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CONHEÇENDO A 1º CAPITAL MAIS POPULOSA DO NORTE MANAUS

Publicada em: 12/10/2025 10:14 -

   

]  Manaus é a capital do estado do Amazonas e a cidade mais populosa do Norte do Brasil com 2,3 milhões de habitantes. Localizada no centro da maior floresta tropical do mundo, é a cidade mais influente da Amazônia Ocidental,região onde exerce um impacto significativo sobre o comércioeducaçãofinançasindústriamídiapesquisaspoder militartecnologia e entretenimento, recebendo a classificação de metrópole regional, por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Manaus abriga a sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), sendo o mais importante centro para estudos científicos do bioma amazônico e para assuntos internacionais de sustentabilidade. Principal destino turístico da Amazônia, Manaus está localizada mais precisamente na confluência dos rios Negro e Solimõese tem como seu maior símbolo cultural o Teatro Amazonas, tombado como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN.

Originada a partir do Forte do Rio Negro no século XVII, em seus mais de 350 anos de história, Manaus viveu momentos de plenitude como o ciclo da borracha e o intenso processo de industrialização a partir da década de 1970. Recebeu o epíteto de Paris dos Trópicos, devido ao luxo de sua arquitetura europeia, atraindo investimentos estrangeiros e imigrantes de todas as partes do mundo. Em função de sua classificação como metrópole regional, a cidade exerce significativa influência no Norte do Brasil, seja no ponto de vista ambiental, cultural ou econômico.[ Conta com importantes monumentosmuseusparquesinstitutos de pesquisas e teatros, como o Teatro Amazonas, o Monumento à Abertura dos Portos, o Centro de Biotecnologia da Amazônia, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico, o Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, o Parque Municipal do Mindu, o Jardim Botânico de Manaus, a Praia da Ponta Negra e eventos de grande repercussão, como o desfile das escolas de samba do Grupo Especial de Manaus no Sambódromo  e o Festival Amazonas de Ópera, no Teatro Amazonas.

Considerada a Metrópole da Amazônia e Capital da Amazônia, Manaus é a sétima cidade mais populosa do Brasil e a sexta maior mancha urbana do país. Sua região metropolitana, com mais de 2,8 milhões de habitantes, é a 11.ª mais populosa do país. A cidade possui um forte caráter cosmopolita, atraindo imigrantes e turistas de diversas nacionalidades. Em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Manaus era considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cujo valor, de 0,737, era o 4.º maior dentre as capitais da Região Norte. Considerando apenas a longevidade o índice é de 0,826, o índice de renda é de 0,738 e o de educação de 0,658. Segundo um estudo realizado pela revista inglesa The Economist em 2024, Manaus é uma das cidades mais agradáveis para se viver na América Latina. Entre os aspectos avaliados estão estabilidade política, diversidade cultural, educação, sistemas de saúde e infraestrutura. Entretanto, a cidade enfrenta alguns problemas ambientais e desigualdades sociais, tais como 53,9% de sua população vivendo em comunidades urbanas e favelas,[34] apenas 38% da cidade possui rede de esgotamento sanitário, além de ter apenas 44,8% de sua área urbana arborizada, segundo o Censo de 2022 do IBGE.

O município possui o quinto maior PIB do Brasil, representando, isoladamente, 1,15% de todo o PIB nacional em 2021. Manaus ficou na terceira colocação na categoria "empreendedorismo" do Ranking Connected Smart Cities de 2021 e na 31.ª entre as Cidades Empreendedoras, do Índice de Cidades Empreendedoras (2022). A capital amazonense desempenha um forte papel centralizador em seu estado e região: abriga sedes de órgãos e instituições como a Suframa, o Comando Militar da Amazônia, o Cindacta IV, o TRT11, a Atem Distribuidora, a Petróleo Sabbá, Rede Amazônica,dentre muitas outras, e o maior número de consulados estrangeiros da Região Norte, sediando Consulados-Gerais de países como Japão e Coreia do Sul.[42] A capital amazonense foi sede do Campeonato Ibero-Americano de Atletismo em 1990, foi sede da CONMEBOL Copa de Ouro Nicolás Leoz de 1996,[44] foi uma das doze cidades-sede da Copa do Mundo FIFA de 2014, uma das cinco cidades-sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e sede da Copa Libertadores Feminina de 2018.

Etimologia

A origem do nome da cidade provém da tribo dos manáos, habitante da região dos rios Negro e Solimões. Na grafia antiga preservava o "O" e acentuava a vogal precedente: "Manáos". Na língua indígena, Manaus é a variação de Manáos, que significa Mãe dos Deuses. No século XIX a cidade chamava-se Barra do Rio Negro.

