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Após contradizer Flávio Bolsonaro, Frias dá nova versão sobre repasses de Vorcaro

Após contradizer Flávio Bolsonaro, Frias dá nova versão sobre repasses de Vorcaro

O caso envolvendo o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou novos desdobramentos após mudanças na versão apresentada pelo deputado federal Mário Frias sobre a origem dos recursos do projeto.

Inicialmente, Frias e a produtora GOUP Entertainment afirmaram que não existia “qualquer centavo” ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do longa. A declaração ocorreu depois de reportagem do site Intercept Brasil apontar que o senador Flávio Bolsonaro teria buscado US$ 24 milhões junto ao empresário para viabilizar a produção.

Posteriormente, Frias alterou a explicação e afirmou que sua fala se referia ao fato de Vorcaro e o Banco Master não figurarem formalmente como signatários do investimento. Segundo ele, o vínculo jurídico teria sido firmado com a empresa Entre, descrita como uma pessoa jurídica distinta.

A mudança ocorreu após informações apontarem que a Entre Investimentos e Participações teria transferido ao menos US$ 2 milhões ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. O fundo teria como representante legal o escritório do advogado Paulo Calixto, associado ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.

Além disso, investigações mencionadas no caso indicam que a Polícia Federal avalia suspeitas de que Vorcaro atuaria como uma espécie de “dono oculto” da Entrepay, empresa liquidada pelo Banco Central em março. O Grupo Entre nega qualquer vínculo societário, de controle ou governança com o banqueiro.

As mensagens reveladas pela reportagem também mostrariam conversas entre Vorcaro e o empresário Fabiano Zettel, nas quais o banqueiro teria sugerido pagamentos “via entre”. Há ainda referência a um pagamento de R$ 2,329 milhões do Banco Master à Entre Investimentos, conforme declarações de Imposto de Renda da instituição financeira.

 

Por sua vez, Flávio Bolsonaro confirmou ter buscado financiamento privado para o filme, ressaltando que o projeto não utilizaria dinheiro público nem recursos da Lei Rouanet. A GOUP Entertainment também sustentou que o longa foi estruturado exclusivamente com capital privado e que conversas com empresários não significariam necessariamente aporte efetivo de recursos.

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) apresentou nesta quinta-feira (14) uma nova versão sobre a origem dos recursos utilizados no financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Na quarta-feira (13), após reportagem do site Intercept Brasil revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado US$ 24 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o longa-metragem, Frias e a produtora GOUP Entertainment divulgaram notas afirmando que não havia "qualquer centavo" de Vorcaro no projeto. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o parlamentar alterou a explicação. Em nova nota, afirmou que não existiria contradição entre as versões apresentadas porque o vínculo jurídico do filme teria sido firmado com a empresa Entre. "Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", declarou Frias. A mudança ocorreu após a divulgação de informações apontando que a Entre Investimentos e Participações teria transferido ao menos US$ 2 milhões para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. O fundo tem como representante legal o escritório do advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Investigação sobre a Entre A Polícia Federal avalia que Daniel Vorcaro atuaria como uma espécie de "dono oculto" da Entrepay, empresa liquidada pelo Banco Central em março deste ano. O diretor da instituição, Antônio Carlos Freixo Júnior, teve indisponibilidade de bens decretada e é apontado nos bastidores como operador ligado ao conglomerado empresarial associado ao banqueiro. O Grupo Entre declarou ao Intercept Brasil que "não existe vínculo societário, de controle ou de governança da empresa com Daniel Vorcaro". As mensagens divulgadas também mostram conversas entre Vorcaro e Fabiano Zettel. Em um dos diálogos, o banqueiro sugere realizar pagamentos "via entre", em aparente referência à Entre Investimentos e Participações. O Banco Master também realizou pagamento de R$ 2,329 milhões à Entre Investimentos, conforme declarações de Imposto de Renda da instituição financeira. Notas e versões divergentes Na primeira manifestação pública, Mário Frias havia afirmado que "não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse". O deputado também sustentou que o projeto foi financiado exclusivamente com capital privado e sem recursos públicos. Já o senador Flávio Bolsonaro confirmou ter buscado financiamento privado para o longa-metragem. Em nota, declarou: "No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet". A GOUP Entertainment também divulgou nota afirmando que "não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário". A produtora acrescentou que o projeto foi estruturado "sem utilização de recursos públicos" e afirmou que conversas com empresários não configurariam necessariamente investimento efetivo

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