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Alcolumbre defende entrada em vigor da PEC que acaba com escala 6x1 sem transição, diz senador

Alcolumbre defende entrada em vigor da PEC que acaba com escala 6x1 sem transição, diz senador

Senado estuda mudança para que fim da escala 6x1 entre em vigor imediatamente

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a possibilidade de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas passe a valer imediatamente após a promulgação, sem o período de transição previsto no texto aprovado pela Câmara dos Deputados.

A informação foi divulgada pelo senador Paulo Paim após reunião realizada nesta quarta-feira (1º) com representantes de centrais sindicais. Segundo Paim, Alcolumbre mencionou a possibilidade de utilizar uma emenda de redação para permitir a aplicação imediata da nova jornada, desde que estudos técnicos confirmem a viabilidade jurídica da medida.

Atualmente, a PEC aprovada pela Câmara estabelece uma transição de 14 meses para a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Caso o Senado altere esse trecho, mesmo por meio de uma emenda de redação, o texto precisará retornar à Câmara para nova análise.

Durante a reunião, Alcolumbre também lembrou que a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas, estabelecida pela Constituição de 1988, entrou em vigor sem período de transição.

Ficou definido ainda que uma reunião entre a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, Paulo Paim e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, discutirá o calendário de tramitação da proposta.

Representantes das centrais sindicais avaliaram positivamente o encontro. O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que percebeu sensibilidade por parte do presidente do Senado e destacou que a sociedade cobra a aprovação da medida.

 

Já o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, rejeitou a avaliação de que a PEC tenha caráter eleitoreiro. Segundo ele, a proposta tramita desde 2019 e representa uma reivindicação antiga dos trabalhadores. Patah também defendeu que a redução da jornada, especialmente em setores como o comércio, pode melhorar a qualidade de vida dos empregados sem provocar os impactos econômicos negativos apontados por parte do setor produtivo. Segundo ele, a mudança busca garantir melhores condições de trabalho e mais tempo para convivência familiar e lazer.

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