Ainda no passado, a palavra Manau era atribuída a uma das muitas tribos que habitaram o rio Negro. Os etnólogos afirmam que os índios manaós são de origem aruaque. Outras formas de se escrever o nome da cidade também foram utilizadas. Em 1862, na edição da tipografia escrita por Francisco José da Silva Ramos, o nome da cidade aparece com a grafia Manáus (acentuando a letra A e substituindo a letra O por U).

Porém, na última página da tipografia, está grafado Manáos, nome comumente usado pelos habitantes da cidade e historiadores. Em uma manchete denominada Notizie Interessanti sulla Província delle Amazzoni – nel nord Del Brasile ("Notícias interessantes sobre a Província das Amazonas - no norte do Brasil"), editada em Roma, em 1882, o nome da cidade está grafado Manáos repetidas vezes. A cidade recebeu, em 1856, finalmente, o nome de Manáos, em homenagem à nação indígena dos manáos (Mãe dos Deuses), o mais importante grupo étnico habitante da região, reconhecido historicamente pela sua coragem e valentia. Por decreto estadual de 17 de março de 1937, ficou estabelecida a grafia Manaus, utilizada até os dias atuais.

História

Busto de Francisco de Orellana, o espanhol que navegou pelo rio Amazonas em 1542.
Prospecto da Fortaleza do Rio Negro, desenhado pelo engenheiro alemão Schwebel, em 7 de dezembro de 1754.

Primeiros povos e colonização europeia

A região de Manaus, antes da chegada dos colonizadores, era habitada pelos povos nativos, com destaque aos manaós e aos barés. Em 3 de junho de 1542, a expedição do espanhol Francisco de Orellana descobriu e pôs o nome no rio Negro.

Fundação

A cidade tem sua origem na construção de uma fortificação portuguesa ocorrida, possivelmente, em 1669. Data que foi convencionada a usar como a fundação de Manaus. Alguns autores, como Mário Ypiranga Monteiro, afirmam que naquele ano o capitão Francisco da Mota Falcão foi enviado pela Coroa de Portugal ao rio Negro para erguer uma fortaleza, a fim de resguardar a entrada da Amazônia Ocidental das invasões estrangeiras, sobretudo de holandeses e espanhóis.

A construção da fortaleza foi iniciada por Mota Falcão e finalizada pelo seu filho, Manoel da Mota Siqueira. Possuía um formato quadrangular e foi construída em pedra e barro, sem conter um fosso. Surgiu, então, o Forte de São José da Barra do Rio Negro, que recebeu esse nome em invocação a JesusJosé e Maria, erguido na margem esquerda do rio Negro. A população cresceu tanto que, para ajudar no catecismo, em 1695 os missionários (carmelitasjesuítas e franciscanos) resolveram erguer uma capela próxima ao forte sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da cidade.

Guerra dos Manáos

Guerra dos Manáos foi um conflito entre a etnia dos manáos e os portugueses, entre 1723 e 1728. Os manáos negavam-se a ser dominados e servir de mão de obra escrava, entrando em conflito com os colonizadores. As lutas só cessaram com o extermínio deste povo. O líder mais notório dos manáos foi Ajuricaba, forte opositor da colonização portuguesa. Ajuricaba foi preso e estava sendo conduzido a Belém para julgamento, porém, mesmo acorrentado, lançou-se nas águas do Rio Amazonas e jamais foi encontrado. Orgulhoso, o líder dos manáos preferiu a morte à escravidão.

Capitania de São José do Rio Negro

A Carta Régia de 3 de março de 1755 criou a Capitania de São José do Rio Negro, com sede em Mariuá (atual Barcelos), mas o governador Lobo D'Almada, temendo invasões espanholas, passou a sede novamente para o Lugar da Barra em 1791, por se localizar na confluência dos rios Negro e Solimões, que era um ponto estratégico. No entanto, D. Francisco de Souza Coutinho, capitão-geral do Grão Pará, iniciou campanha contra a mudança e, em maio de 1799, a sede voltou a Barcelos.  Em outubro de 1807, o governador José Joaquim Victório da Costa deixou Barcelos e transferiu a administração definitivamente ao Lugar da Barra. A partir de 29 de março de 1808, o Lugar da Barra voltaria a ser sede da Capitania de São José do Rio Negro.

Através do decreto de 13 de novembro de 1832, o Lugar da Barra passou à categoria de vila, já com a denominação de Vila de Manaus, nome que manteria até o dia 24 de outubro de 1848, quando foi elevada à categoria de cidade. Com a Lei nº 145, da Assembleia Provincial Paraense, adquiriu o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. Em vista de a vila ter assumido foros de cidade, passou a ser chamada de Cidade de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro. A 5 de setembro de 1850, foi criada a Província do Amazonas pela Lei Imperial nº 1.592, tornando-se a Vila da Barra do Rio Negro. Seu primeiro presidente foi João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, nomeado em 27 de julho de 1851, que instalou oficialmente a nova unidade provincial a 1 de janeiro de 1852. Em 4 de setembro de 1856, pela Lei 68, já no decurso do segundo governo de Herculano Ferreira Pena, a Assembleia Provincial Amazonense deu-lhe o nome de Cidade de Manaus, em homenagem à nação indígena manáos.

