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Haddad diz que só recebeu 'radiografia' correta dos Correios com a troca da diretoria, em setembro

Publicada em: 19/12/2025 06:19 -

Haddad diz que gravidade da crise dos Correios só ficou clara após troca de diretoria; Tesouro aprova crédito de R$ 12 bilhões

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (18) que o diagnóstico completo da crise financeira dos Correios só foi possível após a troca da diretoria da estatal, ocorrida em setembro. Segundo ele, os primeiros alertas surgiram em julho, mas a real dimensão do problema ficou evidente com a posse do novo presidente, Emmanoel Rondon, especialmente após o pedido inicial de empréstimo de R$ 20 bilhões.

Apesar da avaliação de Haddad de que a decisão sobre o aval ao crédito sairia até sexta-feira, o Tesouro Nacional aprovou ainda nesta quinta uma operação de crédito de R$ 12 bilhões envolvendo cinco bancos. Com o aval do Tesouro, os Correios terão acesso a juros mais baixos para renegociar dívidas e viabilizar um plano de recuperação financeira.

O ministro destacou que a proposta inicial apresentada pelos bancos, com juros equivalentes a 136% do CDI, foi considerada excessiva. Diante disso, chegou-se a avaliar a possibilidade de um aporte direto na estatal. Segundo Haddad, o objetivo do financiamento não é adiar a crise, mas criar condições para solucioná-la, inclusive permitindo que a empresa busque parcerias estratégicas com outras instituições, como a Caixa Econômica Federal, aproveitando sua ampla capilaridade no país.

 

Haddad também informou que o Ministério da Fazenda está elaborando uma “linha do tempo” para analisar os fatores que levaram à atual situação dos Correios. De acordo com ele, a liberação de grandes volumes de crédito precisa estar vinculada a um acompanhamento rigoroso do processo de reestruturação, para garantir que as medidas adotadas resultem em uma recuperação sustentável da estatal.

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