🫀 Principais mudanças nas metas de colesterol LDL (o “colesterol ruim”)
Segundo as diretrizes publicadas em setembro de 2025:
1. Valores de LDL-C foram tornados mais rigorosos em todas as categorias de risco cardiovascular: Correio Braziliense+1
| Categoria de risco | Meta de LDL-C (mg/dL) |
|---|---|
| Baixo risco | < 115 mg/dL (anteriormente era < 130) Correio Braziliense |
| Risco intermediário | < 100 mg/dL Correio Braziliense |
| Alto risco | < 70 mg/dL Correio Braziliense |
| Muito alto risco | < 50 mg/dL Correio Braziliense |
| Risco extremo (novo!) | < 40 mg/dL Correio Braziliense |
👉 Risco extremo é uma categoria inédita criada pela diretriz para pacientes que já tiveram múltiplos eventos cardiovasculares (como infarto ou AVC). Correio Braziliense
📊 Outras atualizações importantes
🔍 Novos marcadores de risco:
Além de LDL, a diretriz agora enfatiza a avaliação também de:
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Colesterol não-HDL
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Apolipoproteína B (ApoB)
-
Lipoproteína(a) Lp(a)
Esses marcadores ajudam a identificar melhor o risco cardiovascular e definir metas de tratamento. Correio Braziliense
📈 Escore de risco mais preciso:
Foi recomendada a utilização de escores como o PREVENT (semelhante ao da American Heart Association) para estimar o risco de eventos cardiovasculares em 10 anos com mais precisão. Correio Braziliense
📌 Recomendações de tratamento:
Para alcançar essas metas mais estritas, a diretriz reforça:
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Uso de estatinas otimizadas
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Combinações com ezetimiba
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Em casos de risco muito alto ou extremo, considerar inibidores de PCSK9 quando necessário
Essas abordagens visam reduzir ainda mais os níveis de LDL e prevenir novos eventos cardiovasculares. Correio Braziliense
🧠 Por que essas mudanças?
As metas mais rígidas refletem a evidência científica de que “quanto mais baixo o LDL, menor o risco de eventos cardiovasculares”, especialmente em pessoas com maior risco ou histórico de doenças cardíacas. pncq.org.br