Durante o período imperial, a Cabanagem foi um movimento político e um conflito social ocorrido entre 1835 e 1840 no Pará, envolvendo homens livres e pobres, sobretudo indígenas e mestiços que se insurgiram contra a elite política local e tomaram o poder. A entrada da Comarca do Alto Amazonas (hoje Manaus, a qual foi o berço do manifesto na Amazônia Ocidental) na Cabanagem foi fundamental para o nascimento do atual estado do Amazonas. Durante o período da revolução, os cabanos da Comarca do Alto Amazonas desbravaram todo o espaço do estado onde houvesse um povoado, para assim conseguir um número maior de adeptos ao movimento, ocorrendo com isso uma integração das populações circunvizinhas e formando assim o estado.

Período áureo da borracha

Teatro Amazonas em 1906, a expressão mais significativa da riqueza na cidade durante o ciclo da borracha.[19]
Manaus foi a terceira cidade brasileira a inaugurar o sistema de bondes elétricos, em 1899.[57] Na foto, linha de bonde na Avenida Eduardo Ribeiro, em 1909.

No Rio de Janeiro, a República Federativa do Brasil foi proclamada em 15 de novembro de 1889, extinguindo-se o Império. A província do Amazonas passou a ser o estado do Amazonas, tendo como capital a Cidade de Manáos.  A borrachamatéria-prima das indústrias mundiais, era cada vez mais requisitada, e o Amazonas, como um dos principais produtores mundiais, orientou sua economia para atender à crescente demanda. Intensificou-se o processo de migração para Manaus de brasileiros de outras regiões, sobretudo nordestinos. De acordo com o censo de 1872, 2 199 estrangeiros imigraram para o Amazonas, atraídos pela produção da borracha, sendo que a maioria destes passou a viver em Manaus. Os imigrantes eram, principalmente, portuguesesinglesesfrancesesitalianos e de outras regiões da América gerando um crescimento demográfico que obrigou a cidade a passar por mudanças significativas.

Naquela época, o Nordeste brasileiro foi atingido pela Grande Seca (1877-1878), que causou mais de um milhão de mortes, além de uma grande epidemia de cólera. Muitos nordestinos vieram para Manaus fugidos deste fenômeno, chegando ao local em grandes massas. Apesar do declínio da borracha no início do século XX, a cidade continuou a receber um notável número de imigrantes. O censo de 1920 registrou 9 963 habitantes estrangeiros no Amazonas, com a maior parte destes vivendo em Manaus. Japonesesturcos e alemães foram

registrados neste censo.

Em 1892, iniciou-se o governo de Eduardo Ribeiro, que teve um papel importante na transformação da cidade, através da elaboração e execução de um plano para coordenar o seu crescimento.Esse período (1890-1910) é conhecido como fase áurea da borracha.A cidade ganhou o serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, telefonia, energia elétrica (segunda rede elétrica do Brasil datada de 1895)  e água encanada, além de um porto flutuante, que passou a receber navios dos mais variados calados e de diversas bandeiras. A metrópole da borracha iniciou os anos de 1900 com uma população acima de 50 mil habitantes, com ruas retas e longas, calçadas com granito e pedras de lioz importadas de Portugal, praças e jardins bem cuidados, belas fontes e monumentos, um teatro suntuoso, hotéis, estabelecimentos bancários, palácios e todos os requintes de uma cidade moderna.

Em 1910, Manaus ainda vivia a euforia dos preços altos da borracha, quando foi surpreendida pela fortíssima concorrência da borracha natural plantada e extraída dos seringais da Ásia, que invadiu vertiginosamente os mercados internacionais. Era o fim do domínio da exportação do produto dos seringais naturais da Amazônia (quase que exclusivamente gerada no Amazonas), deflagrando o início de uma lenta agonia econômica para a região. O desempenho do comércio manauara tornou-se crítico e as importações de artigos de luxo e supérfluos caíram rapidamente. Manaus, abandonada por aqueles que podiam partir, passou por uma grande crise financeira. Os edifícios e os diferentes serviços públicos entraram em estado de abandono.

Industrialização e metropolização

Prédio histórico da Cervejaria Amazonense.
Duração: 10 minutos e 9 segundos.
Manaus, 1975. Arquivo Nacional.

