumbre pretende aguardar uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de dar andamento ao texto. Até o momento, esse encontro ainda não ocorreu.
- Otto Alencar defendeu cautela, afirmando que, após o recebimento da PEC pela CCJ, irá escolher um relator e só então definir um cronograma considerado adequado para a votação.
Em resumo, a proposta que prevê o fim da escala 6×1 ainda não começou a ser analisada pela CCJ do Senado e não há previsão para sua votação, pois o texto aguarda despacho da presidência da Casa e a definição dos próximos passos políticos.
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Otto Alencar (PSD-BA) disse, neste domingo, que terá uma reunião com a líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), nos próximos dias sobre o cronograma de tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) acerca do fim da escala 6×1 de trabalho. Alencar e Leitão se falaram por telefone na semana passada após ela se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar do assunto. Ficou acertado que o governo e o presidente da CCJ discutiriam os próximos passos. Mas, para isso, a matéria precisa ser despachada por Alcolumbre ao colegiado. Muita calma
O presidente do Senado, no entanto, tem dito a aliados que o andamento somente ocorrerá depois que ele se reunir com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não demonstrou até agora interesse algum no encontro.
— Não adianta ter pressa para uma matéria tão importante quanto essa. Vou esperar a PEC chegar à CCJ para definir o relator e, assim, pensar num cronograma aceitável para votar o texto — acalmou o senador baiano.
