A Operação Red Fox, da Polícia Federal, revelou um esquema internacional de fornecimento de armas e movimentação financeira ligado à facção criminosa Comando Vermelho.
Principais pontos da operação
- A PF cumpriu 13 mandados de prisão e obteve autorização judicial para bloquear cerca de R$ 500 milhões em bens e ativos.
- O principal alvo preso foi Arnaldo Ribeiro, apontado como fornecedor de armas para o Comando Vermelho.
- Arnaldo e sua esposa, Denise Mendonça, foram localizados em uma mansão em Paramaribo, presos pelas autoridades locais e posteriormente entregues à PF ao chegarem a Belém.
- Segundo as investigações, o casal teria movimentado aproximadamente R$ 150 milhões.
Ligação com o Comando Vermelho
As investigações apontam que Arnaldo negociava diretamente com Edgard Alves Andrade, conhecido como Doca, considerado um dos principais líderes da facção e atualmente foragido.
Entre os elementos reunidos pela PF:
- Negociação para a compra de 10 fuzis AK-47 destinados ao Comando Vermelho.
- Pagamentos realizados de forma fracionada para dificultar o rastreamento dos recursos.
- Uso de contas bancárias, empresas de fachada e operadores financeiros para movimentar dinheiro da organização.
Outros presos
Além de Arnaldo e Denise, a operação resultou na prisão de:
- Um operador financeiro no Rio de Janeiro, suspeito de lavar dinheiro e efetuar pagamentos a fornecedores da facção.
- Um empresário em Tabatinga, acusado de utilizar sua empresa para movimentações financeiras relacionadas à logística de drogas e armas na região amazônica.
Foragidos
Entre os investigados que ainda não foram localizados estão:
- Edgard Alves Andrade;
- Rosemberg da Silva Medeiros Gomes;
- Silvio Andrade Costa.
De acordo com a PF e o Ministério Público Federal, o esquema utilizava uma complexa rede financeira para ocultar a origem dos recursos e viabilizar a compra de armamentos destinados à facção criminosa.