Com a implantação da Zona Franca de Manaus em 1967, a cidade novamente ocupou lugar de destaque entre as principais do Brasil e da América Latina. Ao lado de Cuiabá, capital de Mato Grosso, é a capital que mais cresceu economicamente nos últimos quarenta anos, fato explicado principalmente pelo processo de industrialização em Manaus, que também atraiu milhares de migrantes que ocuparam de forma desordenada a periferia da cidade.

O governo militar no Brasil tinha como proposta ocupar uma região até então pouco povoada, com a justificativa de criar condições de rentabilidade econômica.[A grandíssima expansão urbana e demográfica de Manaus na década de 1970 trouxe consequências positivas e negativas para o município, que viu-se obrigado a abrigar cada vez mais migrantes vindos de vários estados brasileiros e do interior do estado, atraídos por uma melhor qualidade de vida.

Na década de 1970, com o boom da industrialização, a cidade foi dotada de uma ampla rede comercial, redes de comunicação e serviços que até os dias atuais atendem à toda Amazônia Ocidental. Em estudo de 1978, Manaus foi reconhecida como metrópole regional por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como medida para desvirtuar as grandes ocupações irregulares de lotes em Manaus, o governo passou a criar loteamentos de terra regulares voltados para os migrantes que chegavam à cidade. Bairros como Cidade Nova, São José Operário e Armando Mendes surgiram desta iniciativa. Neste período, acentuaram-se as degradações ambientais, principalmente nas zonas leste e norte, uma vez que essas regiões da cidade sofreram os maiores impactos ambientais, poluição de rios e perda de biodiversidade e mata nativa nos últimos anos. 

Em 10 de julho de 1980, milhares de pessoas tomaram a Catedral Metropolitana de Manaus, e seu entorno, para receber o Papa João Paulo II. Na catedral, o Papa encontrou-se com autoridades eclesiásticas e discursou.

Em 1991, o município ultrapassou a marca de 1 milhão de habitantes, e, em 2014, ultrapassou os 2 milhões, dobrando a população em 23 anos. Configura-se atualmente na vigésima sexta cidade mais populosa da América e na sétima mais populosa do Brasil, abrigando pouco mais da metade da população do Amazonas. Na questão econômica e educacional, está entre os cinco municípios brasileiros com participação acima de 0,5% no PIB do país que mais crescem economicamente,[77] e abriga a universidade mais antiga do país, a Universidade Federal do Amazonas, fundada em 1909.

Geografia

Imagem de satélite de Manaus

Manaus localiza-se na margem esquerda do rio Negro com uma área de 11.401,092 km² e densidade demográfica de 191,45 habitantes por km²,[8] sendo a segunda maior capital estadual no Brasil em área territorial. Ilhas, arquipélagos, praias e áreas ecológicas são encontrados próximos à cidade, com destaque para o arquipélago de Anavilhanas, situado nos limites com Novo Airão, e o Encontro das Águas, famoso cartão-postal da cidade. Limita-se com os municípios de Presidente FigueiredoCareiroIrandubaRio Preto da EvaItacoatiara e Novo Airão. Manaus possui a quarta maior área urbana do país com 427 km², segundo dados da Embrapa divulgados em 2017. É a maior área urbana por município das regiões Norte e Nordeste.

vegetação da capital é densa, e tipicamente coberta pela floresta amazônica. Com uma flora diversificada, abriga vários tipos de plantas, além da vitória-régia, uma espécie aquática ornamental. Existem plantas bem próximas umas das outras, o que torna a vegetação úmida e impenetrável. Há espécies com folhas permanentes, encarregadas de deixar a floresta com um verde intenso o ano todo. Algumas árvores de origem amazônica, como a Andiroba e Mafumeira (também conhecida como Sumaúma), são cultivadas em parques da cidade, como o Parque do Mindu e o Parque Estadual Sumaúma.  Este último recebe este nome em razão da grande quantidade de árvores mafumeiras que possui e é atualmente um parque estadual.[85] Répteis como tartarugascaimões e víboras também ali habitam. Toda a fauna da floresta tropical úmida presente na Amazônia também se encontra na cidade. Nas áreas rurais do município, há inúmeras espécies de plantas e pássaros, inúmeros anfíbios e milhões de insetos.

Hidrografia

Encontro dos rios Negro e Solimões, onde formam o rio Amazonas, o maior rio em volume de água do mundo.

A hidrografia de Manaus é formada por quatro bacias: Educandos, São Raimundo, Tarumã e Puraquequara e várias microbacias ou sub-bacias. Como a rede de drenagem é muito extensa, característica da região, é formada por diferentes processos geossistêmicos que atuam de diversas formas e em diferentes intensidades no tempo e no espaço, tais como o clima, o solo, o relevo, a hidrografia e a sociedade e seus espaços.

