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Governadores pedem a Hugo Motta adiamento de votação do projeto Antifacção

Publicada em: 14/11/2025 05:41 -

Os governadores decidiram agir para frear o ritmo acelerado do projeto conhecido como Antifacção, que estava previsto para votação nesta quarta-feira (12). Em uma coletiva de imprensa em Brasília, Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, defendeu que o tema exige reflexão e diálogo antes de ser levado ao plenário. Ao lado de Ronaldo Caiado (Goiás), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Celina Leão (vice-governadora do Distrito Federal), Castro pediu 30 dias de prazo para ajustes no texto. O pedido foi encaminhado diretamente ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsável por definir o andamento da pauta. — “Teve um grande pedido que esses projetos não sejam votados de maneira tão rápida. Não nos interessa em nada aprovar uma proposta que vai ficar parada no Senado ou ser considerada inconstitucional” — afirmou Castro, defendendo uma tramitação mais prudente. Apoio por mais debate e consenso O governador Jorginho Mello destacou que a intenção é votar a proposta ainda antes do recesso parlamentar, mas admitiu que o texto precisa de mais diálogo entre os estados e o Congresso. Segundo os governadores, Hugo Motta se comprometeu a levar o pedido de adiamento aos líderes partidários e ao relator do projeto, deputado Guilherme Derrite (PP-SP). A vice-governadora Celina Leão também reforçou a importância de um debate coletivo, propondo um “grande pacto nacional” para alcançar um consenso sobre o tema. Já Caiado defendeu mais tempo para construir um texto “mais robusto e constitucionalmente seguro”. A queixa de Cláudio Castro sobre Lula após megaoperação no Rio, Após dias de tensão e trocas públicas de farpas, o governador Cláudio Castro (PL) voltou a demonstrar insatisfação com o governo federal. Mesmo depois de uma reunião considerada um “armistício” com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o chefe do Executivo fluminense ainda reclama de não ter recebido sequer uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a megaoperação no Rio, que deixou 121 mortos, de acordo com informações da coluna da Malu Gaspar para ‘O Globo’. Queixas e falta de contato com o Planalto Segundo interlocutores de Castro, o governador tenta há meses um encontro com Lula, sem sucesso. Apesar de o presidente ter enviado Lewandowski e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para oferecer apoio, Castro esperava um gesto mais pessoal. Durante a coletiva na terça-feira da operação, ele declarou: “Já entendemos haver a política de não ceder [blindados militares]. Falaram que tem que ter uma GLO… enquanto o presidente já falou que é contra a GLO”. Ainda assim, o governador reforçou: “A gente não vai ficar chorando pelos cantos, vamos ficar trabalhando”. Tensão política e busca por conciliação Após as declarações, Castro ligou para Gleisi Hoffmann tentando amenizar o clima, alegando que não quis criticar Lula. Mesmo assim, Gleisi reagiu: “Eles deveriam ter solicitado para que o governo federal participasse do planejamento… O governo federal vai servir só para oferecer armas?”. Reforço na segurança e silêncio presidencial Em resposta à crise, Lewandowski e Castro anunciaram a criação de um escritório conjunto de combate ao crime e o reforço de agentes federais no estado. Ainda assim, o silêncio de Lula incomodou. Nas redes sociais, o presidente apenas comentou: “Matar 120 pessoas não adianta nada no combate ao crime… Combate ao crime precisa de mais inteligência e menos sangue.” Clima tenso marca reunião entre Alexandre de Moraes e Governador do Rio sobre megaoperação A reunião entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta terça-feira (3), foi marcada por tensão e rigor na seleção dos participantes. Segundo relatos, 

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