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Procedentes de vários estados, famílias de mortos em operação pedem dignidade na liberação de corpos: 'Não somos hipócritas'

Publicada em: 01/11/2025 07:31 -

Doméstica do Belém do Pará viajou 3 mil km, com auxílio de vaquinha de amigos e parentes, para tentar retirar o corpo de filho.  Várias dessas famílias, que lamentam e não negam o envolvimento dos parentes com o crime.

Debaixo de chuva, dezenas de famílias de mortos da operação das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, na última terça-feira (28), aguardavam a liberação dos corpos do Instituto Médico Legal do Rio nos últimos dois dias. Muitas dessas pessoas vieram de estados como Pará, Amazonas e Goiás. Ao todo, 89 corpos tinham sido liberados para as famílias nesta sexta.

Eles se queixam da demora e da burocracia e pedem dignidade no processo de reconhecer e retirar os corpos. O g1 conversou com várias dessas famílias, que lamentam e não negam o envolvimento dos parentes com o crime.

 

É o caso da doméstica Adriana de Fátima, que é de Belém (PA), a mais de 3 mil quilômetros do Rio. Ela diz que veio à capital fluminense, após uma vaquinha de parentes e amigos, para reconhecer o corpo do filho, Robson Monteiro da Silva, de 27 anos. Ele estava no Rio há 3 anos.

“Era o meu filho. Eu soube [da morte dele] pelas redes sociais. Eu estava trabalhando e fiquei acompanhando. Fiquei acompanhando e, infelizmente, veio essa triste notícia. Eu sei que toda ação tem uma reação. Mas, deixar os corpos desse jeito? Olha as nossas condições. Não estamos tendo suporte das autoridades”, desabafou.

Adriana de Fátima — Foto: Rafael Nascimento/g1
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