As bacias hidrográficas urbanizadas merecem destaque tanto pela extensão territorial quanto número de indivíduos morando em sua área de abrangência, que foram denominadas segundo a identificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS): Bacias Hidrográficas do Tarumã e do Puraquequara, que estão parcialmente inseridas na malha urbana manauara, e Bacias do São Raimundo e do Educandos que se encontram integralmente no perímetro urbano de Manaus. Além das bacias menores, relativamente que são: bacias do Mauá, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Refinaria e Ponta Pelada.

Os grandes mamíferos da água, como o peixe-boi e o boto-cor-de-rosa, são encontrados principalmente em regiões sem muita movimentação do rio Negro, em lagos encontrados no bairro Tarumã e também em alguns reservatórios da cidade, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Há pássaros e peixes de todas as espécies, plumagens e peles. Em algumas regiões ao longo do rio Amazonas, floresce a planta Vitória-régia, cujas folhas circulares chegam a mais de um metro de diâmetro.

Parques e espaços públicos

Parque Lagoa do Japiim

Há importantes parquesreservas ecológicas e espaços públicos no município, com boa parte deles sendo administrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS). Alguns destes espaços são o Bosque da Ciência,[90] Parque Municipal do Mindu, o Parque Estadual Sumaúma, o Parque dos Bilhares, o Jardim Botânico de Manaus, o Parque Senador Jefferson Peres, o Parque Lagoa do Japiim, o Parque Rio Negro, entre outros.

Os três principais parques municipais são o Parque Municipal do Mindu, o Parque dos Bilhares e o Jardim Botânico Adolpho Ducke. O Parque do Mindu está situado no bairro Parque 10 de Novembro, tendo sido criado em 1993, por meio da Lei Municipal nº 219 de 11 de novembro. Possui 40,8 hectares e abriga uma considerável população de soim-de-coleira - um pequeno símio existente apenas na região de Manaus e, portanto, endêmica - além de um orquidário, um canteiro de ervas com propriedades terapêuticas e aromáticas e trilhas suspensas.

O Bilhares é um parque de menor tamanho, estando localizado no bairro da Chapada. O Jardim Botânico Adolpho Ducke, situado no bairro Cidade de Deus, é caracterizado por mais de três quilômetros de trilhas, além de inúmeras espécies de animais em extinção, como ararastucanostatus e onças-pintadas, distribuídas em 100 km².

O Parque Estadual Sumaúma, regulamentado pelo decreto nº 23.721 de 5 de setembro de 2003, é a única unidade de conservação (UC) de caráter estadual situada na área urbana do município. Localiza-se no bairro Cidade Nova e caracteriza-se por ser o menor parque estadual do Amazonas em área, com pouco mais de 52 hectares.

Problemas ambientais

Fotografia de satélite da NASA registra seca histórica na Região Metropolitana de Manaus, em outubro de 2023.

poluição atmosférica do ar na cidade é intensa, devido principalmente à enorme quantidade de automóveis que circulam diariamente na cidade e às indústrias pertencentes ao Polo Industrial de Manaus.[100] Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ressaltou que a região do Eldorado é a que apresenta o maior índice de poluição do ar, com alta concentração de dióxido de nitrogênio. O mesmo estudo afirmou que a poluição na cidade se dá de forma mais densa nos meses de agosto e setembro. No dia 26 de novembro de 2009, foi registrado um caso de chuva ácida em Manaus. 

Na questão territorial, Manaus sofreu diversas ocupações irregulares em suas áreas verdes entre as décadas de 1970 e 1980, que originaram, por sua vez, grande parte dos bairros periféricos da zona urbana. Em 2006, verificou-se que o município já havia desmatado 22% de sua área urbana.Até meados da década de 1970, a população manauara concentrava-se, sobretudo, nas regiões sul, centro-sul, oeste e centro-oeste do município, havendo uma densa população vivendo às margens de igarapés.

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) constatou que os córregos de Manaus poderão desaparecer devido à poluição crescente, advinda da irregularidade do sistema de esgoto dos domicílios da cidade e do processo de recuperação dos córregos. Partes dos rios Negro e Solimões também encontram-se em estado de poluição. A degradação dos igarapés de Manaus e o déficit de saneamento básico e ambiental são problemas com o reflexo direto na saúde de seus habitantes.agravado pela ocupação irregular das áreas de mananciais, ocasionada pela expansão urbana.

Em 16 de outubro de 2023, o Rio Negro atingiu o nível de 13,51m em Manaus, conforme o monitoramento realizado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB). Este é o menor nível registrado nos 122 anos de acompanhamento do rio Negro no Porto de Manaus. A seca comprometeu a navegabilidade dos rios dificultando o transporte de cargas e de passageiros.

