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Sergio Moro disse que Bolsonaro fez manobra para blindar Flávio no caso de corrupção das "rachadinhas"

Sergio Moro disse que Bolsonaro fez manobra para blindar Flávio no caso de corrupção das "rachadinhas"
  • O senador Sergio Moro lançou sua pré-candidatura ao governo do Paraná em evento ao lado de Flávio Bolsonaro.
  • A aliança chama atenção porque, em 2020, Moro afirmou que o então presidente Jair Bolsonaro não vetou trechos do chamado Pacote Anticrime, o que, segundo ele, teria beneficiado Flávio Bolsonaro em meio às investigações das “rachadinhas”.
  • Na época, Moro sustentou que mudanças relacionadas à prisão preventiva e à colaboração premiada foram mantidas apesar de recomendações de veto feitas pelo Ministério da Justiça.
  • O evento também marcou as pré-candidaturas de Deltan Dallagnol e Filipe Barros ao Senado.
  • A reportagem destaca que a aproximação política entre Moro e a família Bolsonaro ocorre após anos de divergências públicas.
  • O texto relembra ainda a crise de 2020 entre Moro e Bolsonaro, que culminou na saída do então ministro da Justiça e em acusações de interferência na Polícia Federal, especialmente em relação à superintendência do Rio de Janeiro.

 

Em síntese, a matéria enfatiza o contraste entre as críticas feitas por Moro à família Bolsonaro em 2020 e a atual aliança eleitoral construída para as eleições de 2026.

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro lançou sua pré-candidatura ao governo do Paraná pelo PL, nesta sexta-feira (29), em evento conjunto com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. A composição eleitoral em Curitiba ocorre seis anos após Moro declarar que o ex-presidente Jair Bolsonaro evitou vetar trechos do Pacote Anticrime para beneficiar o parlamentar fluminense. A declaração que relaciona o clã Bolsonaro à manipulação da legislação foi dada por Moro em maio de 2020, em entrevista à revista Crusoé, semanas após ele pedir demissão do governo federal. Na ocasião, o ex-juiz afirmou que sua equipe no Ministério da Justiça sugeriu vetos a alterações feitas pelo Congresso no projeto original, mas as recomendações não foram acatadas pelo Executivo. Moro especificou que as medidas não vetadas por Jair Bolsonaro limitavam a aplicação de prisão preventiva e regras para acordos de colaboração premiada. O então ex-ministro vinculou as sanções presidenciais ao andamento das investigações sobre o caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que tinham Flávio Bolsonaro como alvo principal. Na entrevista de 2020, Moro destacou o cronograma da sanção do projeto de lei. O texto foi sancionado como Lei 13.964/2019 em dezembro de 2019, período em que, segundo o ex-ministro, ocorreram operações de busca e apreensão direcionadas ao gabinete e a pessoas próximas ao senador. O acordo eleitoral para as eleições de 2026 O lançamento da pré-candidatura unificou os projetos políticos de Moro e Flávio Bolsonaro no Sul do país. A Fórum mostrou que Sergio Moro fechou acordo com Flávio Bolsonaro para disputar o governo do Paraná, estruturando o palanque estadual do PL para as eleições de 2026. O evento também formalizou as pré-candidaturas de Deltan Dallagnol e Filipe Barros ao Senado Federal pela mesma chapa. A aliança marca a reintegração de Moro à base de apoio direto da família Bolsonaro. O tema do controle sobre órgãos de investigação, no entanto, permanece presente na agenda pública da campanha. Recentemente, a Fórum mostrou que Moro evitou responder a questionamentos sobre Flávio Bolsonaro e um eventual controle da Polícia Federal, optando por direcionar críticas ao atual governo durante uma coletiva de imprensa. O histórico de denúncias na Polícia Federal A menção ao favorecimento de Flávio Bolsonaro no Pacote Anticrime ocorreu logo após a saída de Moro do Ministério da Justiça, motivada por acusações de interferência na Polícia Federal. Em 24 de abril de 2020, o Diário Oficial da União publicou a exoneração de Maurício Valeixo da diretoria-geral da corporação. Naquele dia, a Fórum registrou que Bolsonaro exonerou Valeixo e abriu a crise com Sergio Moro, o que resultou no pedido de demissão imediato do ministro. Durante seu pronunciamento de saída, documentado pela Câmara dos Deputados, Moro declarou que Bolsonaro exigia acesso direto a relatórios de inteligência e contato pessoal com o comando da PF. As investigações posteriores detalharam o foco dessa exigência. A Fórum publicou trechos do depoimento onde Moro afirma que Bolsonaro pediu a troca do comando apenas na superintendência da PF no Rio de Janeiro, base eleitoral de Flávio Bolsonaro e epicentro das investigações contra o senador na época.

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