O jurista Pedro Serrano defendeu que o caso envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, revelado em reportagem da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, seja analisado com cautela, sem conclusões precipitadas.
A matéria informa que Moraes teria mantido ao menos cinco contatos — entre telefonemas e um encontro presencial — com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de temas relacionados ao contrato firmado entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado à sua família.
Segundo a reportagem, esses contatos teriam ocorrido em diferentes momentos, inclusive por meio de reunião presencial, embora o Banco Master não esteja sob a jurisdição ou regulação do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com O Globo, os diálogos envolveriam interesses privados ligados ao setor financeiro, o que levantou questionamentos políticos e jurídicos sobre a natureza das conversas e os limites institucionais da atuação de autoridades públicas.
Em publicação na plataforma X (antigo Twitter), Serrano pediu moderação diante da repercussão do caso. Sem alterar suas palavras originais, o jurista escreveu:
“O caso do Ministro Alexandre tem de ser visto com calma. Sem condenações a priori. Esse lance de fontes sigilosas que causam notícias que destroem e vendem muito já vivi; em geral há imensa fraude do real. Galípolo negou que tenha tratado de algo relativo ao Banco Master com o [ministro].”
Para Serrano, situações baseadas em vazamentos ou em informações obtidas por meio de fontes sigilosas exigem prudência redobrada, pois podem distorcer os fatos ou induzir a interpretações equivocadas.
A manifestação repercutiu entre juristas, parlamentares e analistas políticos, ampliando o debate sobre transparência, responsabilidade institucional e a necessidade de rigor na apuração de informações sensíveis envolvendo autoridades públicas.