Clima

clima de Manaus é considerado tropical úmido de monção (tipo Am segundo Köppen), com temperatura média compensada anual de 27 °C e umidade do ar relativamente elevada, com índice pluviométrico em torno de 2 300 milímetros (mm) anuais. As estações do ano são relativamente bem definidas no que diz respeito à chuva: o verão é muito chuvoso e o inverno relativamente seco. Já houve ocorrências pontuais de chuva de granizo na cidade.

Devido à proximidade da linha do equador, o calor é constante do clima local. São inexistentes os dias de frio no inverno, e raramente massas de ar polar muito intensas no centro-sul do país e sudoeste amazônico têm algum efeito sobre a cidade, como ocorreu em julho e agosto de 1955, mas, apesar de raras, quando influenciam no clima, podem fazer com que a temperatura possa cair para 18 °C.[113] Sua localização no meio da floresta normalmente evita extremos de calor e torna a cidade úmida.

Segundo dados da estação meteorológica convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) na cidade, desde 1931 a menor temperatura registrada em Manaus ocorreu em 18 de julho de 1975, com mínima de 17,8 °C, e a maior atingiu 40 °C em 10 de outubro de 2023. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 180,8 mm em 8 de abril de 1967. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram: 168,3 mm em 8 de março de 1968, 160,8 mm em 26 de abril de 2020, 155 mm em 15 de janeiro de 1996, 154,4 mm em 20 de abril de 2000, 151 mm em 20 de março de 1983 e 150,8 mm em 8 de março de 1978. Desde maio de 2000, quando o INMET instalou uma estação automática no mesmo local da convencional, o menor nível de umidade relativa do ar (URA) foi de 18% em 11 de agosto de 2011.

[Esconder]Dados climatológicos para Manaus (OMM: 82331)
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37 36,1 36,2 35,4 34,7 35,1 37,1 38 39,3 40 38,5 37,3 40
Temperatura máxima média (°C) 31,3 31,1 31,2 31,3 31,5 31,9 32,5 33,6 34,1 34 33 32 32,3
Temperatura média compensada (°C) 26,6 26,6 26,6 26,7 27 27,3 27,5 28,2 28,6 28,5 28 27,2 27,4
Temperatura mínima média (°C) 23,6 23,6 23,7 23,7 23,9 23,8 23,7 24,1 24,5 24,6 24,4 24 24
Temperatura mínima recorde (°C) 18,5 18 19 18,5 19,5 19,2 17,8 18 20 19,4 19,3 19 17,8
Precipitação (mm) 305,6 296,8 320,9 331 233,3 117,2 67,1 56,1 79 113,9 188 253,5 2 362,4
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 19 18 19 18 16 10 7 6 6 8 10 15 152
Umidade relativa compensada (%) 84,8 85,1 85,8 85,6 84,4 80,8 77,4 74,6 74,6 76,1 79,3 83 81
Insolação (h) 122,7 98 104,3 113,6 141,9 191 223,1 222,5 196,4 173,5 150,7 126,6 1 864,3
FonteINMET (normal climatológica de 1991-2020;[111] recordes de temperatura: 1931-presente)[109][110]

Demografia

Crescimento populacional
Censo Pop.  
1872 29 334  
1890 38 720   32,0%
1900 50 300   29,9%
1920 75 704   50,5%
1940 106 399   40,5%
1950 139 620   31,2%
1960 175 343   25,6%
1970 314 197   79,2%
1980 642 492   104,5%
1991 1 010 544   57,3%
2000 1 403 796   38,9%
2010 1 802 014   28,4%
2022 2 063 689   14,5%
Censos demográficos do IBGE (1872-2010).[74]

Desenvolvimento humano

A cidade apresenta bons índices, constituindo-se um ótimo lugar para concentração de investimentos.

Segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,737, considerado elevado. De acordo com dados de 2010, e a esperança de vida é de 74,5 anos, um aumento de 8,6 anos desde 1991, quando o município registrou 65,9 anos em esperança de vida. A esperança de vida é maior nas zonas sul, centro-sul e centro-oeste, comparando com as demais regiões da área urbana.

A população de Manaus é de 2 303 732 habitantes, conforme estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025, o que a coloca na posição de sétima cidade mais populosa brasileira, após São PauloRio de JaneiroBrasíliaFortalezaSalvador e Belo Horizonte. Destes, 48,82% são homens e 51,18% são mulheres; e 99,49% vivem em área urbana e 0,51 % em área rural. Entre as capitais estaduais brasileiras, foi Manaus quem registrou o maior crescimento populacional nas últimas décadas, de 22,24%, ultrapassando Recife e Curitiba. taxa de fecundidade era de 2,1 filhos por mulher em 2010, e mais da metade da população (67,69%) tinha entre 15 e 64 anos de idade. Em 2008, 97,63% de sua população era alfabetizada e, em 2010, 3,75% viviam em situação de extrema pobreza.

