conteúdo divulgado oficialmente pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O relatório publicado em 1º de junho lista uma série de justificativas técnicas e comerciais para a proposta de tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras e, de fato, não menciona nominalmente a família Bolsonaro como participante da investigação ou da formulação das medidas.
Segundo o USTR, os principais pontos levantados contra o Brasil são:
- comércio digital e serviços de pagamento eletrônico (incluindo críticas a decisões judiciais envolvendo plataformas digitais e ao ambiente regulatório de pagamentos);
- tarifas preferenciais concedidas a países como Índia e México;
- combate à corrupção;
- proteção à propriedade intelectual e demora na análise de patentes;
- acesso ao mercado de etanol;
- fiscalização do desmatamento ilegal.
O órgão norte-americano afirma que essas práticas seriam "irracionais" ou prejudicariam o comércio dos EUA, justificando a utilização da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O processo prevê consulta pública, audiência em julho e prazo legal até 15 de julho para eventual adoção das tarifas.
No entanto, a ausência de menção à família Bolsonaro no relatório não permite, por si só, provar ou descartar influência política nos bastidores. O documento do USTR tem natureza técnica e jurídica, voltada a fundamentar a investigação comercial. Ele apenas demonstra que a justificativa oficial apresentada pelo governo dos EUA está baseada nos temas comerciais e regulatórios listados no relatório.
Também é importante observar que autoridades brasileiras e integrantes do governo Lula têm sustentado publicamente que existem motivações políticas por trás da medida, enquanto o USTR afirma que a decisão decorre das conclusões da investigação comercial iniciada em julho de 2025. Essas são interpretações distintas sobre as razões da iniciativa.
Em resumo: o relatório oficial do USTR não cita Flávio Bolsonaro nem Eduardo Bolsonaro e fundamenta a proposta de tarifa em questões comerciais, regulatórias, ambientais e de propriedade intelectual. Isso confirma que a justificativa formal dos EUA não está baseada em alegações envolvendo a família Bolsonaro.
Novo relatório dos EUA, deixa claro que família Bolsonaro não teve influência nas novas tarifas impostas ao Brasil Um relatório do Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR), publicado na última segunda-feira (1º), colocou em xeque a narrativa do governo Lula de que a nova tarifa de 25% anunciada pelo governo Trump teria sido articulada politicamente com o senador Flávio Bolsonaro e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. ++Mulher cai no vão entre trem e plataforma na Estação Jurubatuba-Senac da Linha 9-Esmeralda O documento oficial não faz qualquer menção à família Bolsonaro e apresenta uma análise técnica das medidas brasileiras que motivaram a investigação comercial. O relatório detalha oito frentes de acusações técnicas, das quais seis envolvem direta ou indiretamente decisões do Judiciário brasileiro, especialmente do Supremo Tribunal Federal (STF), em temas ligados a regulação digital, comércio e propriedade intelectual. Entre os pontos citados está o Pix. O USTR argumenta que o fato de o Banco Central atuar simultaneamente como regulador do sistema financeiro e operador da infraestrutura do sistema pode gerar, na avaliação norte-americana, uma vantagem competitiva considerada desleal frente a empresas privadas como Visa e Mastercard. O documento também menciona decisões judiciais brasileiras sobre remoção de conteúdos em plataformas digitais e suspensão de perfis de usuários, com referências a debates envolvendo ordens do STF no contexto da moderação de redes sociais. Na área anticorrupção, o relatório cita dados da OCDE de outubro de 2023, que apontam falhas na investigação de casos de suborno transnacional no Brasil. Também menciona como agravante decisão do ministro Dias Toffoli, de setembro de 2023, que anulou provas do acordo de leniência da Odebrecht e impactou processos ligados à Operação Lava Jato, descrita no documento como um dos maiores esquemas de corrupção transnacional já registrados. O USTR acrescenta ainda críticas sobre reciprocidade no mercado de etanol, demora de até 109 meses na análise de patentes biofarmacêuticas pelo INPI, acordos comerciais com Índia e México e fiscalização considerada insuficiente do desmatamento ilegal no Cadastro Ambiental Rural. ++Homem que se fingia de policial mata ex-companheira na Zona Sul de São Paulo No campo jurídico norte-americano, a Suprema Corte dos Estados Unidos limitou o uso de decretos unilaterais para imposição de tarifas com base em emergência nacional. Com isso, o governo passou a utilizar a Seção 301, mecanismo que exige investigação formal por país, com etapas técnicas e prazos definidos. A decisão final sobre a tarifa caberá ao ex-presidente Donald Trump, com prazo até 15 de julho.
