Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da PM e irmão de Eloá Pimentel, segue internado após ser baleado na cabeça em um atentado ocorrido no último sábado (27), em São Caetano do Sul. Nesta quarta-feira (1º), um homem apontado como suspeito de envolvimento no crime morreu durante um confronto com policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, na região de Guaianases.
Segundo a Polícia Militar, equipes foram ao local após receberem uma denúncia sobre a possível participação do suspeito no atentado. Durante a abordagem, houve confronto, o homem foi baleado, chegou a ser socorrido a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial, e a Polícia Civil investigará se ele realmente participou do ataque contra o oficial.
As investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa apontam que o atentado foi planejado durante cerca de quatro meses. Imagens de monitoramento mostram um carro branco circulando desde fevereiro por locais frequentados pelo tenente. O veículo, utilizado na fuga dos criminosos, foi localizado em Guaianases, apreendido e encaminhado para perícia.
A polícia também identificou que a motocicleta usada no ataque havia sido roubada em março, na região da Cidade Dutra, e circulava com uma placa clonada registrada em São João de Meriti. Dois suspeitos já haviam sido presos no fim de semana por suposta participação no crime.
Estado de saúde do tenente
De acordo com o boletim médico mais recente, Ronickson permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. O quadro apresenta evolução considerada positiva pela equipe médica, com redução da necessidade de medicamentos para manter a pressão arterial, boa resposta ao tratamento neurológico, ausência de febre e funcionamento adequado dos demais órgãos.
Os médicos seguem reduzindo gradualmente a sedação e mantêm monitoramento neurológico contínuo. Apesar dos sinais de melhora, o estado de saúde ainda inspira cuidados devido à gravidade do ferimento.
Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, cujo assassinato em 2008, após cerca de 100 horas de cárcere privado, tornou-se um dos casos criminais de maior repercussão da história recente do Brasil. O autor do crime foi Lindemberg Fernandes Alves.