A maior parte da população encontra-se nas zonas norte e leste da cidade, sendo a Cidade Nova o bairro mais populoso, com 121 135 habitantes. Com o início da industrialização na cidade, após a instalação do Polo Industrial de Manaus em 1967, o crescimento demográfico e populacional aumentou significativamente na capital do Amazonas. Segundo os resultados dos últimos censos, a população da cidade elevou-se de 175 343 habitantes, em 1960, para 314 197 habitantes em 1970. Daí até 1991 a população cresceu para 1 010 544 habitantes, elevando sua densidade para 90,0 hab./km². Em termos percentuais, o aumento populacional entre 1960 e 1970 foi de 79,2% enquanto que de 1970 a 1980 foi de 104,5%.

Expansão demográfica

Time-lapse da evolução urbana de Manaus (1984–2016).
Região do Aleixo, área de intensa verticalização da cidade de Manaus.

Até meados da década de 1970, os espaços urbanos e aglomerados estavam limitados às zonas administrativas sul, centro-sul, oeste e centro-oeste. A área portuária da cidade era intensamente povoada, com pouca densidade nas regiões norte e leste. Após o boom da industrialização na década de 70, a cidade recebeu forte migração, e outras áreas e novos bairros na cidade foram surgindo, sendo que alguns através de ocupações irregulares, como é o caso do bairro Coroado, que ocupou parte da área verde pertencente à Universidade Federal do Amazonas.

No início da década de 1980 iniciou-se um intenso processo de ocupação das áreas periféricas da cidade. A expansão para as zonas administrativas leste e norte, seja por ocupações regulares ou irregulares, marcaram o início do uso do solo estratificado e as novas ocupações que foram se formando na cidade já surgiram bem mais marcadas pelo nível de renda dos seus habitantes. Muitos dos maiores bairros que existem atualmente na cidade surgiram nessa década. Entre eles, os bairros de São José Operário, Zumbi dos PalmaresJorge Teixeira e Santa Etelvina. A grande concentração populacional nas zonas leste e norte são, em parte, responsáveis pelo agravamento de problemas relacionados à ocupação desordenada do solo, destruições da cobertura vegetal, poluição dos corpos d'água e deficiência do saneamento básico.

O crescimento urbano de Manaus foi o maior da região Norte. Nos últimos dez anos, a cidade apresentou uma das maiores taxas média geométrica de crescimento anual. A taxa de crescimento urbano tem sido maior que a taxa nacional, apesar de ter sofrido uma queda no último censo. A intensa urbanização da cidade, muitas vezes de forma desordenada, ao longo das décadas de 1980 e 1990, contribuíram para que sua área urbana perdesse cerca de 65% de cobertura vegetal. Entre 1986 e 2004, foram degradadas 20% da vegetação da zona urbana do município.

O atual crescimento urbano de Manaus concentra-se, sobretudo, na zona norte da cidade. As zonas sul, centro-sul e centro-oeste estão consolidadas enquanto espaço urbano em toda sua extensão. A zona leste, apesar de possuir uma imensa área ainda não ocupada efetivamente, não dispõe mais de espaços, pois a área que pertence ao Distrito Industrial representa 45% do total da área da região. Um relatório da fundação City Mayors, que estudou os principais centros urbanos do mundo entre 2006 e 2014, colocou Manaus como a 62.ª área urbana que mais cresce em população no mundo, com 2,83% de taxa média de crescimento anual.

O processo de conurbação atualmente em curso na chamada Grande Manaus vem criando uma metrópole, cujo centro está em Manaus e atinge os municípios de Iranduba e Manacapuru. Em 30 de maio de 2007, foi criada a Região Metropolitana de Manaus, através da Lei Estadual nº 52. com vistas à organização, ao planejamento e à execução de funções públicas e serviços de interesse metropolitano ou comuns. Atualmente é constituída por 13 municípios, sendo a maior metrópole da região Norte com mais de 2,8 milhões de habitantes e a décima primeira mais populosa do Brasil. Seu Produto Interno Bruto (PIB) somava em 2016 cerca de 76,613 bilhões de reais, dos quais cerca de 90% pertenciam à cidade de Manaus.

 

Panorama urbano de Manaus a partir do rio Negro.

Composição étnica e migração

Manaus é uma cidade marcada pelos traços culturais, políticos e econômicos herdados dos colonizadores europeus e dos indígenas. Os indígenas iniciaram a ocupação humana na Amazônia, e seus descendentes, os caboclos, desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta.

Formatura do Exército Brasileiro no Comando Militar da Amazônia.

