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Disputa pelo governo de SP pode ser decidida no primeiro turno, avalia Haddad

Disputa pelo governo de SP pode ser decidida no primeiro turno, avalia Haddad

Fernando Haddad (PT), avalia que a eleição estadual poderá ser decidida já no primeiro turno caso não surja uma terceira candidatura competitiva.

Os principais pontos são:

  • Haddad afirmou, em entrevista à Jovem Pan, que uma disputa concentrada em apenas dois candidatos fortes torna o primeiro turno praticamente decisivo, já que o segundo turno existe para definir uma eleição com mais de dois concorrentes relevantes.
  • O petista relacionou essa possibilidade às desistências de Paulo Serra e Kim Kataguiri da corrida ao Palácio dos Bandeirantes.
  • Ele também lamentou a perda de protagonismo da PSDB no estado, afirmando que a legenda teve papel importante na política paulista durante décadas.
  • Segundo Haddad, o espaço político do centro-direita diminuiu em São Paulo, deixando a disputa mais polarizada.

A reportagem destaca ainda que o principal adversário de Haddad é o atual governador Tarcísio de Freitas. Em pesquisa Real Time Big Data citada no texto, Tarcísio aparece à frente de Haddad nos cenários testados.

Sobre a composição da chapa, o texto afirma que Marina Silva e Simone Tebet são apontadas como pré-candidatas ao Senado, enquanto a vaga de vice ainda não foi definida, com o nome de Márcio França sendo mencionado como possibilidade.

 

Em resumo, a notícia destaca a avaliação de Haddad de que a falta de uma “terceira via” competitiva pode transformar a disputa entre ele e Tarcísio de Freitas em uma eleição resolvida já no primeiro turno.

Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou nesta segunda-feira (22) que a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes pode terminar ainda no primeiro turno, diante da possibilidade de uma eleição concentrada em apenas dois nomes competitivos. A entrevista do ex-ministro foi concedida à Jovem Pan. Uma repórter perguntou a Haddad se ele via chance de um desfecho mais rápido na corrida pelo Executivo paulista, após as desistências do ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) e do deputado federal Kim Kataguiri (Missão).

 De acordo com o pré-candidato, se uma disputa tiver apenas dois candidatos com força eleitoral, o primeiro turno já assume a função decisiva prevista em uma segunda rodada. “Por definição, quando só tem dois candidatos, o segundo turno é o primeiro. É a lógica do sistema”, afirmou Haddad. “Para ter segundo turno, precisa ter no mínimo três candidatos”, acrescentou.

A avaliação do petista ocorre em um cenário de rearranjo político em São Paulo, estado que durante décadas teve o PSDB como principal força na disputa pelo governo. O pré-candidato também comentou o peso histórico do PSDB nas eleições estaduais e lamentou a perda de protagonismo da legenda, que marcou a política paulista desde os anos 1990. “Lamento… o PSDB era um partido que, apesar de ser diferente do PT, tinha valores, princípios que ambos os lados respeitavam”, disse Haddad.

 Na sequência, o petista avaliou que o espaço político antes ocupado pelo centro-direita encolheu no estado. Para ele, a disputa paulista passou a se organizar em torno de campos mais polarizados. “É uma pena o PSDB realmente não ter conseguido se recuperar esse tempo todo. Mas é da vida pública. A centro-direita não teve espaço, não tem espaço hoje em São Paulo. E só tem a direita, a extrema-direita. Vamos disputar sim”.

Intenções de voto O petista tem como principal adversário o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL). A pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 16 de junho, foi publicada ainda com os nomes de Paulo Serra e Kim Kataguiri. As estatísticas apontaram que Tarcísio de Freitas conseguiu 46% dos votos, contra 33% de Fernando Haddad. Kataguiri teve 8% e Serra, 6%. Os votos brancos e nulos representaram 4%, e 3% dos eleitores não souberam ou preferiram não responder.

Em outro cenário, sem o tucano, o governador amplia seu índice para 49% dos entrevistados. Haddad mantém 33%, e Kim Kataguiri sobe para 9%. Nessa simulação, brancos e nulos representam 5%, enquanto 4% não responderam. A chapa de Haddad tem as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) como pré-candidatas ao Senado. A vice do petista não foi definida ainda, mas a sigla pessebista estaria sendo cotada para a vaga e o nome mais ventilado seria o do ex-ministro Márcio França.

 

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores entre os dias 13 e 15 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-09734/2026. Haddad diz que disputa pelo Governo de SP pode se decidir no primeiro turno por falta de terceira via forte Em entrevista à Jovem Pan News, o pré-candidato Fernando Haddad avaliou que as recentes desistências e acomodações no cenário eleitoral paulista, somadas à ausência de uma… pic.twitter.com/zi2CfH40Ay
 

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