O que aconteceu
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A Polícia Federal deflagrou a operação “Galho Fraco”, que investiga desvio de recursos públicos da cota parlamentar.
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O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) foi um dos alvos.
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Durante buscas, a PF encontrou mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo na residência do parlamentar.
Declarações de bens x dinheiro encontrado
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Em 2022, Sóstenes declarou ao DivulgaCand apenas R$ 4.926,76, todos em depósitos bancários.
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Em nenhuma das três eleições (2014, 2018 e 2022) ele declarou possuir imóveis.
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Apesar disso, afirmou que os R$ 400 mil em espécie seriam fruto da venda de um imóvel, recebido em dinheiro — versão que não encontra respaldo nas declarações oficiais.
Evolução patrimonial declarada
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2014: um carro de R$ 67.500
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2018: um veículo de R$ 122 mil + R$ 12.689,48 em contas bancárias
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2022: apenas R$ 4.926,76 em depósitos
➡️ Total declarado nas três eleições: R$ 207.116,24
Núcleo da investigação
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A PF apura o uso de assessores parlamentares para desviar recursos da cota parlamentar.
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Os valores teriam sido direcionados a uma empresa de fachada, a Harue Locação de Veículos Ltda ME.
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Assessores investigados movimentaram milhões de reais sem origem ou destino identificados:
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Adailton Oliveira: cerca de R$ 11,4 milhões
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Itamar de Souza Santana: cerca de R$ 5,9 milhões
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Decisões judiciais
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O ministro Flávio Dino (STF) determinou a quebra do sigilo bancário de Sóstenes Cavalcante e do deputado Carlos Jordy (PL-RJ).
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A operação só foi autorizada agora após novas provas, incluindo mensagens de celular e depoimentos colhidos ao longo de um ano.
Situação atual
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Sóstenes ainda não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo da investigação.
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A esposa de Carlos Jordy divulgou vídeo negando as acusações.