Na sua formação histórica, a demografia de Manaus é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o indígena, o europeu e o negro, formando, assim, os mestiços da região (caboclos). Mais tarde, com a chegada de outros imigrantes vindos da Europa e de outras regiões do mundo, como japonesesárabes e marroquinos, formou-se uma cultura de característica singular, vista nos valores e modo de vida dos habitantes da cidade.

Segundo dados do censo de 2022 do IBGE, a população de Manaus está composta por: pardos (69,56% ou 1.435.484 habitantes), brancos (23,73% ou 489.674 habitantes), pretos (5,58% ou 115.141 habitantes), Indígenas (0,91% ou 18.854 habitantes) e Amarelos (0,22% ou 4.463 habitantes). Há ainda, 73 pessoas que não declararam suas etnias. Segundo um estudo genético de 2013, a ancestralidade dos habitantes de Manaus é 45,9% europeia, 37,8% indígena e 16,3% africana.

A migração direcionada a Manaus dá-se principalmente entre os nordestinos, sobretudo cearenses e maranhenses. Há uma numerosa migração de pessoas naturais da própria região norte, como do Oeste do Pará e dos estados do Acre, Roraima e Rondônia. Naturais dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul também fazem-se bastante presentes. A migração nordestina ocorreu especialmente no auge da borracha e da instalação da Zona Franca de Manaus, entre o séculos XIX e a década de 1960. Conforme dados do censo de 2010, do total de habitantes residentes em Manaus, 563 008 destes (31,24%) não haviam nascido no município. Entre os habitantes naturais de outras unidades da federação, o Pará era o estado com maior presença, com 125 936 pessoas (6,99%), seguido do Maranhão, com 26 226 residentes (1,46%), e Ceará, com 24 421 habitantes residentes no município (1,36%).

Religião

Catedral Metropolitana de Manaus
Igreja de São Sebastião

Tratando sobre as religiões, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração é possível encontrar atualmente dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do candomblé, do Islão, do judaísmo, do espiritismo, entre outras. Nos últimos anos, o budismo, o mormonismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Estima-se que há mais de mil seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas.

De acordo com dados do censo de 2010 do IBGE, a população de Manaus está composta por: católicos (53,68%); protestantes (35,56%); pessoas sem religião (6,82 %); espíritas (0,74 %); budistas (0,08%); e judeus (0,07%). Entre as igrejas protestantes, destacam-se a Assembleia de Deus (11,59%), Igreja Batista (3,18%) e Igreja Universal do Reino de Deus (1,97%). Entre as denominações cristãs restauracionistas, as que possuem maior número de adeptos são as Testemunhas de Jeová (0,72%) e A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,41%). Entre as novas religiões orientais, destaca-se a Igreja Messiânica Mundial (0,03%). A Umbanda e o Candomblé representam juntas 0,07% da população religiosa. Tradições esotéricas são realizadas por 0,03% da população, e as religiões indígenas e tribais são seguidas por 0,01% dos religiosos. Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 44,38% católicos, 39,49% evangélicos ou protestantes, 0,63% espíritas, 0,53% umbandistas ou candomblecistas, 0,02% religião tradicional, 5,98% outra religião, 8,85% irreligiosos, 0,08% desconhecidos e 0,05% não declarados.

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Mundial do Poder de DeusIgreja PresbiterianaIgreja do Evangelho QuadrangularIgreja Internacional da Graça de DeusIgreja Metodista, a Igreja de Deus Pentecostal do Brasil, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja Batista, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová dentre outras. Há um considerável avanço dessas igrejas.

Há em Manaus um Templo mórmon, de propriedade de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O templo é o único da denominação religiosa na Amazônia e o sexto construído no Brasil. O templo é visitado pelos fiéis da igreja que vivem nos estados de Rondônia, Roraima, Acre, Amapá e Pará, e possui um centro de visitantes aberto aos não-membros. No país, além de Manaus, há templos mórmons apenas em São Paulo, Recife, Campinas, Porto Alegre, Curitiba e Fortaleza.[

Há também em Manaus um Templo da Comunidade Judaica, a Beit Yaacov/Rebi Meyr, fundada no século XIX por judeus sefaradim originários do Norte da África: FezTângerTetuãoCasablancaSaléRabatMarraquexe, e outros lugares, incluindo também

Criminalidade

Manaus ocupa a 31.ª posição entre as cidades mais violentas do mundo, de acordo com uma pesquisa feita pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública, sendo a 12.ª mais violenta do país e a segunda maior taxa de homicídios na região norte do Brasil, abaixo apenas de Belém. A média de homicídios na cidade é de 42,53 para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2011, a cidade ocupava a 26.ª posição no ranking das mais violentas em nível mundial, em uma pesquisa promovida pela mesma ONG, e a 5.ª posição entre as cidades do Brasil.

 

 
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