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Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Díaz-Canel reage duramente

Publicada em: 12/01/2026 10:37 -

🧨 Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump

  • Trump publicou em sua rede Truth Social que Cuba deixará de receber petróleo e dinheiro da Venezuela — “zerado” — após a recente captura do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA. Ele afirmou que Cuba havia “vivido por muitos anos” do apoio energético e financeiro venezuelano em troca de “serviços de segurança”, e que isso acabou.

  • Trump insistiu que Cuba deve fazer um acordo com os EUA “antes que seja tarde demais”, sem detalhar quais seriam os termos desse possível acordo.

  • Esta mensagem faz parte de uma postura mais ampla de pressão política e econômica sobre regimes aliados ao antigo governo de Maduro.

🇨🇺 Resposta firme de Havana

  • O presidente Miguel Díaz-Canel respondeu rejeitando as declarações de Trump: afirmou que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana” e que ninguém dirá ao país como agir.

  • Díaz-Canel enfatizou que Cuba não ameaça outras nações e que, na sua visão, o país tem sido alvo de agressões dos EUA por mais de seis décadas.

  • Ele também disse que Cuba está preparada para defender sua soberania “até a última gota de sangue” e criticou a moralidade dos EUA ao apontar problemas cubanos.

📌 Contexto geopolítico

  • A tensão ocorre em meio à instabilidade regional após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e a deposição de Nicolás Maduro, que era um dos principais aliados de Cuba na região.

  • A interrupção das exportações de petróleo venezuelano — que representavam uma parte significativa do fornecimento energético de Cuba — intensifica a crise econômica na ilha e acirra as preocupações sobre escassez de energia e bens básicos.

  • Além disso, órgãos governamentais venezuelanos reafirmaram que pretendem manter relações tradicionais com Cuba e defender princípios de autodeterminação e soberania, em meio à disputa com Washington.

🧠 O que está em jogo

 

  • Diplomacia regional: O episódio marca um dos maiores pontos de desacordo entre EUA e Cuba em décadas, com retórica agressiva de ambos os lados e risco de escalada.

  • Energia e economia: A possível falta de petróleo venezuelano pode agravar ainda mais a já frágil situação econômica de Cuba, que enfrenta escassez de energia e déficits em produtos essenciais. 

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