Player
 

 

No ar: ...

...

Tarcísio pede desculpas por celulares roubados. Quando vai fazer o mesmo pelo recorde de feminicídios?

Publicada em: 19/06/2026 06:24 -

 

Tarcísio de Freitas. Ele mistura fatos, interpretações e juízos de valor para sustentar a tese de que a recente manifestação do governador sobre roubos de celulares teria motivação eleitoral, e não uma mudança genuína de postura.

Alguns pontos centrais do argumento:

  • O autor afirma que o pedido de desculpas de Tarcísio aos cidadãos vítimas de roubos de celulares ocorreu apenas porque pesquisas eleitorais teriam detectado desgaste na área de segurança pública.
  • Sustenta que o governo tenta lidar com a percepção de insegurança, especialmente diante do impacto político dos roubos e furtos de celulares.
  • Relaciona o aumento dos feminicídios em São Paulo à gestão estadual, argumentando que o crescimento dos índices seria consequência de políticas adotadas pelo governo.
  • Critica a escolha de secretárias para a pasta da Mulher, alegando falta de histórico de atuação em defesa dos direitos das mulheres.
  • Conclui cobrando ações mais efetivas contra a violência de gênero e questionando quando o governador pedirá desculpas às mulheres.

Ao avaliar o texto, é importante separar:

Fatos verificáveis

  • Se houve ou não o pedido público de desculpas do governador.
  • Os números de feminicídios em São Paulo e em outros estados.
  • As nomeações para a Secretaria da Mulher.
  • Os indicadores oficiais de criminalidade.

Interpretações e opiniões

  • A afirmação de que Tarcísio só mudou de postura por causa da campanha eleitoral.
  • A caracterização de sua personalidade como “arrogante” ou “agressiva”.
  • A conclusão de que o aumento dos feminicídios seria diretamente resultado de uma política deliberada do governo.
  • A avaliação das secretárias como “inoperantes”.

Essas últimas afirmações representam opiniões do autor e exigiriam evidências adicionais para serem tratadas como conclusões factuais.

Em resumo, trata-se de um texto opinativo que utiliza dados de segurança pública e violência contra a mulher para construir uma crítica política à gestão de Tarcísio de Freitas. Para avaliar a solidez dos argumentos, é recomendável verificar separadamente os dados estatísticos e as relações de causa e efeito sugeridas pelo autor.

Depois de três anos e meio à frente do governo do estado de São Paulo parece que só agora o governador Tarcísio de Freitas acordou para o estado de insegurança pública que aterroriza os paulistas. Deve ter sido uma descoberta apontada em pesquisas qualitativas de sua campanha à reeleição, mostrando o crescimento de eleitores de Tarcísio debandando ou começando a “fraquejar” (para usar linguagem do ídolo do governador, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão). Tarcísio é antipático, arrogante, quando contrariado reage de modo agressivo, exatamente o oposto do Tarcísio que apareceu agora, humilde, para pedir desculpas aos paulistas pelos roubos de celulares, confessando a incompetência de seu governo. “A gente pede desculpas ao cidadão que passa por isso, que tem um celular roubado. A dor e trauma de um assalto, muitas vezes à mão armada. Muitas vezes deixa um trauma. O Estado tem que garantir a segurança e, quando não garante, está falhando”, declarou. “Não vamos nos esconder atrás dos indicadores. Eles estão caindo muito, mas enquanto tiver o cidadão sendo roubado e tendo o celular subtraído, nós não vamos descansar. A gente sabe que é o crime que aborrece e que derruba a sensação de segurança. E o cidadão tem direito de ficar em paz”, disse o governador.

“Derruba a sensação de segurança”, esse é o medo real da campanha do governador e que o moveu ao gesto de desculpas públicas, algo que ele não se dignou a fazer, por exemplo, quando apoiou as tarifas de Trump contra o Brasil e sugeriu até que deveríamos ceder “alguma coisa” ao presidente dos Estados Unidos para agradá-lo, num viralatismo vergonhoso. No entanto, Tarcísio não se dignou a uma palavra de conforto ou esperança a mais de metade do povo paulista: as mulheres. Seu governo é o recordista nacional do país que bate recordes seguidos de feminicídio. No último ano, São Paulo teve quase o dobro do número de feminicídios do estado segundo colocado, Minas Gerais: 266 a 139. E isso não é obra do acaso: desde que Tarcísio assumiu o governo o índice de feminicídios aumenta ano ano numa proporção de 10%. Logo, não é acaso, é política de governo. Reprodução Primeiramente, ao nomear para a Secretaria da Mulher uma vereadora que se declara abertamente antifeminista e que jamais teve qualquer projeto em defesa da mulher em seu mandato. Que foi substituída por uma Bolsonaro, distante, mas parente, e inoperante como a antecessora, fazendo jus ao sobrenome. Quando Tarcísio vai pedir desculpas as mulheres e, mais importante, mudar sua política de segurança para protegê-las? Nem que seja apenas por hipocrisia e amor à reeleição, já que as mulheres são maioria do eleitorado e as pesquisas mostram que estão reprovando seu governo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Compartilhe:
COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Carregando...